{"id":10854,"date":"2008-07-28T00:00:00","date_gmt":"2008-07-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-missao-de-paulo-apostolo\/"},"modified":"2008-07-28T00:00:00","modified_gmt":"2008-07-28T03:00:00","slug":"a-missao-de-paulo-apostolo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-missao-de-paulo-apostolo\/","title":{"rendered":"A miss\u00e3o de Paulo ap\u00f3stolo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A miss\u00e3o de Paulo, recebida de Cristo, esteve sempre em seu cora\u00e7\u00e3o de tal modo que nem a pris\u00e3o, nem as torturas, nem as adversidades de toda ordem puderam sufocar o<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00edmpeto para estar pronto a anunciar o Cristo Jesus morto e ressuscitado. A cena da ora\u00e7\u00e3o de Paulo no templo de Jerusal\u00e9m encerra-se com uma ordem do Senhor: \u201cV\u00e1! \u00c9 para longe, \u00e9 para os pag\u00e3os que eu vou te enviar\u201d (Atos 22,21). Assim, Paulo \u00e9 encarregado de levar a termo o programa confiado aos disc\u00edpulos por Jesus ressuscitado antes de sua ascens\u00e3o aos c\u00e9us: \u201cpara serem minhas testemunhas at\u00e9 os extremos da terra\u201d (Atos 1,8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Paulo n\u00e3o descreve com a palavra convers\u00e3o o acontecimento extraordin\u00e1rio e vibrante no caminho de Damasco. \u00c9 chamamento, miss\u00e3o para o resto de sua vida. O que mais caracteriza a vida e a miss\u00e3o de Paulo \u00e9 a mobilidade, a itiner\u00e2ncia. Ele n\u00e3o se instala, n\u00e3o se acomoda, n\u00e3o se fixa por muito tempo num s\u00f3 lugar. Est\u00e1 sempre a caminho. Anuncia o evangelho, cria uma comunidade eclesial, parte sem jamais a esquecer. Parte de novo, vai al\u00e9m, \u00e9 inquieto, vai para frente, avan\u00e7a, como que \u201cesquecendo-me do que fica para tr\u00e1s e avan\u00e7ando para o que est\u00e1 adiante, prossigo para o alvo\u201d (Filipenses 3,13-14).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Exorta as comunidades dos crist\u00e3os a progredirem, a crescerem, motiva-as a procurar e realizar o melhor porque a vida crist\u00e3 \u00e9 realidade din\u00e2mica e assim deve ser vivida: \u201cE \u00e9 isto o que pe\u00e7o: que vosso amor cres\u00e7a cada vez mais\u201d (1,9). \u201cO Senhor vos fa\u00e7a crescer e ser ricos em amor m\u00fatuo e para com todos os homens\u201d (1Tessalonicenses 3,12). \u201cAprendestes pessoalmente de Deus o amar-vos mutuamente, e \u00e9 o que fazeis muito bem\u201d (4,9-10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A miss\u00e3o brota do cora\u00e7\u00e3o do Senhor, crucificado e ressuscitado. N\u00e3o se ap\u00f3ia sobre a efic\u00e1cia das t\u00e9cnicas humanas, mesmo se, muitas vezes, delas se serve. Ela conta sobre a fecundidade do Amor divino que inspira, penetra e sustenta todas as suas empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o \u00e9 tanto o que n\u00f3s fazemos o mais importante, mas o Amor divino pelo qual n\u00f3s o fazemos. Porque \u00e9 o Amor divino que faz nascer a vida, mesmo l\u00e1 onde toda a vida parece imposs\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quem de n\u00f3s \u00e9 capaz de engendrar a vida divina? Ningu\u00e9m! N\u00e3o est\u00e1 ao nosso alcance! N\u00e3o \u00e9 nem f\u00e1cil, nem dif\u00edcil, \u00e9 divino, \u00e9 de Deus em nossa hist\u00f3ria!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde alguns anos, os que freq\u00fcentam o centro da cidade de Salvador, come\u00e7aram a encontrar um \u201cmendigo\u201d estranho. Por vezes como os outros, entretanto todo diferente. A bondade de seu sorriso, algum resto de sotaque franc\u00eas, uma B\u00edblia no fundo de sua \u00fanica sacola, uma vida de f\u00e9 que o faz comungar todos os dias do Corpo e do Sangue do Senhor. O seu nome Henrique, o Peregrino, Henrique da Trindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ele vive segundo a tradi\u00e7\u00e3o de monges eremitas, peregrinos do Oriente crist\u00e3o, no meio dos habitantes de ruas, de quem ele partilha as priva\u00e7\u00f5es, as persegui\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas, em poucas palavras, os sofrimentos e as alegrias. Percorrendo quil\u00f4metros, ele \u00e9 o Irm\u00e3o universal de todo este pequeno povo: crian\u00e7as, adultos ou velhos que n\u00e3o contam mais sen\u00e3o com Deus e sofrem tanto da parte das demais criaturas humanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s v\u00e1rios anos desta vida, o Irm\u00e3o Henrique veio ter comigo que acabava de assumir o arcebispado de Salvador. Ele me apresentou sua \u201ccomunidade\u201d sem igual. A caridade a mais simples, a Regra de Vida. Deus habita neles. Que poderia eu fazer? A Arquidiocese p\u00f4s \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o uma igreja desativada pr\u00f3xima do porto mar\u00edtimo e do mercado de S\u00e3o Joaquim. A igreja tornou-se a sua morada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por disposi\u00e7\u00e3o especial da Provid\u00eancia de Deus, esta igreja \u00e9 chamada, h\u00e1 s\u00e9culos, igreja da Trindade. Creio que as velhas pedras da sua constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o compreendem bem que somente agora ganharam um nome t\u00e3o grande!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nenhum meio humano \u00e9 eficaz para transformar os exclu\u00eddos de uma sociedade em comunidade \u00e0 imagem da Sant\u00edssima Trindade. \u00c9 a obra divina da Caridade. Ela se espalha como uma \u00e1gua pura e re\u00fane as pessoas, ultrapassa todas as esperan\u00e7as humanas, para fazer nascer a obra de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ela enfrenta mil obst\u00e1culos, deve se manifestar desinteressada, perseverante, capaz de perdoar e de recome\u00e7ar tantas vezes quanto for necess\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ela deve purificar, renovar-se. Ela \u00e9 a Caridade de Cristo Jesus que passa pelo cora\u00e7\u00e3o de homens e de mulheres que n\u00e3o t\u00eam nada mais precioso do que ela nesta terra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A miss\u00e3o de Paulo, recebida de Cristo, esteve sempre em seu cora\u00e7\u00e3o de tal modo que nem a pris\u00e3o, nem as torturas, nem as adversidades de toda ordem puderam sufocar o<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10854"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=10854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10854\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=10854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=10854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=10854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}