{"id":1001036,"date":"2026-06-12T08:55:42","date_gmt":"2026-06-12T11:55:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/?p=1001036"},"modified":"2026-06-12T08:56:54","modified_gmt":"2026-06-12T11:56:54","slug":"tempos-dificeis-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/tempos-dificeis-2\/","title":{"rendered":"Tempos dif\u00edceis\u00a0"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Dom Lindomar Rocha Mota<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Bispo de S\u00e3o Lu\u00eds de Montes Belos (GO)\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">Foram tempos dif\u00edceis, e continuam sendo!\u00a0Contraditoriamente nunca se prometeu tanto, e, ainda assim, h\u00e1 no\u00a0cora\u00e7\u00e3o do mundo\u00a0uma esp\u00e9cie de cansa\u00e7o, como se a humanidade tivesse acordado de\u00a0infindas noites ruins, com a\u00a0lembran\u00e7a\u00a0confusa e a\u00a0amargura de ter perdido alguma\u00a0coisa.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">O nosso tempo\u00a0acostumou-se\u00a0a falar em sistemas. Sistema pol\u00edtico, sistema financeiro, sistema jur\u00eddico, sistema de seguran\u00e7a, sistema religioso. D\u00e1-se\u00a0a impress\u00e3o de que h\u00e1 engrenagens ajustadas, pesos e contrapesos, vigil\u00e2ncias rec\u00edprocas, mecanismos capazes de corrigir abusos, punir fraudes, impedir tiranias, conter a avareza, proteger os\u00a0pobres.\u00a0Acreditamos nisso, n\u00e3o com inoc\u00eancia absoluta,\u00a0mas\u00a0porque a esperan\u00e7a pol\u00edtica sempre foi pequena diante das mazelas sociais.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">Agora, entretanto,\u00a0a pol\u00edtica\u00a0est\u00e1\u00a0deixando\u00a0de ser arte de governo e se transformando\u00a0em\u00a0lugar\u00a0de ressentimentos.\u00a0Figuras grotescas, exc\u00eantricas, brutais ou teatralmente salvadoras sobem ao palco global n\u00e3o apesar de suas deformidades, mas por causa delas. O sujeito moderado\u00a0est\u00e1 enfraquecido\u00a0e\u00a0o prudente parece covarde; o estudioso\u00a0toa\u00a0inutilidade\u00a0e\u00a0o violento parece aut\u00eantico.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">A grosseria virou prova de sinceridade\u00a0e a\u00a0mentira, repetida\u00a0aos gritos, passou a valer mais que a\u00a0verdade\u00a0elaborada\u00a0com paci\u00eancia.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">H\u00e1 algo de dickensiano\u00a0nisso tudo!\u00a0N\u00e3o o Dickens dos sal\u00f5es\u00a0elegantes, mas o das cidades escuras, das crian\u00e7as cobertas de fuligem, dos patr\u00f5es satisfeitos com\u00a0seus lucros.\u00a0A\u00a0nossa\u00a0<\/span><i><span data-contrast=\"none\">Coketown<\/span><\/i><span data-contrast=\"none\">\u00a0j\u00e1 n\u00e3o tem\u00a0somente\u00a0chamin\u00e9s. Tem algoritmos\u00a0e\u00a0bolsas de valores\u00a0hist\u00e9ricas. Tem influencers de luxo, operadores de mis\u00e9ria, profetas de internet, pregadores da prosperidade\u00a0e\u00a0do\u00a0sacrif\u00edcio sem jamais terem conhecido a fome;\u00a0pol\u00edticos que falam de povo sem suportar o povo.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">Os antigos sistemas de peso e contrapeso dependiam de uma virtude\u00a0imposs\u00edvel de ser\u00a0automatizada: vergonha\u00a0e responsabilidade. O juiz precisava temer a injusti\u00e7a,\u00a0o pol\u00edtico temer a desonra,\u00a0o banqueiro a ru\u00edna; o jornalista precisava\u00a0temer a\u00a0mentira,\u00a0o l\u00edder religioso a Deus. Quando a vergonha desaparece, restam\u00a0os\u00a0procedimentos. E procedimentos, sozinhos, s\u00e3o fr\u00e1geis. Carimbam, protocolam, justificam, arquivam. Podem dar forma legal ao abuso, apar\u00eancia t\u00e9cnica ao saque, linguagem moral \u00e0 perversidade.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">A pol\u00edtica, nesse cen\u00e1rio, torna-se\u00a0um grande teatro de humilha\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas. O advers\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 algu\u00e9m a ser vencido, mas\u00a0destru\u00eddo\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">O judici\u00e1rio, por sua vez, sofre uma suspeita crescente. Em tempos normais, a justi\u00e7a \u00e9 lenta, imperfeita, humana, mas ainda consegue conservar um resto de solenidade. Em tempos dif\u00edceis, ela aparece como arena, trincheira,\u00a0pregui\u00e7a\u00a0e\u00a0dinheiro. Quando o tribunal come\u00e7a a ser visto como extens\u00e3o da guerra pol\u00edtica\u00a0e dos interesses econ\u00f4micos, cada senten\u00e7a nasce ferida. E, quando a confian\u00e7a na justi\u00e7a se\u00a0rompe, o cidad\u00e3o passa a sentir que a lei \u00e9 uma porta\u00a0secreta que se\u00a0abre para alguns, fecha-se para outros, e\u00a0tritura\u00a0justamente quem n\u00e3o possui advogado caro, sobrenome \u00fatil ou padrinho poderoso.