{"id":10824,"date":"2009-05-18T00:00:00","date_gmt":"2009-05-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-revolucao-de-jesus\/"},"modified":"2009-05-18T00:00:00","modified_gmt":"2009-05-18T03:00:00","slug":"a-revolucao-de-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-revolucao-de-jesus\/","title":{"rendered":"A Revolu\u00e7\u00e3o de Jesus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">As leituras b\u00edblicas deste 6\u00ba domingo de P\u00e1scoa apresentam textos fundamentais para avaliar a revolu\u00e7\u00e3o que Jesus trouxe no mundo.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>O texto do evangelho de Jo\u00e3o 15, 9-17 \u00e9 o mais importante. Um momento de intimidade de Jesus com os ap\u00f3stolos na \u00faltima ceia. S\u00e3o Jo\u00e3o, um dos doze, estava presente, foi testemunha, e recorda as verdades revolucion\u00e1rias ouvidas de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus confia-lhes que \u00e9 amado pelo Pai com amor infinito. E lhes assegura: tamb\u00e9m ele ama seus ap\u00f3stolos, os doze que escolheu, com o mesmo amor com que \u00e9 amado pelo Pai. N\u00e3o somente, mas o amor de Jesus vai at\u00e9 o dom da vida: \u201cNingu\u00e9m tem amor maior do que dar sua vida pelos amigos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O amor \u00e9 exigente, sobretudo o de Deus, e Jesus faz aos ap\u00f3stolos um pedido empenhativo: \u201cPermanecei no meu amor\u201d. Pede-lhes a fidelidade. Permanecer no amor de Cristo significa, antes de tudo, reconhecer todos as criaturas humanas como irm\u00e3os em Cristo: \u201cEste \u00e9 o meu mandamento que vos ameis uns aos outros\u201d. Na vida quotidiana produzir frutos de bem: \u201cEu vos constitui para produzir fruto, e o vosso fruto permane\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 novo estilo de vida do crist\u00e3o de relacionar-se com o pr\u00f3ximo. E tem efeito imprevisto: a alegria! \u201cIsto vos disse para que a minha alegria esteja em v\u00f3s, e a vossa gl\u00f3ria seja plena\u201d. Alegria podemos dizer festiva pr\u00f3pria do domingo de P\u00e1scoa. Um escritor do s\u00e9culo II, na carta a Diogneto, assim descreve os crist\u00e3os no mundo: \u201cO crist\u00e3os n\u00e3o se diferenciam dos outros homens nem pela p\u00e1tria nem pela l\u00edngua nem por um g\u00eanero de vida especial. De fato, n\u00e3o moram em cidades pr\u00f3prias, nem usam linguagem peculiar, e a sua vida nada tem de extraordin\u00e1rio. A sua doutrina n\u00e3o procede da imagina\u00e7\u00e3o fantasista de esp\u00edritos exaltados, nem se ap\u00f3ia em qualquer teoria simplesmente humana, como tantas outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Moram em cidades gregas ou b\u00e1rbaras, conforme as circunst\u00e2ncias de cada um; seguem o costumes da terra, quer no modo de vestir, quer nos alimentos que tomam,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 quer em outros usos; mas o seu modo de viver \u00e9 admir\u00e1vel e passa aos olhos de todos por um prod\u00edgio. Habitam em suas p\u00e1trias, como de passagem; t\u00eam tudo em comum como os outros cidad\u00e3os, mas tudo suportam como se n\u00e3o tivessem p\u00e1tria. Todo pa\u00eds estrangeiro \u00e9 sua p\u00e1tria e toda p\u00e1tria \u00e9 para eles terra estrangeira. Casam-se como toda gente e criam seus filhos, mas n\u00e3o rejeitam os rec\u00e9m-nascidos. T\u00eam em comum a mesa, n\u00e3o o leito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o de carne, por\u00e9m n\u00e3o vivem segundo a carne. Moram na terra, mas sua cidade \u00e9 no c\u00e9u. Obedecem \u00e0s leis estabelecidas, mas com seu g\u00eanero de vida superam as leis. Amam a todos e por todos s\u00e3o perseguidos. S\u00e3o condenados sem os conhecerem; entregues \u00e0 morte, d\u00e3o a vida. S\u00e3o pobres, mas enriquecem a muitos; tudo lhes falta e vivem na abund\u00e2ncia. S\u00e3o desprezados, mas no meio dos opr\u00f3brios enchem-se de gl\u00f3ria; transparece o testemunho de sua justi\u00e7a. Praticam o bem e s\u00e3o castigados como malfeitores; ao serem punidos, alegram-se como se lhes dessem a vida.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esse modo festivo de viver a amizade com Deus o compreendeu bem o escritor moderno Chesterton, um convertido, que escreveu: \u201cA alegria \u00e9 o gigantesco segredo do crist\u00e3o\u201d. Se somos sempre tristes, cheios de bronca, brutalh\u00f5es, podemos suspeitar que talvez n\u00e3o sejamos verdadeiros crist\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o Jo\u00e3o refletiu durante toda a sua vida sobre estas verdades. Na sua primeira carta 4,7-10, nos prop\u00f5e a mais profunda de suas intui\u00e7\u00f5es. Ele chega a dar de Deus uma nova defini\u00e7\u00e3o, plenamente em harmonia com o que Jesus havia revelado: \u201cDeus \u00e9 amor\u201d. Defini\u00e7\u00e3o simples, mas de extrema profundidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os fil\u00f3sofos antigos imaginavam Deus um ente perfeito, abstrato, todo raz\u00e3o, causa eficiente do mundo, origem de todas as coisas. Tamb\u00e9m os estudiosos de hoje, se cr\u00eaem, olham as gal\u00e1xias e as mol\u00e9culas e s\u00e3o levados a pensar em Deus como um engenheiro, um arquiteto. Mas Deus-Pai \u00e9 revela\u00e7\u00e3o de Cristo. Deus-amor \u00e9 a intui\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o, o disc\u00edpulo que Jesus amava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No centro de tudo est\u00e1 Deus, Pai que nos ama e espera de n\u00f3s resposta de amor. \u00c9 fundamental. Diz Jo\u00e3o: \u201cQuem n\u00e3o ama permanece na morte.\u201d \u201cO amor \u00e9 a asa que Deus deu ao homem para subir at\u00e9 ele\u201d (Michelangelo Buonarotti). \u201cAo\u00a0 entardecer da vida seremos julgados sobre o amor\u201d (S. Jo\u00e3o da Cruz).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As leituras b\u00edblicas deste 6\u00ba domingo de P\u00e1scoa apresentam textos fundamentais para avaliar a revolu\u00e7\u00e3o que Jesus trouxe no mundo.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10824"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=10824"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10824\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=10824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=10824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=10824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}