{"id":10691,"date":"2009-11-27T00:00:00","date_gmt":"2009-11-27T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-resgate\/"},"modified":"2009-11-27T00:00:00","modified_gmt":"2009-11-27T02:00:00","slug":"o-resgate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-resgate\/","title":{"rendered":"O resgate"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s um naufr\u00e1gio, o \u00fanico sobrevivente agradeceu a Deus por estar ainda vivo e ter conseguido se agarrar \u00e0 parte dos destro\u00e7os para poder ficar boiando. Esse<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00fanico sobrevivente foi parar numa pequena ilha desabitada e fora de qualquer rota de navega\u00e7\u00e3o. Apesar da solid\u00e3o e das dificuldades o homem n\u00e3o se desesperou e agradeceu novamente. Com muito esfor\u00e7o conseguiu juntar algum material e construiu um pequeno abrigo para poder se proteger da chuva e dos animais. L\u00e1 tamb\u00e9m guardou os poucos pertences que tinha conseguido salvar. Quando conseguia um pouco de comida sempre agradecia ao Senhor. Um dia, por\u00e9m, ao entardecer, voltando da busca de alimentos, encontrou o seu barraco em chamas. Tudo estava perdido. Desta vez ficou desesperado. Chorou e gritou a Deus: &#8211; Por que o Senhor fez isso comigo?\u00a0 De tanto gritar e chorar acabou adormecendo de cansa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao amanhecer do dia seguinte foi despertado pela presen\u00e7a de alguns marinheiros que lhe disseram: &#8211; Viemos resgat\u00e1-lo.<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify\">\n<li>Mas como voc\u00eas souberam que eu estava aqui?<\/li>\n<li>Pela fogueira que o senhor acendeu ontem \u00e0 noite \u2013\u00a0 responderam-lhe.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 uma pequena hist\u00f3ria bem conhecida. H\u00e1 momentos na vida que s\u00e3o verdadeiras inc\u00f3gnitas. N\u00e3o entendemos mais nada. Temos a clara sensa\u00e7\u00e3o de ter perdido o controle da situa\u00e7\u00e3o. Contudo, na maioria das vezes, as coisas v\u00e3o se ajeitando e abrem-se, para n\u00f3s, possibilidades antes impensadas. Com certeza j\u00e1 experimentamos que para come\u00e7ar algo de novo, \u00e9 necess\u00e1rio mesmo que, de uma maneira ou de outra, o velho desapare\u00e7a. S\u00f3 acontecem mudan\u00e7as verdadeiras quando temos\u00a0 coragem de jogar fora tudo aquilo que n\u00e3o nos deixa caminhar e crescer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Evidentemente n\u00e3o estou falando de pessoas a serem descartadas. De jeito nenhum. Estou falando daqueles costumes, v\u00edcios, id\u00e9ias, relacionamentos, que est\u00e3o enraizados t\u00e3o fortemente em nossa vida, em nosso dia a dia, que achamos imposs\u00edvel sair dessas situa\u00e7\u00f5es. Pensamos que por ser assim, sempre o ser\u00e1. Acomodamo-nos na mediocridade ou mesmo no erro. Chegamos at\u00e9 a gostar porque pensamos que poderia ser muito pior. \u00c0s vezes \u00e9 o nosso relacionamento com uma pessoa, muito perto de n\u00f3s, que esfriou e se transformou em rotina. De repente essa pessoa nos deixa para sempre. A\u00ed descobrimos quanto nos faz falta e quanto erramos ao n\u00e3o valoriz\u00e1-la como merecia. Precisava que ela morresse para reconhecer o bem que nos fez por tantos anos? N\u00e3o pod\u00edamos n\u00f3s mesmos ter renunciado aos nossos pr\u00e9-conceitos, ao nosso orgulho e aberto mais o nosso cora\u00e7\u00e3o. Talvez, agradecido mais. Ah, se pud\u00e9ssemos recome\u00e7ar tudo de novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mesmo vale tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o a Deus. Alguns acham imposs\u00edvel uma nova aproxima\u00e7\u00e3o. J\u00e1 decidiram que n\u00e3o tem f\u00e9, que n\u00e3o adianta. De fato pararam de buscar, desistiram de questionar-se. Poderiam dar a volta por cima, com mais humildade e disposi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o querem, porque deveriam renunciar \u00e0s suas encardidas convic\u00e7\u00f5es. Outros se consideram pessoas com muita f\u00e9, simplesmente por terem conservado alguns costumes crist\u00e3os, por terem algumas imagens de Santo em casa, ou por serem amigos de algum padre. Nesse caso, a f\u00e9 existe, mas parou no tempo. Fossilizou-se em alguns gestos dos quais essas pessoas nem lembram mais o sentido. Se quisessem, valeria a pena recome\u00e7ar tudo de novo, com mais entusiasmo e mais alegria. O verdadeiro Deus \u00e9 sempre surpreendente. Nunca acabamos de conhec\u00ea-lo como mereceria e como Ele gostaria ser compreendido e amado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esses pensamentos podem nos ajudar ao reiniciar o Ano Lit\u00fargico. Com o primeiro domingo de Advento, preparamos-nos para celebrar o Natal de Jesus, mas muito mais devemos aprender a acolher o Senhor sempre de novo. Advento tamb\u00e9m \u00e9 tempo de convers\u00e3o e de renova\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o sem alguma ren\u00fancia de nossa parte. Jesus quer nos ajudar, quer nos salvar do mal que est\u00e1 enraizado em n\u00f3s. Precisamos, por\u00e9m, fazer uma fogueira com tudo o que n\u00e3o presta na nossa vida para chamar a aten\u00e7\u00e3o dele e para provar que queremos mudar de verdade. Maior ser\u00e1 a fogueira, mais facilmente ele chegar\u00e1 at\u00e9 n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s um naufr\u00e1gio, o \u00fanico sobrevivente agradeceu a Deus por estar ainda vivo e ter conseguido se agarrar \u00e0 parte dos destro\u00e7os para poder ficar boiando. 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