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">No mundo das finan\u00e7as, a crise \u00e9 ainda mais\u00a0severa, porque se esconde sob a eleg\u00e2ncia dos n\u00fameros. O dinheiro se tornou a metaf\u00edsica vulgar do nosso tempo. Tudo\u00a0pode\u00a0ser convertido\u00a0nele. O pobre vende o tempo; o rico compra o futuro. O endividado j\u00e1 n\u00e3o deve apenas ao banco,\u00a0deve ao m\u00eas seguinte, ao rem\u00e9dio, ao\u00a0supermercado, ao aluguel, ao filho que cresceu, ao pai que envelheceu, \u00e0 vida que lhe cobra juros sem contrato.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">Dickens\u00a0come\u00e7aria\u00a0aqui!\u00a0Com sua crueldade compassiva\u00a0ele n\u00e3o deixaria o leitor\u00a0repousar\u00a0dentro de abstra\u00e7\u00f5es. Colocaria diante\u00a0de n\u00f3s\u00a0uma crian\u00e7a com fome, uma m\u00e3e exausta, um oper\u00e1rio sem nome, um velho descartado, um jovem seduzido por apostas, uma fam\u00edlia inteira\u00a0destru\u00edda\u00a0por uma\u00a0promessa ilus\u00f3ria de igrejas nascidas ao acaso e pregadoras de\u00a0uma religi\u00e3o sem miseric\u00f3rdia.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">A religi\u00e3o tamb\u00e9m atravessa seus tempos dif\u00edceis. E aqui conv\u00e9m abandonar a delicadeza\u00a0frugal. H\u00e1 f\u00e9 verdadeira, h\u00e1 santidade escondida, h\u00e1 m\u00e3es rezando, padres fi\u00e9is, gente simples que ainda acende uma vela para n\u00e3o permitir que o mundo apague a \u00faltima luz. Seria injusto esquecer isso. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m muito com\u00e9rcio sagrado, muito p\u00falpito\u00a0pol\u00edtico, muita liturgia sem convers\u00e3o, muita palavra de Deus transformada em instrumento de poder\u00a0por aqueles que\u00a0confundem\u00a0o Reino\u00a0de Deus\u00a0com\u00a0a constru\u00e7\u00e3o do seu reino pessoal.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">O Evangelho, por\u00e9m, n\u00e3o nasceu para\u00a0adornar imp\u00e9rios. Nasceu para julg\u00e1-los. Sempre que a religi\u00e3o esquece isso, ela se torna parte do problema que deveria denunciar.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">A perda de confian\u00e7a contempor\u00e2nea nasce da\u00a0percep\u00e7\u00e3o amarga\u00a0de que\u00a0os sistemas existem, mas frequentemente parecem trabalhar para\u00a0manter\u00a0a si mesmos, n\u00e3o para servir\u00a0a humanidade. Em todos os lugares, a institui\u00e7\u00e3o corre o risco de preferir a pr\u00f3pria conserva\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade que justificou sua exist\u00eancia.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">O cidad\u00e3o percebe!\u00a0Pode n\u00e3o ter vocabul\u00e1rio t\u00e9cnico, pode n\u00e3o ler relat\u00f3rios, pode n\u00e3o citar fil\u00f3sofos, mas percebe.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">Da\u00ed nasce o ressentimento. E o ressentimento \u00e9 uma for\u00e7a perigosa porque come\u00e7a como leg\u00edtima dor e termina\u00a0como injusti\u00e7a organizada. O ressentido tem raz\u00e3o em sentir que algo lhe foi roubado. O problema \u00e9 que, depois de algum tempo, ele aceita qualquer um que lhe prometa vingan\u00e7a. \u00c9 assim que figuras\u00a0toscas\u00a0chegam ao poder. Elas n\u00e3o precisam ser s\u00e1bias,\u00a0precisam\u00a0ser inflam\u00e1veis. Precisam encarnar a raiva. N\u00e3o precisam\u00a0construir\u00a0solu\u00e7\u00f5es,\u00a0basta\u00a0apontar culpados. Em sociedades humilhadas, o demagogo n\u00e3o aparece como acidente, ele\u00a0\u00e9 um\u00a0sintoma.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">Os tempos dif\u00edceis s\u00e3o tamb\u00e9m tempos de linguagem degradada. Palavras densas foram gastas por excesso de uso e falta de verdade. Liberdade virou licen\u00e7a para\u00a0grosseria, assim como p\u00e1tria e democracia. Quando as palavras adoecem, o pensamento enfraquece\u00a0e,\u00a0quando o pensamento enfraquece, a viol\u00eancia se oferece como\u00a0alternativa.