{"id":10639,"date":"2008-06-16T00:00:00","date_gmt":"2008-06-16T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/eucaristia-sacerdocio-e-comunhao-eclesial\/"},"modified":"2008-06-16T00:00:00","modified_gmt":"2008-06-16T03:00:00","slug":"eucaristia-sacerdocio-e-comunhao-eclesial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/eucaristia-sacerdocio-e-comunhao-eclesial\/","title":{"rendered":"Eucaristia, Sacerd\u00f3cio e Comunh\u00e3o Eclesial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Mensagem para o Dia Mundial de Ora\u00e7\u00e3o pela Santifica\u00e7\u00e3o dos Sacerdotes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">3 de junho de 2005 &#8211; Solenidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>A heran\u00e7a de Jo\u00e3o Paulo II e a exorta\u00e7\u00e3o de Bento XVI<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os eventos eclesiais que vivemos durante o m\u00eas de abril deste Ano Eucar\u00edstico s\u00e3o uma gra\u00e7a irrepet\u00edvel na nossa vida crist\u00e3 e sacerdotal. O papa Jo\u00e3o Paulo II nos deixou, na sua carta da \u00faltima Quinta-feira Santa (24 de mar\u00e7o de 2005), uma luminosa heran\u00e7a sacerdotal que \u00e9 como uma s\u00edntese dos seus documentos precedentes sobre o sacerd\u00f3cio. No mesmo caminho tra\u00e7ado pelo seu saudoso predecessor, o papa Bento XVI nos chama a viver o Ano Eucar\u00edstico redescobrindo a amizade de Cristo e fazendo desta a chave da nossa exist\u00eancia sacerdotal (Cfr. Discurso aos P\u00e1rocos de Roma, 13 de maio de 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na exorta\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo II e de Bento XVI ressoa o convite que vem do cora\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Cristo: \u201cpermanecei no meu amor&#8230; sede meus amigos\u201d (Jo 15,9). \u00c9 o convite a viver nele, numa dimens\u00e3o relacional com aquele que \u00e9 o Verbo da vida, em sintonia com os seus sentimentos, cora\u00e7\u00e3o a cora\u00e7\u00e3o, como dizia S\u00e3o Paulo: \u201ctende os mesmos sentimentos de Cristo\u201d (Fl 2,5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A nossa \u201cexist\u00eancia\u201d sacerdotal \u00e9 chamada a ser: exist\u00eancia grata, doada, salva para salvar, que faz mem\u00f3ria, consagrada, tendente para Cristo, eucar\u00edstica, na escola de Maria (cfr. Jo\u00e3o Paulo II, carta do Quinta-feira Santa 2005). A esta nossa vida profundamente relacionada com Cristo, chegamos por meio de uma experi\u00eancia de f\u00e9 vivida: \u201cestar diante de Jesus Eucaristia, aproveitar, num certo sentido, das nossas \u201csolid\u00f5es\u201d para preench\u00ea-las desta Presen\u00e7a, significa dar \u00e0 nossa consagra\u00e7\u00e3o todo o calor da intimidade com Cristo, do qual recebe alegria e sentido nossa vida\u201d (Carta do Quinta-feira Santa 2005, n. 6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O segredo de uma aut\u00eantica vida sacerdotal \u00e9 o amor apaixonado por Cristo que conduz ao an\u00fancio apaixonado de Cristo: \u201co seu segredo est\u00e1 na \u2018paix\u00e3o\u2019 que ele vive por Cristo. S\u00e3o Paulo dizia: \u2018para mim o viver \u00e9 Cristo\u2019 (Fl 1,21)\u201d (Carta do Quinta-feira Santa 2005, n. 7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O sacerdote redescobre e vive profundamente a sua identidade quando se decide a n\u00e3o antepor nada ao amor de Cristo e a fazer dele o centro da pr\u00f3pria vida. Somos chamados a \u201cretornar sempre de novo \u00e0 raiz do nosso sacerd\u00f3cio. Esta raiz, como bem sabemos \u00e9 uma s\u00f3: Jesus Cristo Senhor\u201d (Bento XVI, Discurso aos P\u00e1rocos de Roma, de 13 de maio de 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta experi\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o com Cristo consiste em entrar na sua amizade, at\u00e9 ao ponto de n\u00e3o poder prescindir dele, em n\u00e3o sentir-se mais s\u00f3s, nem duvidar do seu amor. \u201cO Senhor nos chama amigos, nos faz seus amigos, confia em n\u00f3s, nos confia o seu corpo na eucaristia, nos confia a sua Igreja.E ent\u00e3o devemos ser realmente seus amigos, ter com Ele um s\u00f3 sentir, querer aquilo que Ele quer e n\u00e3o querer aquilo que Ele n\u00e3o quer. Jesus mesmo nos diz: \u2018v\u00f3s sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando\u2019 (Jo 15,14)\u201d (Bento XVI, ibidem).