{"id":10754,"date":"2009-11-24T00:00:00","date_gmt":"2009-11-24T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/homofobia\/"},"modified":"2009-11-24T00:00:00","modified_gmt":"2009-11-24T02:00:00","slug":"homofobia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/homofobia\/","title":{"rendered":"Homofobia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Tramitam no Congresso e C\u00e2maras Municipais anteprojetos de lei que criminalizam a homofobia. Em quest\u00e3o: a legitima\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o de pessoas do mesmo sexo<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(casais homoafetivos) equiparada \u00e0 institui\u00e7\u00e3o familiar, com possibilidades de ado\u00e7\u00f5es; e a criminaliza\u00e7\u00e3o de atitudes discriminat\u00f3rias \u00e0s pr\u00e1ticas do homossexualismo assumido no comportamento p\u00fablico e not\u00f3rio. Os militantes demonstram um ardor mission\u00e1rio empunhando a bandeira de luta pelos direitos homoafetivos. S\u00e3o organizados e patrocinados. Provocam fatos de impacto cultural e pol\u00edtico-social. Conquistam apoio de parlamentares e gestores p\u00fablicos. Promovem emblem\u00e1ticas e carnavalescas paradas gays, atraindo muita gente. E da\u00ed? Qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica a respeito da mat\u00e9ria pol\u00eamica em quest\u00e3o?<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify\">A Constitui\u00e7\u00e3o Federal [Cap. VII; Art. 226 \u00a7 3\u00ba.] segue o direito natural. O Estado oferece prote\u00e7\u00e3o \u00e0 institui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia reconhecendo o direito da uni\u00e3o est\u00e1vel entre um homem e uma mulher. O Art. 226 \u00a7 5\u00ba declara a igualdade de direitos e deveres exercidos igualmente pelo homem e pela mulher na sociedade conjugal, garantindo a estabilidade familiar. A Lei favorece essa uni\u00e3o padr\u00e3o, consubstanciada no casamento monog\u00e2mico.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O C\u00f3digo Civil [Livro IV; Art. 1511 e 1514] reza que o casamento estabelece a comunh\u00e3o plena de vida em base \u00e0 igualdade de direitos e deveres dos c\u00f4njuges, a partir do momento em que ambos manifestam reciprocamente sua vontade livre de estabelecer o v\u00ednculo conjugal perante o juiz que os declara casados.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Pelo C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico [C\u00e2non 1055 \u00a7 1] a Igreja Cat\u00f3lica estabelece que, por sua \u00edndole e direito natural, o matrim\u00f4nio \u00e9 ordenado ao bem dos c\u00f4njuges e \u00e0 gera\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o da prole. O pacto matrimonial entre o homem e a mulher constitui-se um cons\u00f3rcio por toda a vida. Jesus Cristo define o matrim\u00f4nio como monog\u00e2mico e indissol\u00favel. Entre batizados o matrim\u00f4nio \u00e9 pacto sagrado, sinalizando a santifica\u00e7\u00e3o dos c\u00f4njuges.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">O Estado e a Igreja n\u00e3o reconhecem a validade e a legitimidade da uni\u00e3o homoafetiva porque claudicam as condi\u00e7\u00f5es essenciais para a sua finalidade, ou seja, a gera\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o do(s) filho(s). N\u00e3o se dissocia o exerc\u00edcio afetivo-sexual da abertura \u00e0 fecundidade. Uma uni\u00e3o homoafetiva (casamento gay) n\u00e3o pode ser equiparada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A Igreja compreende a complexidade do fen\u00f4meno das pessoas de condi\u00e7\u00f5es homossexuais que, em contextos culturais vari\u00e1veis, revestem-se de in\u00fameras formas ao longo dos s\u00e9culos e das civiliza\u00e7\u00f5es. Apoiando-se nas Escrituras, a Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja declara que atos homossexuais s\u00e3o intrinsecamente desordenados porque se fecham \u00e0 transmiss\u00e3o da vida, contrariando a ordem e leis da natureza humana. Tais comportamentos n\u00e3o visam uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual e, por tal raz\u00e3o, em caso algum, podem ser aprovados.