{"id":10787,"date":"2009-07-13T00:00:00","date_gmt":"2009-07-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/jesus-envia-missionarios\/"},"modified":"2009-07-13T00:00:00","modified_gmt":"2009-07-13T03:00:00","slug":"jesus-envia-missionarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/jesus-envia-missionarios\/","title":{"rendered":"Jesus envia mission\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Hoje o evangelho de Marcos 6, 7-13 nos apresenta Jesus depois de ter instru\u00eddo os ap\u00f3stolos, os   <!--more-->  envia pelas vilas\u00a0 e cidades em miss\u00e3o, para anunciar a todos sua mensagem de amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tamb\u00e9m hoje ir perto ou longe \u00e9 dever dos mission\u00e1rios. A\u00ed est\u00e1 a resolu\u00e7\u00e3o do Documento de Aparecida: realizar a Miss\u00e3o Continental. Todos os crist\u00e3os s\u00e3o enviados pelo Senhor a dar-lhe testemunho diante daqueles com os quais convivem. \u00c9 dever nosso, cumpri-lo com palavras e mais ainda com o exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O envio de Jesus se prolonga no tempo e envolve tamb\u00e9m a n\u00f3s. O crist\u00e3o \u00e9 testemunha enviada pelo Senhor a seus irm\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus enviou os ap\u00f3stolos j\u00e1 ao in\u00edcio da sua vida p\u00fablica. Depois de ter deixado Nazar\u00e9, desceu \u00e0 Jud\u00e9ia, recebeu o Batismo de Jo\u00e3o no rio Jord\u00e3o. Voltando \u00e0 Galil\u00e9ia, anunciou o reino com discursos, curas. N\u00e3o todos o seguiam. Nazar\u00e9, sua cidade, o tinha rejeitado. Mas os verdadeiros disc\u00edpulos n\u00e3o lhe faltaram, e entre eles Jesus tinha escolhido os Doze. Agora os manda a ensinar \u00e0s gentes, conforme o seu exemplo. Os que um dia dever\u00e3o realizar concretamente a Igreja, fizeram as primeiras experi\u00eancias sob a guia de seu Mestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O envio tinha caracter\u00edsticas particulares. Primeiramente, deveriam dirigir-se, de modo vago, \u00e0s vilas e cidades vizinhas, na Galil\u00e9ia do norte. O equipamento que devia acompanh\u00e1-los: somente sand\u00e1lias, uma s\u00f3 t\u00fanica, um bast\u00e3o. N\u00e3o levar p\u00e3o, n\u00e3o bolsas, n\u00e3o provis\u00f5es, n\u00e3o dinheiro. A p\u00e9. Nem mesmo uma t\u00fanica de muda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os enviados do Senhor, se forem bem acolhidos: entrem em uma casa e a\u00ed permane\u00e7am. Ir\u00e3o como amigos. Se acolhidos como amigos, condividir\u00e3o fraternidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais tarde, teremos o exemplo do ap\u00f3stolo Paulo, mission\u00e1rio itinerante. Percorrer\u00e1 largamente as regi\u00f5es do Mediterr\u00e2neo. Possu\u00eda uma habilidade, era fabricante de esteiras, tendas.\u00a0 Onde chegava, trabalhava, ganhava o sustento com suas m\u00e3os. Um dia lhe disseram: \u201cTu deves pregar; a n\u00f3s cabe prov\u00ea-lo\u201d; ele se dedicava inteiramente \u00e0 sua miss\u00e3o. Mas por princ\u00edpio n\u00e3o queria ser peso a ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os enviados, se n\u00e3o forem bem acolhidos: retirem-se, sacudindo a poeira dos cal\u00e7ados. Para compreender a for\u00e7a dessa express\u00e3o, devemos saber que os bons israelitas amavam a sua terra: era a terra da promessa, era sagrada, n\u00e3o queriam mistur\u00e1-la e contamin\u00e1-la com outras terras. Quando voltavam de uma viagem ao estrangeiro, chegando junto \u00e0 porta da p\u00e1tria, antes de entrar sacudiam de suas sand\u00e1lias a poeira que consideravam profana. As palavras de Jesus equivaliam a dizer: se n\u00e3o vos acolherem, considerai a terra na qual vivem como terra estrangeira. Por isso \u201csacudi a poeira em testemunho contra eles\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Deviam ensinar os mandamentos de Jesus. Eram seus disc\u00edpulos, n\u00e3o tinham mensagem pr\u00f3pria, pessoal. Repetiam as palavras de Jesus: Convertei-vos, o reino dos c\u00e9us est\u00e1 pr\u00f3ximo, vencei o ego\u00edsmo, vivei na caridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta miss\u00e3o era s\u00f3 um in\u00edcio, uma prova geral, que revela a missionariedade da Igreja. Todo crist\u00e3o \u00e9 um enviado.\u00a0 Mais tarde Jesus enviar\u00e1 em miss\u00e3o 72 disc\u00edpulos, dois a dois. Depois da ressurrei\u00e7\u00e3o confiar\u00e1 aos ap\u00f3stolos o mandato oficial: \u201cIde em todo o mundo, pregai o Evangelho&#8230;\u201d E assim partiram. Vinte s\u00e9culos de hist\u00f3ria do cristianismo, de miss\u00e3o. \u00c9 a caracter\u00edstica da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Paulo VI dizia: \u201cQuando a Igreja toma consci\u00eancia de si, torna-se mission\u00e1ria\u201d. Jo\u00e3o Paulo II ensinou-nos a distinguir entre miss\u00e3o geral, que diz respeito a todos os crist\u00e3os, e as miss\u00f5es em meio aos povos que ainda desconhecem Cristo. Estes povos, t\u00eam o direito ao Evangelho, e em conseq\u00fc\u00eancia n\u00f3s temos o dever de anunci\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Senhor confiou-nos uma miss\u00e3o tamb\u00e9m entre os vizinhos. A f\u00e9 deve ser sempre reproposta a cada nova gera\u00e7\u00e3o. E sempre de novo. Algu\u00e9m definiu a nossa \u00e9poca como p\u00f3s-crist\u00e3. Ocorre uma nova Evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Bento XVI afirmou: \u201cDepois de ter presidido \u00e0 Confer\u00eancia de Aparecida e recebendo o seu documento final, estou convencido que tamb\u00e9m para esta querida por\u00e7\u00e3o do povo de Deus \u00e9 importante \u201crecome\u00e7ar a partir de Cristo, reconhecendo que n\u00e3o se come\u00e7a a ser crist\u00e3o por uma decis\u00e3o \u00e9tica ou por uma grande id\u00e9ia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que d\u00e1 novo horizonte \u00e0 vida e, com isso, um orienta\u00e7\u00e3o decisiva\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje o evangelho de Marcos 6, 7-13 nos apresenta Jesus depois de ter instru\u00eddo os ap\u00f3stolos, os<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10787"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=10787"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10787\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=10787"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=10787"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=10787"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}