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">H\u00e1 ainda a tecnologia, esse grande acelerador de\u00a0almas\u00a0cansadas. Ela prometeu aproximar e produziu multid\u00f5es solit\u00e1rias, prometeu democratizar a palavra e produziu\u00a0bolhas de opini\u00e3o. O\u00a0humano\u00a0contempor\u00e2neo carrega no bolso uma pra\u00e7a p\u00fablica, um confession\u00e1rio, um mercado, um tribunal e uma m\u00e1quina de apostas. N\u00e3o \u00e9 estranho que esteja exausto. O espanto \u00e9 que ainda consiga amar, rezar, trabalhar, criar filhos, plantar alguma coisa, visitar um doente, perdoar algu\u00e9m.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">A\u00a0maior pobreza do nosso tempo, portanto,\u00a0n\u00e3o \u00e9\u00a0apenas econ\u00f4mica, embora a pobreza econ\u00f4mica continue sendo uma brutalidade concreta. A maior pobreza\u00a0\u00e9 a\u00a0perda de media\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis.<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">Tempos dif\u00edceis, sim. Mas os tempos dif\u00edceis t\u00eam\u00a0a\u00a0vantagem\u00a0de trazer tudo \u00e0 luz. Em \u00e9pocas\u00a0dif\u00edceis v\u00ea-se quem serve e quem se serve,\u00a0quem governa e quem explora,\u00a0quem julga e quem negocia.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">A pergunta decisiva, ent\u00e3o,\u00a0n\u00e3o \u00e9 se este tempo\u00a0\u00e9\u00a0dif\u00edcil.\u00a0Ele \u00e9.\u00a0Mas o que\u00a0ainda pode nascer dele?\u00a0Dickens sabia que a den\u00fancia social sem compaix\u00e3o vira\u00a0rancor, e que a compaix\u00e3o sem den\u00fancia vira sentimentalismo.\u00a0N\u00f3s\u00a0devemos\u00a0caminhar entre essas duas\u00a0vertentes.\u00a0<\/span><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-contrast=\"none\">Foram tempos dif\u00edceis, s\u00e3o tempos dif\u00edceis, ser\u00e3o tempos dif\u00edceis, mas\u00a0a \u00faltima dignidade\u00a0est\u00e1 em\u00a0n\u00e3o aceitar a\u00a0crueldade\u00a0como destino, n\u00e3o confundir realismo com rendi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o chamar de normal aquilo que \u00e9 apenas frequente\u00a0e\u00a0n\u00e3o entregar aos c\u00ednicos o direito de interpretar o mundo. A realidade est\u00e1 dura, sim. Mas a dureza da realidade n\u00e3o dispensa a ternura da responsabilidade,\u00a0e\u00a0foi por isso que, naquele dia,\u00a0<\/span><i><span data-contrast=\"none\">Vendo Jesus as multid\u00f5es, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, [&#8230;]<\/span><\/i><span data-contrast=\"none\">\u00a0<\/span><i><span data-contrast=\"none\">chamou os doze disc\u00edpulos<\/span><\/i><span data-contrast=\"none\">\u00a0e\u00a0<\/span><i><span data-contrast=\"none\">deu-lhes poder para expulsarem os esp\u00edritos maus e para curarem todo tipo de doen\u00e7a e enfermidade (Mt\u00a09,36;10,1).<\/span><\/i><span data-ccp-props=\"{}\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dom Lindomar Rocha Mota Bispo de S\u00e3o Lu\u00eds de Montes Belos (GO)\u00a0 \u00a0 Foram tempos dif\u00edceis, e continuam sendo!\u00a0Contraditoriamente nunca se prometeu tanto, e, ainda assim, h\u00e1 no\u00a0cora\u00e7\u00e3o do mundo\u00a0uma esp\u00e9cie de cansa\u00e7o, como se a humanidade tivesse acordado de\u00a0infindas noites ruins, com a\u00a0lembran\u00e7a\u00a0confusa e a\u00a0amargura de ter perdido alguma\u00a0coisa.\u00a0 O nosso tempo\u00a0acostumou-se\u00a0a falar em &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/tempos-dificeis-2\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Tempos dif\u00edceis\u00a0<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":112,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/1001036"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/112"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=1001036"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/1001036\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1001038,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/1001036\/revisions\/1001038"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=1001036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=1001036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=1001036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}