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">N\u00e3o se pode negar ou negligenciar o fato de tend\u00eancias homossexuais inatas em homens e mulheres. Eles\/as n\u00e3o escolhem essa condi\u00e7\u00e3o. Para a maioria tal condi\u00e7\u00e3o se constitui uma prova\u00e7\u00e3o. Devem ser acolhidos\/as com respeito, compaix\u00e3o, delicadeza. Evite-se todo sinal de discrimina\u00e7\u00e3o para com eles\/as (Cf. Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, NN. 2357 e 2358).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Militantes do homossexualismo projetam na ambiguidade da bandeira homof\u00f3bica a ang\u00fastia de suas puls\u00f5es interiores n\u00e3o resolvidas, seguidas do sentimento de incompreens\u00e3o, persegui\u00e7\u00e3o e agressividade contra a sociedade heterossexual, geralmente contr\u00e1ria ao homossexualismo. Comparam-se \u00e0s minorias exclu\u00eddas, v\u00edtimas de preconceitos, visualizando perseguidores por todo canto. Da\u00ed a mobiliza\u00e7\u00e3o da (chamada) diversidade sexual, articulando grupos de press\u00e3o na defesa da bandeira pol\u00edtica gay, comportando o delito da homofobia: crime a ser reprimido e penalizado a qualquer custo.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A bandeira gay ganha foro de direitos em v\u00e1rias inst\u00e2ncias jur\u00eddicas de alguns pa\u00edses. Ao promover a causa do homossexualismo reivindicam a prote\u00e7\u00e3o legal com todos os direitos civis. Ora, todo cidad\u00e3o e cidad\u00e3 possui direitos e deveres perante o Estado, n\u00e3o obstante as condi\u00e7\u00f5es heterossexuais ou homossexuais. Pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, qualquer pessoa possui o direito de estabelecer meios para sua sobreviv\u00eancia digna, em particular ou em parceria, independentemente de sua op\u00e7\u00e3o afetiva e sexual.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A causa de g\u00eanero e diversidade sexual coloca em quest\u00e3o a imposi\u00e7\u00e3o da uni\u00e3o homoafetiva equipar\u00e1vel \u00e0 estabilidade da institui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. Sua estrat\u00e9gia visa instituir a uni\u00e3o homoafetiva, relativizando a institui\u00e7\u00e3o familiar. A Igreja considera isso como suic\u00eddio da lei natural e dos v\u00ednculos sociais que a fam\u00edlia estabelece como c\u00e9lula-m\u00e3e da sociedade.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">A voca\u00e7\u00e3o para o matrim\u00f4nio est\u00e1 inscrita na pr\u00f3pria natureza do homem e da mulher, conforme sa\u00edram das m\u00e3os do Criador. \u201cO homem deixar\u00e1 seu pai e sua m\u00e3e, se unir\u00e1 \u00e0 sua mulher e se tornar\u00e3o uma s\u00f3 carne\u201d de modo que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o dois, mas, uma s\u00f3 carne (Cf. Gen. 2, 24; Mt. 19,6).<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify\">Grupos de press\u00e3o, embora se escudem nos direitos humanos, tentam impor \u00e0 sociedade e ao Estado o pr\u00f3prio comportamento homossexual (op\u00e7\u00e3o subjetiva), impedindo opini\u00f5es contr\u00e1rias. Eis a lei da homofobia: a ditadura da morda\u00e7a. Exigem impor uma opini\u00e3o unilateral ao que \u00e9 irreform\u00e1vel: a lei natural e positiva estabelecida pelo Criador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tramitam no Congresso e C\u00e2maras Municipais anteprojetos de lei que criminalizam a homofobia. 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