{"id":10739,"date":"2009-01-01T00:00:00","date_gmt":"2009-01-01T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/nostra-aetate\/"},"modified":"2009-01-01T00:00:00","modified_gmt":"2009-01-01T02:00:00","slug":"nostra-aetate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/nostra-aetate\/","title":{"rendered":"Nostra Aetate"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Este documento teve \u201cuma pr\u00e9-hist\u00f3ria agitada\u201d1. Nasceu de um esquema intitulado Decretum de Judaeis et non-Christianis (1964). Naqueles anos ainda escoavam<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">os horrores do nazismo e das grandes guerras, e muitos esperavam que a Igreja se pronunciasse a respeito dos conflitos e do anti-semitismo. O contexto, por\u00e9m, era complexo: de um lado, o desencanto com a paz fr\u00e1gil, o existencialismo ateu e o anti-semitismo em voga; de outro, o movimento sionista, o emergente Estado de Israel, as reivindica\u00e7\u00f5es de \u00e1rabes e palestinos. N\u00e3o era tarefa f\u00e1cil pronunciar-se, ainda mais que pairava sobre a Igreja a lembran\u00e7a da viol\u00eancia anti-judaica em pa\u00edses<br \/>crist\u00e3os2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Apesar do desafio, a proposta amadureceu de 1964 a 1965: o Conc\u00edlio deveria declarar-se a respeito das religi\u00f5es, sem perder de vista a quest\u00e3o espec\u00edfica do juda\u00edsmo. Afinal, o tema das religi\u00f5es tinha implica\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 pol\u00edticas, mas teol\u00f3gicas, e deveria articular-se com o que vinha dito nos outros documentos conciliares. Optou-se por uma Declara\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica, mas de import\u00e2ncia capital. Pois nela se publicava a nova atitude da Igreja perante as religi\u00f5es n\u00e3o-crist\u00e3s, desta vez apreciadas em seu valores essenciais. O texto definitivo, promulgado por Paulo VI no dia 28 de outubro de 1965, tem um corpo cont\u00ednuo de cinco par\u00e1grafos, o mais breve documento do Vaticano II. N\u00e3o se trata de um programa de a\u00e7\u00e3o, mas de inten\u00e7\u00f5es: a Igreja deseja aproximar-se das religi\u00f5es, para promover o di\u00e1logo e a m\u00fatua colabora\u00e7\u00e3o (cf. 1 e 5). Mais ir\u00eanico do que pol\u00eamico, o texto \u201cconsidera sobretudo o que \u00e9 comum aos homens e os move a viver juntos o seu destino\u201d(1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao longo da reflex\u00e3o, emergem pontos teologicamente relevantes, especialmente quando a Declara\u00e7\u00e3o apresenta certos valores das religi\u00f5es, apreciados como elementos de santidade e verdade. Como este documento \u00e9 breve e todo ele dedicado \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o-crist\u00e3s, nosso estudo o comentar\u00e1 inteiramente, retendo os \u00edtens que mais tocam nosso objeto, a saber, a quest\u00e3o soteriol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/cnbbjoomla.sitesparresia.com\/wp-content\/uploads\/sites\/85\/2009\/01\/files_48a33343e6590.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Confira o documento na \u00edntegra.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este documento teve \u201cuma pr\u00e9-hist\u00f3ria agitada\u201d1. Nasceu de um esquema intitulado Decretum de Judaeis et non-Christianis (1964). 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