{"id":10841,"date":"2008-11-18T00:00:00","date_gmt":"2008-11-18T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/as-razoes-da-fe\/"},"modified":"2008-11-18T00:00:00","modified_gmt":"2008-11-18T02:00:00","slug":"as-razoes-da-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/as-razoes-da-fe\/","title":{"rendered":"As raz\u00f5es da f\u00e9"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Tamb\u00e9m os ap\u00f3stolos tiveram longo caminho de f\u00e9. Ouvindo as par\u00e1bolas, vendo os milagres, perguntavam-se: \u201cQuem \u00e9 este a quem obedecem os ventos e o mar?\u201d (Mateus<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>8,27). De sua parte, Jesus os conduzia gradualmente na penetra\u00e7\u00e3o do seu mist\u00e9rio. Em Cesar\u00e9ia de Filipos, ele o fez quase ao modo das pesquisas jornal\u00edsticas.: \u201cQuem diz a gente que eu sou?\u201d (Marcos 8,27). Era de se esperar: a opini\u00e3o p\u00fablica de seu tempo, como a de nosso tempo, tinha compreendido pouco a respeito dele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00f3s fazemos nossa a f\u00e9 do ap\u00f3stolo Pedro: \u201cTu \u00e9s o Cristo, o Filho de Deus vivo\u201d (Mateus 16, 16), palavras que o mesmo chefe dos ap\u00f3stolos n\u00e3o saber\u00e1 recordar e testemunhar na noite escura da paix\u00e3o! Mas com a P\u00e1scoa Cristo se fez mais luminoso aos olhos e ao cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos e, em Pentecostes, infundiu sobre eles o seu Esp\u00edrito como vento de vida e fogo de amor. Foi o in\u00edcio da miss\u00e3o, sustentada por uma grande certeza: \u201cEu estarei convosco todos os dias, at\u00e9 o fim do mundo\u201d (28,20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Cristo \u00e9 o nosso Deus e o nosso Salvador. Mas como n\u00e3o ser tentados pela d\u00favida, se at\u00e9 um ap\u00f3stolo acreditou somente depois de ter tocado com a m\u00e3o? A raz\u00e3o \u00e9 colocada \u00e0 dura prova. Quando, todavia, se aprofunda a mensagem crist\u00e3, com docilidade ao Esp\u00edrito de Deus, emergem tamb\u00e9m as \u2018raz\u00f5es\u2019 da nossa f\u00e9, como um sinal que o Senhor colocou em nosso caminho de encontro com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sinais s\u00e3o as palavras luminosas de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sinais s\u00e3o seus milagres que, por quanto n\u00e3o seja f\u00e1cil a verifica\u00e7\u00e3o por causa da dist\u00e2ncia cronol\u00f3gica e do especial g\u00eanero liter\u00e1rio dos relatos evang\u00e9licos, se apresentam como eventos historicamente bem fundados, capazes de sugerir a n\u00f3s, como aos ap\u00f3stolos, o interrogativo que nos abre ao seu mist\u00e9rio divino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sinal \u00e9 autoridade com que Jesus fala de Deus Pai, mostrando conhecer-lhe o cora\u00e7\u00e3o por dentro, como um que habita nele desde sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sinal \u00e9 a liberdade com a qual Jesus manifesta as exig\u00eancias de Deus, o seu t\u00edpico modo de colocar juntamente a radicalidade do evangelho com a miseric\u00f3rdia para com os pecadores, prostitutas, gente de m\u00e1 fama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sinal decisivo \u00e9 a sua ressurrei\u00e7\u00e3o, atestada pelos disc\u00edpulos e subscrita com o seu mart\u00edrio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A esses sinais da vida hist\u00f3rica de Jesus acrescentam-se os espalhados em dois mil anos de cristianismo, em que os disc\u00edpulos de Cristo t\u00eam continuado a mostrar toda a sua fragilidade, com Cristo operando, em todas as \u00e9pocas, maravilhas de santidade: os santos s\u00e3o o seu \u2018reflexo\u2019 vivo na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os sinais continuam na l\u00f3gica do amor. Devemos fazer emergir as raz\u00f5es de crer: a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 cego fideismo. \u00c8 importante, por\u00e9m, saber que os sinais do mist\u00e9rio n\u00e3o s\u00e3o f\u00f3rmulas matem\u00e1ticas. S\u00e3o a a\u00e7\u00e3o da gra\u00e7a iluminante, colocam-se ao n\u00edvel de uma rela\u00e7\u00e3o de amor, onde as raz\u00f5es para escolher e para confiar-se s\u00e3o n\u00e3o um c\u00e1lculo racional, mas o confluir entre coisas experimentais e a confian\u00e7a que cresce sobre a onda do amor. Por isso, o encontro com Jesus acontece sempre sobre a base do an\u00fancio dos disc\u00edpulos. Um an\u00fancio que se faz proposta de comunh\u00e3o (cf. 1Jo\u00e3o 1, 3), dilata\u00e7\u00e3o de amizade: quem tem Jesus por amigo (cf. Jo\u00e3o 15, 14-15) o apresenta aos outros, para que entrem tamb\u00e9m eles nesse maravilhoso giro que conduz, em definitivo, \u00e0 comunh\u00e3o das tr\u00eas Pessoas divinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta proposta de amizade come\u00e7ou j\u00e1 na vida terrena de Jesus, quando os ap\u00f3stolos foram enviados dois a dois diante dele (cf. Marcos 6, 7; Lucas 10, 1). Mas assume a forma definitiva com a Ascens\u00e3o, quando Jesus se subtrai definitivamente ao olhar humano, para fazer os disc\u00edpulos o \u201cseu corpo\u201d, a sua voz, os seus mensageiros: \u201cIde, em todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura\u201d (Marcos 16, 15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O segredo deste mandamento foi o dom do seu Esp\u00edrito em Pentecostes. Naquele dia viu-se a nova for\u00e7a que, como vento, tinha enchido as velas da Igreja na sua navega\u00e7\u00e3o ao longo da hist\u00f3ria. Aquele primeiro an\u00fancio colocou ra\u00edzes profundas por todo o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O grande an\u00fancio hoje se dar\u00e1 pelo testemunho crist\u00e3o do amor vivido pelos seguidores do Mestre, nosso redentor, atrav\u00e9s do perd\u00e3o, da miseric\u00f3rdia, da defesa da vida e dignidade da pessoa humana, da verdade e da justi\u00e7a, da fraternidade, da solidariedade e da constru\u00e7\u00e3o da paz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamb\u00e9m os ap\u00f3stolos tiveram longo caminho de f\u00e9. 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