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/p>\n<h1>2. Eucaristia e Sacerd\u00f3cio<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify\">Jo\u00e3o Paulo II na Enc\u00edclica Ecclesia de Eucharistia e na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Mane nobiscum Domine, nos tra\u00e7ou linhas de \u201cespiritualidade eucar\u00edstica\u201d para todas as voca\u00e7\u00f5es. Ao reler estes textos nos sentimos profundamente tocados, especialmente se fizemos a experi\u00eancia diante do Tabern\u00e1culo. Cristo continua a falar hoje, de cora\u00e7\u00e3o a cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As palavras da consagra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica nos modelam e nos transformam, s\u00e3o uma \u201cf\u00f3rmula de vida\u201d; por isso somos \u201cenvolvidos neste movimento espiritual\u201d de transforma\u00e7\u00e3o em Cristo (Jo\u00e3o Paulo II, Carta do Quinta-feira Santa, nn. 1 e 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A nossa espiritualidade crist\u00e3 e sacerdotal \u00e9 relacional, de amizade, \u00e9 oblativa em uni\u00e3o com a caridade do Bom Pastor, \u00e9 transformante porque faz de n\u00f3s um sinal claro do pr\u00f3prio Jesus, \u00e9 mariana porque ligada \u00e0 escola de Maria, \u00e9 de comunh\u00e3o eclesial, \u00e9 ministerial, ou seja, \u201cde servi\u00e7o\u201d, \u00e9 mission\u00e1ria&#8230; \u00c9 sempre invadida pelo agradecimento \u201ceucar\u00edstico\u201d de quem se sente amado pelo Senhor e, portanto, o quer amar de todo o cora\u00e7\u00e3o e fazer com que todos o amem. Neste sentido, toda a nossa vida \u00e9 centrada na Eucaristia, qual mist\u00e9rio pascal, que se anuncia, celebra, vive e se comunica aos outros. Por isso \u201cse a Eucaristia \u00e9 centro e cume da vida da Igreja, ao mesmo tempo o \u00e9 do minist\u00e9rio sacerdotal\u201d (Ecclesia de Eucharistia, n. 31).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Conseq\u00fcentemente, esta vida relacional, para n\u00f3s como para todos os fi\u00e9is na Igreja, se insere no chamado divino a ser \u201calmas enamoradas dele, capazes permanecer longamente sua escutar a voz e quase a sentir as palpita\u00e7\u00f5es do seu cora\u00e7\u00e3o\u201d (Mane nobiscum Domine, n. 18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando entramos nos sentimentos de Cristo, no seu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o, especialmente na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, sentimos o chamado a continuar esta busca \u00edntima durante o dia, sem poder deixar de \u201cdemorar-se longamente no di\u00e1logo com Jesus Eucaristia\u201d (Mane nobiscum Domine, n. 30). Se n\u00e3o experimentamos a intimidade com Cristo, a \u201cidentidade\u201d e a \u201cexist\u00eancia\u201d sacerdotal se diluem e ent\u00e3o n\u00e3o encontramos mais sentido para a nossa vida: \u201cJesus no tabern\u00e1culo vos espera junto dele, para derramar nos vossos cora\u00e7\u00f5es aquela \u00edntima experi\u00eancia da sua amizade, \u00fanica a dar sentido e plenitude \u00e0 vossa vida\u201d (Ibidem).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O papa Bento XVI, dirigindo-se aos sacerdotes no \u00faltimo dia 13 de maio, nos convida com insist\u00eancia a considerar esta intimidade com Cristo como \u201cprioridade pastoral\u201d: \u201cPor isso o tempo dedicado a estar na presen\u00e7a de Deus \u00e9 uma verdadeira prioridade pastoral, em \u00faltima an\u00e1lise, a mais importante\u201d (Bento XVI, Discurso de 13 de maio de 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A nossa rela\u00e7\u00e3o com a Eucaristia fundamenta a nossa rela\u00e7\u00e3o com a Igreja como corpo eclesial de Cristo. Daqui nasce a for\u00e7a da nossa caridade pastoral que constitui a nossa principal atitude e o nosso principal servi\u00e7o, que \u00e9 \u201co of\u00edcio de amar\u201d: o sacerd\u00f3cio ministerial tem uma rela\u00e7\u00e3o constitutiva com o Corpo de Cristo, na sua dupla e insepar\u00e1vel dimens\u00e3o de Eucaristia e de Igreja, de corpo eucar\u00edstico e do corpo eclesial. Por isso o nosso minist\u00e9rio \u00e9 \u201camoris Officium\u201d (Santo Agostinho em Johannes Evangelium Tractatus, 123, 5), \u00e9 of\u00edcio do Bom Pastor, que oferece a vida pelas ovelhas (cfr. Jo 10, 14-15)\u201d (Bento XVI, ibidem).