{"id":10788,"date":"2009-07-08T00:00:00","date_gmt":"2009-07-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/por-que-o-cristo-e-rejeitado\/"},"modified":"2009-07-08T00:00:00","modified_gmt":"2009-07-08T03:00:00","slug":"por-que-o-cristo-e-rejeitado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/por-que-o-cristo-e-rejeitado\/","title":{"rendered":"Por que o Cristo \u00e9 rejeitado?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O evangelista Marcos, no texto deste domingo 6, 1-6, nos recorda como os concidad\u00e3os de Jesus,   <!--more-->  habitantes de Nazar\u00e9, o rejeitaram , fecharam-lhe a porta. E ele se afastou da sua cidade, admirado e triste com a sua incredulidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desaprovamos o comportamento dos nazarenos, mas ao mesmo tempo compreendemos que tantos em todos os tempos t\u00eam rejeitado o Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tamb\u00e9m n\u00f3s com os nossos pecados fazemos o mesmo. Perguntemo-nos ent\u00e3o at\u00e9 que ponto estamos dispostos a acolher o Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No livro do Apocalipse 3, 20 lemos a palavra colocada na boca de Jesus: \u201cV\u00ea, estou \u00e0 porta chamando. Se algu\u00e9m escuta e abre, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo\u201d. No Evangelho, Jesus de Nazar\u00e9 dirige-se a seus concidad\u00e3os, bate \u00e0s suas portas e eles n\u00e3o lhe abrem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O centro onde Jesus transcorreu quase toda a sua vida, existe ainda hoje, cidade de dez mil habitantes, uma par\u00f3quia comum. Era a resid\u00eancia de Jos\u00e9 e de Maria, e dos parentes. N\u00e3o gozava de grande reputa\u00e7\u00e3o, segundo o ju\u00edzo de Natanael: \u201cPode vir alguma coisa boa de Nazar\u00e9?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus \u00e9 chamado o carpinteiro, marceneiro, sinal que tinham recebido a profiss\u00e3o a de seu pai adotivo, Jos\u00e9. E Jesus haveria de exercit\u00e1-la durante sua vida oculta. O evangelho fala de irm\u00e3os e irm\u00e3s de Jesus. Os estudiosos explicam que na l\u00edngua aramaica de ent\u00e3o, pobre de voc\u00e1bulos, tinha um termo para indicar irm\u00e3os verdadeiros e pr\u00f3prios, e tamb\u00e9m primos e parentes em geral. A\u00ed se tratava de parentes. Marcos nomeou quatro. A fam\u00edlia patriarcal de ent\u00e3o: parentes e vizinhos e long\u00ednquos eram considerados e se chamavam todos irm\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O epis\u00f3dio narrado por Marcos verifica-se quando Jesus come\u00e7ou a anunciar o Reino de Deus. Anunciava o seu Evangelho, \u201ca boa not\u00edcia\u201d, e acompanhava a prega\u00e7\u00e3o com sinais, as curas miraculosas. N\u00f3s com facilidade esperamos efeitos positivos ao m\u00e1ximo. Como ser\u00e1 poss\u00edvel escutar o Senhor, e n\u00e3o acolher a sua palavra? Tamb\u00e9m as rea\u00e7\u00f5es do povo eram as mais disparatadas, e n\u00e3o raro hostis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pessoas bem dispostas tornavam-se disc\u00edpulos, e Jesus escolhe entre essas os Doze. Outras eram somente curiosas, olhavam Jesus como olhamos os prestidigitadores. N\u00e3o poucos eram precisamente hostis: fariseus, escribas, saduceus, e em Jerusal\u00e9m os sacerdotes do Templo; em geral, um pouco em toda parte, os chefes. O epis\u00f3dio do evangelho acrescenta \u00e0 lista dos hostis tamb\u00e9m os nazarenos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para n\u00f3s \u00e9 um problema. Como \u00e9 poss\u00edvel que Jesus n\u00e3o consegue persuadir? Talvez n\u00f3s, animados de boa vontade, queremos persuadir os outros? Uma primeira explica\u00e7\u00e3o dessas dificuldades encontradas por Jesus poderia estar no fato que Jesus n\u00e3o constrange ningu\u00e9m, somente oferece a sua Verdade e respeita a liberdade. Ele est\u00e1 \u00e0 porta e bate, mas a porta somente se abre do interior. Assim o problema continua. Livres sim, mas como dizer n\u00e3o ao Senhor? A um grupo de intelectuais franceses que falavam de Cristo e do cristianismo e exprimiam a persuas\u00e3o que eram inven\u00e7\u00f5es dos padres,conhecidos do padre Guillaume Pouget, ele responde: \u201cN\u00e3o se inventa o Cristo, porque ele \u00e9 muito inc\u00f4modo\u201d. A verdade nua e simples \u00e9 que se n\u00f3s os homens tiv\u00e9ssemos inventado o Cristo, n\u00f3s o ter\u00edamos constru\u00eddo mais acomodador, conciliador com nossas fragilidades, menos exigente, sem as Bem-aventuran\u00e7as, sem a lei do amor ao pr\u00f3ximo, com algum desconto sobre os dez mandamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O fato \u00e9 que encontramos Jesus assim: inc\u00f4modo. Exigente. Totalit\u00e1rio. Radical. De si d\u00e1 tudo, de n\u00f3s se acontenta com o que lhe damos, mas pede tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para os escribas, fariseus, chefes do povo, aceitar a lei do Senhor, o esp\u00edrito das bem-aventuran\u00e7as crist\u00e3s, o amor fraterno, comportava renunciar aos privil\u00e9gios, aos primeiros lugares, a uma exist\u00eancia c\u00f4moda e reverenciada. Deveriam mudar estilo de vida. A mudan\u00e7a \u00e9 sempre inc\u00f4moda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para poder continuar a pr\u00f3pria vida pregui\u00e7osa com toda tranq\u00fcilidade, para n\u00e3o mudar os pr\u00f3prios h\u00e1bitos e seguran\u00e7as, n\u00e3o h\u00e1 nada a fazer sen\u00e3o ignorar Jesus, ou combat\u00ea-lo, desacredit\u00e1-lo, marginaliz\u00e1-lo, coloc\u00e1-lo fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para n\u00f3s, resta somente ver se temos coragem de abrir bem a nossa porta, do nosso interior, ao Senhor. H\u00e1 2.000 anos Ele continua a fascinar, a chamar, a convencer a muita gente a segui-lo!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O evangelista Marcos, no texto deste domingo 6, 1-6, nos recorda como os concidad\u00e3os de Jesus,<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10788"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=10788"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10788\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=10788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=10788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=10788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}