46 anos da CPT é celebrado com campanha de solidariedade e partilha de alimentos em estados do país

Nesta terça, 22 de junho, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) completa 46 anos de existência e resistência junto aos povos da terra, das águas e das florestas. Para marcar a data, comunidades camponesas apoiadas pela CPT do regional  Nordeste 2 realizarão diversas ações de solidariedade e de partilha de alimentos para famílias em situação de fome em diversos municípios de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Doações de alimentos e ações de solidariedade estão sendo realizadas pelas comunidades e equipes de CPT nos quatro estados nordestinos desde o início da pandemia. Contudo, pelo segundo ano consecutivo, as ações serão sincronizadas na data que marca os 46 anos da Pastoral. A Campanha “Repartir a terra, partilhar o pão” envolve comunidades de assentamentos, acampamentos, quilombos, famílias posseiras e ameaçadas de despejo. A partilha dos frutos da terra será marcada também pela defesa da vacina para todos, pelo auxílio emergencial até o fim da pandemia e contra as políticas do atual governo.

As ações nos Estados

Em Alagoas, famílias acompanhadas pela CPT estão organizando a doação de cestas camponesas repletas de alimentos sadios para a comunidade Imaculada Conceição, no bairro de Jacintinho; para o terreiro Abassá de Angola Ota Balé; e para pessoas, principalmente mulheres, acompanhadas pelas Igrejas Batistas do Pinheiro e da Grota da Alegria, nas periferias de Maceió. Cestas de alimentos também serão entregues para a Área Pastoral Nossa Senhora de Fátima, no município de Rio Largo.

Na Paraíba, serão realizadas ações em várias regiões do estado. Em Campina Grande, agricultores e agricultoras acompanhados pela CPT irão doar alimentos para 150 famílias atendidas pela Casa da Criança Dr. João Moura e para 50 famílias ligadas ao Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Domésticos do município. Na diocese de Guarabira, comunidades e assentamentos da Reforma Agrária entregarão alimentos para 30 famílias acompanhadas pela Pastoral da Sobriedade, no município de Belém. Já na diocese de João Pessoa, a partilha dos alimentos será feita com a Ação Social da arquidiocese, que oferece refeições à população de rua, com três abrigos de migrantes indígenas venezuelanos do povo Warao; e com o Hospital Padre Zé, na capital paraibana.

Em Pernambuco, as doações de alimentos também serão descentralizadas. No Sertão do Pajeú, cestas camponesas serão entregues a famílias em situação de fome nos municípios de Afogados da Ingazeira, Iguaracy e Sertânia. Parte dos alimentos será destinada à campanha Mãos Solidárias. Na Zona da Mata Sul do estado, comunidades camponesas posseiras ameaçadas de despejo e expulsão realizarão entrega de alimentos ao grupo de mães de crianças com deficiência, no município de Catende. Já na Mata Norte, comunidades acompanhadas pela CPT doarão cestas camponesas para grupos da cultura popular – cavalo-marinho, maracatu e coco, no município de Tracunhaém; e para a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, que redistribuirá os alimentos a famílias da periferia de Moreno. Plantio de mudas nativas também estão sendo realizadas nas comunidades apoiadas pela CPT na região para celebrar os 46 anos da CPT.

No Rio Grande do Norte, a campanha envolve seis comunidades camponesas acompanhadas pela CPT na diocese de Mossoró. Alimentos produzidos em suas lavouras e em seus quintais produtivos serão doados ao Lar da Criança Pobre, instituição fundada e dirigida por freiras franciscanas que acolhe pessoas empobrecidas e migrantes venezuelanos/as na cidade de Mossoró.

A CPT

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) nasceu em junho de 1975, durante o Encontro de Bispos e Prelados da Amazônia, convocado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e realizado em Goiânia (GO). Foi fundada em plena ditadura militar, como resposta à grave situação vivida pelos trabalhadores rurais, posseiros e peões, sobretudo na Amazônia, explorados em seu trabalho, submetidos a condições análogas ao trabalho escravo e expulsos das terras que ocupavam.

Nasceu ligada à Igreja Católica. O vínculo com a CNBB ajudou a CPT a realizar o seu trabalho e a se manter no período em que a repressão atingia agentes de pastoral e lideranças populares. Logo, porém, adquiriu caráter ecumênico, tanto no sentido dos trabalhadores que eram apoiados, quanto na incorporação de agentes de outras igrejas cristãs.

Segundo sua missão: “Convocada pela memória subversiva do evangelho da vida e da esperança, fiel ao Deus dos pobres, à terra de Deus e aos pobres da terra, ouvindo o clamor que vem dos campos e florestas, seguindo a prática de Jesus. A CPT quer ser uma presença solidária, profética, ecumênica, fraterna e afetiva, que presta um serviço educativo e transformador junto aos povos da terra e das águas, para estimular e reforçar seu protagonismo”.

Conheça a CPT
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Com informações do regional Nordeste 2 e CPT Nacional

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