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify\">3. Eucaristia e Sacerd\u00f3cio na \u201ccomunh\u00e3o eclesial\u201d<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify\">O amor \u00e0 Igreja, como mist\u00e9rio de comunh\u00e3o para a miss\u00e3o, aprende-se do amor do pr\u00f3prio Cristo, que \u201camou a Igreja e se ofereceu em sacrif\u00edcio por ela\u201d (Ef 5, 15). Ao citar Jo\u00e3o Paulo II que afirmava \u201ca santa Missa \u00e9 de modo absoluto o centro da minha vida e de cada dia\u201d (Discurso de 27 outubro de 1995, no trig\u00e9simo anivers\u00e1rio do Decreto Presbyterorum Ordinis), o Papa Bento XVI comenta: \u201cDa mesma forma, a obedi\u00eancia a Cristo, que corrige a desobedi\u00eancia de Ad\u00e3o, se concretiza na obedi\u00eancia eclesial, que para o sacerdote \u00e9, na pr\u00e1tica cotidiana, antes de tudo obedi\u00eancia a seu bispo\u201d (Bento XVI, Discurso de 13 de maio de 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Portanto, o Ano Eucar\u00edstico (2004-2005) \u00e9 um forte convite a entrar nos sentimentos de Cristo, para amar a Igreja como Ele a ama e viver com Ele a comunh\u00e3o da Igreja. O minist\u00e9rio petrino entrou no nosso cora\u00e7\u00e3o, como nunca antes, no passado m\u00eas de abril, quando dois Pont\u00edfices nos convidaram a viver centrados em Cristo Eucaristia para experimentar, comendo do \u201cmesmo P\u00e3o\u201d, que somos um \u201cs\u00f3 corpo\u201d (1Cor 10, 17).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A comunh\u00e3o eclesial se concretiza para n\u00f3s nesta \u201cescuta\u201d, quer dizer \u201cobedi\u00eancia\u201d vivida (\u201cobaudire\u201d) em rela\u00e7\u00e3o ao minist\u00e9rio dos Ap\u00f3stolos, do qual tamb\u00e9m n\u00f3s participamos. A comunidade primitiva era um \u201cs\u00f3 cora\u00e7\u00e3o e uma s\u00f3 alma\u201d (At 4,32), porque, ao celebrar a \u201cfra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o\u201d (a Eucaristia), sabia \u201cescutar\u201d com fidelidade e em atitude de ora\u00e7\u00e3o a prega\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica: \u201ceram ass\u00edduos em escutar o ensinamento dos Ap\u00f3stolos e na uni\u00e3o fraterna, na fra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e nas ora\u00e7\u00f5es\u201d (At 2, 42).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A nossa \u201ccomunh\u00e3o eclesial\u201d nasce do amor a Cristo e \u00e0 sua Igreja. E tal amor pode ser aprendido s\u00f3 na intimidade com o pr\u00f3prio Cristo, presente na Eucaristia e escondido na palavra pregada pelos Ap\u00f3stolos. \u00c9, pois, \u201ccomunh\u00e3o\u201d e escuta-obedi\u00eancia amada e vivida afetivamente e efetivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste ano meditando repetidamente sobre a pergunta de Jesus a Pedro (\u201ctu me amas?\u201d) antes de comunicar-lhe o \u201cprimado\u201d para apascentar, tamb\u00e9m n\u00f3s nos sentimos interpelados mais que nunca, quais pastores do mesmo rebanho. \u00c9 como se a resposta de Pedro (\u201ctu sabes que eu te amo\u201d) fosse tamb\u00e9m a nossa: e assim acontece quando vivemos em comunh\u00e3o com aquele que \u201cpreside a caridade universal\u201d , isto \u00e9, com Pedro e os seus Sucessores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A nossa \u201cobedi\u00eancia\u201d, vivida com amor, \u00e9 parte essencial da nossa espiritualidade sacerdotal, uma vez que como pastores, estamos inseridos na mesma \u201ccomunh\u00e3o\u201d eclesial, servi\u00e7o no qual, se encontra o minist\u00e9rio petrino. Quando vivemos esta comunh\u00e3o eclesial (\u201cum s\u00f3 corpo\u201d), em rela\u00e7\u00e3o com Cristo Eucaristia (\u201cum s\u00f3 p\u00e3o\u201d) ent\u00e3o a nossa vida sacerdotal continua de vento em popa. A comunh\u00e3o com o pr\u00f3prio Bispo faz parte desta mesma vida eucar\u00edstica e sacerdotal, para construir a \u201cfraternidade sacramental\u201d no Presbit\u00e9rio, como pede o Conc\u00edlio Vaticano II (Presbyterorum Ordinis, n. 8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica nos une a Cristo, deixando que ela nos transforme tamb\u00e9m na sua obedi\u00eancia aos