{"id":10840,"date":"2008-11-26T00:00:00","date_gmt":"2008-11-26T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cristo-senhor-do-universo\/"},"modified":"2008-11-26T00:00:00","modified_gmt":"2008-11-26T02:00:00","slug":"cristo-senhor-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cristo-senhor-do-universo\/","title":{"rendered":"Cristo Senhor do Universo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O ano lit\u00fargico, celebrado em nossas comunidades eclesiais, chega \u00e0 sua conclus\u00e3o com uma festa solene em honra do Senhor: a festa de Jesus Cristo Rei do Universo. Como<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>crist\u00e3os nos sentimos cidad\u00e3os do seu Reino, e sabemos que o Senhor n\u00e3o decepciona. Mas n\u00e3o sempre nos comportamos de modo digno de cidad\u00e3os do seu Reino. O reino de Jesus Cristo \u00e9 o reino das obras de miseric\u00f3rdia. Em cada ano lit\u00fargico revivemos a hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, compreendida a volta do Senhor Jesus para o julgamento final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O fim de ano \u00e9 tempo de balan\u00e7o. Tamb\u00e9m o fim de ano da Igreja. O balan\u00e7o que nos prop\u00f5e o evangelho deste domingo, Mateus 25, 31-46, \u00e9 exatamente o julgamento final, o \u00faltimo, do fim dos tempos. Uma grande par\u00e1bola contou Jesus. Mais que uma par\u00e1bola, um cen\u00e1rio sobre o futuro do mundo. A morte de cada um ser\u00e1 bem o ensaio do grande julgamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se aprofundarmos o relato, descobriremos que o aspecto exterior, a coreografia das multid\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 tudo. Emergem ao mesmo tempo os aspectos da interioridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os estudos da B\u00edblia nos fazem observar que no relato de Jesus muitas coisas n\u00e3o s\u00e3o originais: as vis\u00f5es apocal\u00edpticas do fim do mundo, foram j\u00e1 descritas por v\u00e1rios profetas do Antigo Testamento: a vinda final do Filho do homem, a reuni\u00e3o dos povos, a separa\u00e7\u00e3o dos bons dos maus, o pr\u00eamio e o castigo. Os israelitas que naquele dia ouviam Jesus, j\u00e1 estavam cientes. Mas Jesus acrescenta no seu relato elementos n\u00e3o previstos, que constituem a verdadeira novidade crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O primeiro elemento \u00e9 a aten\u00e7\u00e3o aos pequenos. Jesus os chama \u201cos menores de meus irm\u00e3os\u201d. S\u00e3o eles, os pequenos, a medida com a qual s\u00e3o julgados todos os homens. Para Jesus resulta determinante no ju\u00edzo final a abertura, a disponibilidade, o acolhimento que na vida tivermos reservado aos pequenos. O amor operoso e gratuito que tivermos tido para com eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Basta isso para que o grandioso cen\u00e1rio do relato perca import\u00e2ncia, e passe em primeiro plano o que poderia parecer secund\u00e1rio, insignificante: exatamente os pequenos. Os pequenos s\u00e3o importantes para Deus!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O segundo elemento, na verdade n\u00e3o previsto, que suscita a perplexidade dos povos reunidos: o que for feito aos mais pequenos, Jesus o considera feito pessoalmente a ele mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ent\u00e3o dir\u00e3o: \u201cMas Senhor, quando te vimos com fome, com sede&#8230;?\u201d. \u201cTodas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irm\u00e3os, foi a mim que o fizestes!\u201d. Assim Jesus identifica os seus irm\u00e3os mais pequenos consigo mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus n\u00e3o considera o nosso comportamento diante dos grandes, nobres, poderosos, simp\u00e1ticos,\u00a0 afortunados, ricos, mas o que n\u00f3s fazemos para os \u00faltimos, os sem heran\u00e7a, os marginalizados, os sem teto. Jesus se declara solid\u00e1rio com o seu destino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ainda uma vez, Jesus nos parece paradoxal. \u00c9 ensinamento novo que vai al\u00e9m das expectativas e aspira\u00e7\u00f5es puramente humanas. Depois de dois mil anos, nos colhe ainda de surpresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O que Jesus ensinou, ele o viveu. Foi-nos apresentado, no pres\u00e9pio e na condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte, como rei e messias, mas ao mesmo tempo como pobre, manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o, comportou-se como misericordioso e solid\u00e1rio com as situa\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria humana, ao longo de toda a sua vida terrena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O seu reino n\u00e3o se confunde com os poderosos deste mundo. Um rei que n\u00e3o se serve de n\u00f3s, que n\u00e3o nos manda \u00e0 guerra para morrer por ele, mas morre Ele por n\u00f3s. Ao longo de todo o evangelho, n\u00f3s encontramos Jesus empenhado para afrontar as situa\u00e7\u00f5es de necessidade que mostrou na par\u00e1bola: fome e sede, ser forasteiro, a nudez do pobre, a doen\u00e7a e o c\u00e1rcere.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A hist\u00f3ria nos conta que desde ent\u00e3o os crist\u00e3os procuram imit\u00e1-lo. Tantos tomaram a s\u00e9rio o empenho da solidariedade, o que n\u00e3o \u00e9 comum aos poderosos de hoje que fazem o contr\u00e1rio: decretam o aborto, s\u00e3o desatentos ao bem comum, ao cuidado dos migrantes. Tantos crist\u00e3os levaram a serio o empenho de viver as obras de miseric\u00f3rdia que o Senhor elencou na par\u00e1bola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As obras de miseric\u00f3rdia compreendem em si a verdadeira moral crist\u00e3. Conhecemos uma outra moral, quase somente negativa: \u201cn\u00e3o fazer isso, proibido aquilo&#8230;\u201d. A verdadeira moral ensinada por Jesus \u00e9 toda positiva, de coisas concretas, de a\u00e7\u00f5es por fazer: as obras de Cristo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano lit\u00fargico, celebrado em nossas comunidades eclesiais, chega \u00e0 sua conclus\u00e3o com uma festa solene em honra do Senhor: a festa de Jesus Cristo Rei do Universo. 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