{"id":10153,"date":"2009-09-14T00:00:00","date_gmt":"2009-09-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/esperancas-da-igreja-na-amazonia\/"},"modified":"2020-03-11T16:17:29","modified_gmt":"2020-03-11T19:17:29","slug":"esperancas-da-igreja-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/esperancas-da-igreja-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7as da Igreja na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Tendo participado de uma excurs\u00e3o de 11 Bispos da CNBB, pela imensa Amaz\u00f4nia,\u00a0 durante dez dias, procurei ir al\u00e9m da beleza\u00a0 da selva e dos imensos cursos fluviais. Fixei minhas aten\u00e7\u00f5es, com olhares de f\u00e9, para a realidade da Igreja e de seu povo fiel. N\u00e3o foi dif\u00edcil ver os esfor\u00e7os herc\u00faleos de todas aquelas Prelazias e Par\u00f3quias, em caminhar com as demais comunidades cat\u00f3licas do pa\u00eds. As dificuldades de organiza\u00e7\u00e3o concreta s\u00e3o quase desanimadoras: falta de estradas, dist\u00e2ncias enormes, falta de recursos financeiros, impossibilidade pr\u00e1tica de fazer grandes reuni\u00f5es de planejamento, falta pertinaz de agentes de pastoral leigos, escassez permanente de Padres e Religiosas. \u201cPaulo teve uma vis\u00e3o. Um maced\u00f4nio lhe suplicava: venha \u00e0 Maced\u00f4nia e ajude-nos\u201d (At 16, 9). As Dioceses est\u00e3o pedindo socorro. Parece at\u00e9 que os pa\u00edses europeus tem mais mission\u00e1rios na regi\u00e3o do que o centro-sul do Brasil.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por haver uma grande aus\u00eancia do poder p\u00fablico, as Par\u00f3quias precisam preocupar-se, al\u00e9m do mais, em abrir escolas e centros de sa\u00fade. Tais institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o vorazes consumidoras de recursos financeiros, e de pessoal especializado. As viagens, feitas normalmente atrav\u00e9s de rios e de igarap\u00e9s, s\u00e3o muito dispendiosas e demoradas. Em n\u00e3o poucas prelazias, o pr\u00f3prio Bispo visita as comunidades ribeirinhas, levando a for\u00e7a da f\u00e9 a todos. Tais \u201cdesobrigas\u201d levam v\u00e1rias semanas para se completarem. V\u00e1rias prelazias tem entre um e cinco Padres para trabalhar. Pelo ac\u00famulo de servi\u00e7os pastorais, que lhe s\u00e3o atribu\u00eddos, s\u00e3o verdadeiros her\u00f3is. Conclu\u00ed que, para enviar mission\u00e1rios para as selvas, de pouco adianta as Dioceses enviar 1 volunt\u00e1rio. Precisam ser pelo menos dois ou tr\u00eas. Quanto \u00e0 cultura ind\u00edgena, sou do parecer de que se devem respeitar seus costumes, mas leva-los \u00e0 f\u00e9 cat\u00f3lica. Os que permanecem na sua cultura tradicional, sem nenhum apelo \u00e0 convers\u00e3o crist\u00e3, sofrem desvantagens em todos os sentidos, inclusive na sua sa\u00fade e na sua conscientiza\u00e7\u00e3o. \u201cA mensagem de Jesus Cristo foi anunciada a todos os pag\u00e3os, para conduzi-los \u00e0 obedi\u00eancia da f\u00e9\u201d (Rom 16, 26). N\u00e3o nos devemos envergonhar do evangelho, mas propo-lo com convic\u00e7\u00e3o e mansid\u00e3o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tendo participado de uma excurs\u00e3o de 11 Bispos da CNBB, pela imensa Amaz\u00f4nia,\u00a0 durante dez dias, procurei ir al\u00e9m da beleza\u00a0 da selva e dos imensos cursos fluviais. Fixei minhas aten\u00e7\u00f5es, com olhares de f\u00e9, para a realidade da Igreja e de seu povo fiel. 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