des\u00edgnios do Pai. Por isso, a nossa obedi\u00eancia \u201cpersonaliza o Cristo obediente\u201d (Bento XVI, Discurso de 13 de maio de 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/p>\n<h1>4. Testamento mission\u00e1rio de Jo\u00e3o Paulo II, mensagem de Bento XVI<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify\">O papa Jo\u00e3o Paulo II nos deixou um testamento mission\u00e1rio na sua \u00faltima mensagem para a Jornada mission\u00e1ria do corrente ano (outubro de 2005), que concluir\u00e1 o ano eucar\u00edstico. Assinou a mensagem no dia 22 de fevereiro, festa da C\u00e1tedra de S\u00e3o Pedro, mas o Documento foi publicado em meados de abril, j\u00e1 depois da sua morte. Esse \u00e9 o seu verdadeiro testamento mission\u00e1rio que nos convida a imitar Cristo \u201cP\u00e3o partido\u201d, \u201cP\u00e3o de vida para a vida do mundo\u201d (Jo 6, 51). Os seus ap\u00f3stolos se fazem tamb\u00e9m eles \u201cp\u00e3o partido\u201d tramite atrav\u00e9s da caridade pastoral e s\u00e3o servidores de uma comunidade que deve tornar-se \u201cp\u00e3o partido\u201d para toda a humanidade. Na Carta do Quinta-feira Santa ele nos diz: \u201csobretudo no contexto da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, o povo tem o direito de voltar-se para os sacerdotes com a esperan\u00e7a de \u201cver\u201d neles Cristo (cfr Jo 12,21)\u201d (Carta do Quinta-feira Santa, n. 7).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O papa Bento XVI, na Homilia da Missa de inaugura\u00e7\u00e3o do seu Pontificado na pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, dirigiu-se a todos, mas recordou de modo especial \u201ca miss\u00e3o do pastor, do pescador de homens\u201d. Depois de ter repetido a exorta\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Paulo II, na inaugura\u00e7\u00e3o do seu Pontificado (\u201cabri as portas a Cristo\u201d), diz \u201cquem deixa Cristo entrar, n\u00e3o perde nada, nada, absolutamente nada do que torna a vida livre, bela e grande. N\u00e3o! S\u00f3 nesta amizade se abrem as portas da vida. S\u00f3 nesta amizade desprendem realmente as grandes potencialidade da condi\u00e7\u00e3o humana. S\u00f3 nesta amizade n\u00f3s experimentamos o que \u00e9 belo e o que liberta\u201d. (Bento XVI, Homilia de 24 de abril de 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na verdade n\u00e3o h\u00e1 nada mais belo que deixar-se surpreender por Cristo. Vivendo fielmente em comunh\u00e3o com o carisma e o minist\u00e9rio petrino, descobrimos esta realidade da nossa voca\u00e7\u00e3o pastoral, qual fonte de alegria pascal de Cristo em n\u00f3s e nos outros: \u201cn\u00e3o h\u00e1 nada mais belo do que conhecer a ele e comunicar aos outros a amizade com ele. A miss\u00e3o do pastor, do pescador de homens pode freq\u00fcentemente parecer cansativa. Mas \u00e9 belo e grande porque decididamente \u00e9 um servi\u00e7o \u00e0 alegria de Deus que quer fazer o seu ingresso no mundo (Ibidem).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta vida eucar\u00edstica, sacerdotal e mission\u00e1ria, na comunh\u00e3o da Igreja, aprende-se vivendo no Cen\u00e1culo \u201ccom Maria a M\u00e3e de Jesus\u201d (At 1,14). Podemos imitar nela a sua sintonia de sentimentos com o Cora\u00e7\u00e3o Sacerdotal de Cristo, porque ela \u00e9 nossa M\u00e3e pelo fato de ser a \u201cM\u00e3e do \u00fanico e Sumo Sacerdote. Justamente da nossa uni\u00e3o com Cristo e a Virgem tiram seu alimento, aquela serenidade e aquela confian\u00e7a que todos necessitamos quer para o trabalho apost\u00f3lico, quer para a nossa exist\u00eancia pessoal. (Bento XVI, 13 de maio de 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Congrega\u00e7\u00e3o para o Clero<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem para o Dia Mundial de Ora\u00e7\u00e3o pela Santifica\u00e7\u00e3o dos Sacerdotes 3 de junho de 2005 &#8211; Solenidade do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10639"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=10639"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10639\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=10639"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=10639"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=10639"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}