{"id":10846,"date":"2008-10-08T00:00:00","date_gmt":"2008-10-08T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/direito-a-vida\/"},"modified":"2008-10-08T00:00:00","modified_gmt":"2008-10-08T03:00:00","slug":"direito-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/direito-a-vida\/","title":{"rendered":"Direito \u00e0 vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Gostaria de iniciar esta reflex\u00e3o com uma pergunta: Voc\u00ea ama a sua vida? Voc\u00ea a considera um dom de Deus?<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00c9 verdade que na limita\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia e pouca vontade de amar desinteressadamente, pode algu\u00e9m ser levado a considerar que seria melhor se Deus n\u00e3o se ocupasse da nossa vida. Ou mesmo, aceitando viver, seria mais c\u00f4modo n\u00e3o coloc\u00e1-lo dentro dos nossos planos. Ele nos chama a aten\u00e7\u00e3o para refer\u00eancias est\u00e1veis para o agir, assim como as leis que mant\u00eam os astros em suas \u00f3rbitas n\u00e3o impedem suas evolu\u00e7\u00f5es nem a beleza de cada qual apresentar-se diante do universo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A vida humana encontra a sua singularidade e infinita defini\u00e7\u00e3o na sua semelhan\u00e7a com o criador. Al\u00e9m de nossa corporeidade, temos nossa espiritualidade. As etapas de nossa vida no tempo e as vicissitudes que enfrentam, mostram valores e apontam-nos miss\u00f5es para construir a conviv\u00eancia fraterna que pode e deve ser motivo de felicidade e de paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Que bom seria se as pessoas se amassem, sem nada exigir em troca. Se n\u00e3o conseguissem amar, ao menos n\u00e3o quisessem mal ao seu semelhante. N\u00e3o queiram se deixar levar por um sentimento mal. N\u00e3o culpem o inocente. A culpa pode estar no seu ego\u00edsmo, na sua falta de amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A vida \u00e9 um dom para fazer a experi\u00eancia do amor verdadeiro que \u00e9 servi\u00e7o ao semelhante. Ela s\u00f3 atingir\u00e1 seu fim \u00faltimo se for sinal de salva\u00e7\u00e3o para o outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na Semana Nacional da Vida, gostaria de lembrar quanto \u00e9 sagrada a vida humana. A partir do \u00f3vulo fecundado, h\u00e1 uma nova vida humana h\u00f3spede no ventre materno. Se essa pudesse falar diria: \u2018obrigado, minha m\u00e3e, por me acolher\u2019. \u2018Eu quero viver. O teu sangue corre do teu cora\u00e7\u00e3o para o meu cora\u00e7\u00e3o. N\u00e3o haver\u00e1 mais indiferen\u00e7a entre mim e ti. Eu quero viver, n\u00e3o quero morrer. Se me amares, eu te amarei at\u00e9 a minha morte! Espero sempre a tua prote\u00e7\u00e3o e amparo para o meu pequenino ser. N\u00e3o posso me defender, confio na tua defesa. Eu proclamarei sempre que tenho o direito de viver, porque tu me deste a vida. Eu tamb\u00e9m come\u00e7o a aprender amar, para ser assim durante toda a minha vida\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste mundo, n\u00e3o somos donos de nada. Tudo o que temos foi recebido e somente o amor que tivermos no cora\u00e7\u00e3o dar\u00e1 o conforto final de nossa exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Semana Nacional da Vida e do Nascituro \u00e9 ocasi\u00e3o especial para colocar em evid\u00eancia o valor e a beleza desse Dom precioso que recebemos de Deus. De modo especial, salientamos o valor sagrado da vida humana em todas as suas dimens\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Diante de tantos ataques que a vida vem sofrendo em nossos dias, \u00e9 nossa miss\u00e3o reafirmar sua import\u00e2ncia inestim\u00e1vel e inegoci\u00e1vel. A vida \u00e9 o fundamento sobre o qual se ap\u00f3iam todos os demais valores. Conclamamos a todos que se empenhem sempre na defesa e promo\u00e7\u00e3o da vida e participem desta Semana da Vida. (43\u00aa A.G. da CNBB, em 2005).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Evangelho da vida est\u00e1 no centro da mensagem crist\u00e3 (Evangelium Vitae, 10). Deus, Senhor da Vida, confiou aos homens o nobre encargo de preserv\u00e1-la (Conc\u00edlio Vaticano II G.S. 51). Por isso, a Igreja declara que o respeito incondicional do direito \u00e0 vida de toda pessoa, desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte natural, \u00e9 um dos pilares sobre o qual assenta toda a sociedade e um Estado autenticamente humano. Defender o direito prim\u00e1rio e fundamental \u00e0 vida humana \u00e9 um dever do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o pode ter s\u00f3lidas bases uma sociedade que se contradiz radicalmente, por um lado afirmando valores b\u00e1sicos como a dignidade da pessoa, a justi\u00e7a e a paz, mas por outro, aceitando ou tolerando as mais diversas formas de desprezo e viola\u00e7\u00e3o da vida humana, sobretudo as mais fr\u00e1geis e marginalizadas. S\u00f3 o respeito \u00e0 vida pode fundar e garantir bens t\u00e3o preciosos e necess\u00e1rios \u00e0 sociedade como a democracia e a paz\u00a0 (Evangelium Vitae, 101).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a guerra que mata a paz. Todo crime contra a vida \u00e9 um atentado contra a paz. O aborto \u00e9 um crime contra a vida e contra a paz, pois a vida individual e a paz geral est\u00e3o estreitamente ligadas. Se quisermos a ordem social, \u00e9 necess\u00e1rio constru\u00ed-la sobre princ\u00edpios tang\u00edveis, na base dos quais est\u00e1 o respeito \u00e0 vida humana, base tamb\u00e9m da civiliza\u00e7\u00e3o (Ib 101).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A civiliza\u00e7\u00e3o do amor e da vida \u00e9 que d\u00e1 \u00e0 exist\u00eancia das pessoas e da sociedade o seu significado humano mais aut\u00eantico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gostaria de iniciar esta reflex\u00e3o com uma pergunta: Voc\u00ea ama a sua vida? Voc\u00ea a considera um dom de Deus?<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10846"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=10846"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10846\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=10846"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=10846"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=10846"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}