{"id":10778,"date":"2009-10-07T00:00:00","date_gmt":"2009-10-07T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/em-defesa-dos-nascituros\/"},"modified":"2009-10-07T00:00:00","modified_gmt":"2009-10-07T03:00:00","slug":"em-defesa-dos-nascituros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/em-defesa-dos-nascituros\/","title":{"rendered":"Em defesa dos nascituros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Deixou-me perplexo a decis\u00e3o de um partido pol\u00edtico de adotar princ\u00edpio bolchevista de condenar e   <!--more-->  suspender correligion\u00e1rios que se colocam na defesa do primeiro e fundamental direito da pessoa humana, o direito de nascer. Solidarizo-me com os deputados federais Luiz Bassuma e Henrique Afonso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Igreja defendeu desde os primeiros tempos os mais fracos: teve a iniciativa de cuidar dos leprosos, quando eles eram afastados do conv\u00edvio da sociedade. Pela Igreja foram fundados hospitais. Na pr\u00f3pria cidade do Salvador, a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia foi criada no ano da funda\u00e7\u00e3o da cidade, para acolher marinheiros com escorbuto e outras doen\u00e7as. \u00c9 luminosa a figura de irm\u00e3 Dulce, dedicada inteiramente a acolher e curar a vida de quem era rejeitado por seus familiares e pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Durante o regime militar, a Igreja foi a grande for\u00e7a para defender os presos pol\u00edticos e torturados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje a Igreja defende os nascituros, os seres mais inocentes e mais indefesos que possam existir. A eles se atribui culpa pela pobreza pelo subdesenvolvimento, pela viol\u00eancia nas grandes cidades, e agora s\u00e3o responsabilizados pela morte de mulheres pobres. Eles s\u00e3o condenados \u00e0 morte. Na realidade, outros s\u00e3o respons\u00e1veis por esses males na atual sociedade. Outras deviam ser as provid\u00eancias para salvar a vida das mulheres pobres consideradas sem condi\u00e7\u00f5es de ter um filho. Chamam-se pol\u00edticas p\u00fablicas as a\u00e7\u00f5es devidas a quem, sozinho, n\u00e3o consegue dar conta de suas responsabilidades naturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Elegeu-se um governo popular exatamente para defender a dignidade e a vida dos pobres e inocentes, n\u00e3o para elimin\u00e1-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A defesa da vida constitui uma conquista da civiliza\u00e7\u00e3o e seria muito grave retornar aos tempos quando nem todos os seres humanos eram considerados pessoas. Estes, ent\u00e3o podiam ser comprados, vendidos, tratados como objeto, inclusive, mortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A vida humana n\u00e3o \u00e9 um produto nosso; n\u00e3o \u00e9 objeto de nossa fabrica\u00e7\u00e3o, por isso n\u00e3o est\u00e1 a disposi\u00e7\u00e3o de nosso arb\u00edtrio. Os Direitos Fundamentais da Pessoa Humana, a come\u00e7ar do Direito \u00e0 Vida, n\u00e3o s\u00e3o outorgados por inst\u00e2ncias pol\u00edticas. Eles v\u00eam antes de qualquer legisla\u00e7\u00e3o humana, s\u00e3o preciosos porque subtraem a pessoa ao arb\u00edtrio de qualquer poder e \u00e0 tirania de circunst\u00e2ncias adversas. Os Governos e os seus \u00f3rg\u00e3os legislativos podem apenas reconhecer esses direitos e devem tudo fazer para garanti-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Abortar \u00e9 medida que deixa a mulher sozinha com o seu drama, desonera o pai da crian\u00e7a, desonera a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a sociedade organizada da necessidade de acolher, cuidar, sustentar, juntamente com a mulher, a vida nova que est\u00e1 chegando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Demoramos mais de 200 anos para tomar consci\u00eancia de que n\u00e3o se pode violar a natureza, o ar, as \u00e1guas, as florestas sem pagar alto pre\u00e7o, como o aquecimento global. A viola\u00e7\u00e3o da vida humana nos trar\u00e1 conseq\u00fc\u00eancias ainda piores!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A cria\u00e7\u00e3o de lei e debate que a acompanha t\u00eam extraordin\u00e1rio poder \u201ceducativo\u201d. As novas gera\u00e7\u00f5es aprendem que se algu\u00e9m est\u00e1 incomodando, atrapalhando a vida, pode ser eliminado! Cria-se mentalidade comum segundo a qual o ser humano n\u00e3o \u00e9 inviol\u00e1vel. \u00c9 evidente o nexo entre essa mentalidade que se expande e o crescimento da viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um embri\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um grumo de c\u00e9lulas, mas indiv\u00edduo da esp\u00e9cie humana. N\u00e3o se trata de verdade de f\u00e9 e sim de verdade que a raz\u00e3o \u00e9 capaz de reconhecer. O embri\u00e3o cont\u00e9m a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que presidir\u00e1 ao seu desenvolvimento, desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte. Desenvolve-se humanamente, pode ser submetido a tratamento terap\u00eautico, para garantir o seu desenvolvimento. Existindo uma seq\u00fc\u00eancia de DNA t\u00edpica e exclusivamente humana trata-se de um ser humano possuidor de subjetividade jur\u00eddica e inviol\u00e1vel direito \u00e0 vida, \u00e0 integridade f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cDiante da vida que nasce e da vida que morre, o homem ego\u00edsta n\u00e3o se deixa interrogar sobre o sentido mais aut\u00eantico da sua exist\u00eancia. Preocupa-se somente com o \u201cfazer\u201d e, recorrendo a qualquer forma de tecnologia, para programar, controlar e dominar o nascimento e a morte\u201d (J.Paulo II).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Oito de outubro, dia do nascituro!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deixou-me perplexo a decis\u00e3o de um partido pol\u00edtico de adotar princ\u00edpio bolchevista de condenar e<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10778"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=10778"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10778\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=10778"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=10778"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=10778"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}