{"id":10867,"date":"2009-12-21T00:00:00","date_gmt":"2009-12-21T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/uma-nova-humanidade\/"},"modified":"2009-12-21T00:00:00","modified_gmt":"2009-12-21T02:00:00","slug":"uma-nova-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/uma-nova-humanidade\/","title":{"rendered":"Uma nova humanidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u201cConheci um menino que era sete meninos. Morava em Roma, se chamava Paulo e seu pai era motorista de bonde. Entretanto morava tamb\u00e9m em Paris, se<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">chamava Jean e seu pai trabalhava numa f\u00e1brica de autom\u00f3veis. No entanto morava tamb\u00e9m em Berlim e l\u00e1 se chamava Kurt e seu pai era professor de violoncelo. Tamb\u00e9m morava em Moscou, se chamava Yuri, seu pai era pedreiro e estudava matem\u00e1tica. Por\u00e9m morava igualmente em Nova York, se chamava Jimmy e seu pai tinha um posto de gasolina. Quantos eu disse? Cinco. Faltam dois: um se chamava Tchang, morava em Xangai e seu pai era pescador; o \u00faltimo se chamava Jos\u00e9, vivia em Buenos Aires e seu pai era pintor de casas. Paulo, Jean, Kurt, Yuri, Jimmy, Tchang e Jos\u00e9 eram sete, mas era sempre o mesmo menino que tinha oito anos, sabia ler e escrever e andava de bicicleta sem por as m\u00e3os no guidom. Paulo tinha cabelo preto, Jean loiro e Kurt castanho, mas eram o mesmo menino. Yuri tinha a pele branca, Tchang amarela, mas eram o mesmo menino. Jos\u00e9 assistia ao cinema em espanhol e Jimmy em ingl\u00eas, mas eram o mesmo menino e todos riam na mesma l\u00edngua. Agora cresceram todos sete e n\u00e3o poder\u00e3o nunca mais fazer guerra entre si, porque todos sete s\u00e3o um \u00fanico homem.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Transcrevi este escrito porque o considero, ao mesmo tempo, um canto \u00e0 vida, um grito de esperan\u00e7a e o sonho de uma nova humanidade. No Natal que estamos vivendo precisamos nos reencontrar todos no Menino Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um dia, talvez n\u00e3o muitos anos atr\u00e1s, n\u00f3s tamb\u00e9m fomos meninos e meninas. Um dia brincamos sem fazer diferen\u00e7as de pessoas, sem dinheiro no bolso, sem preconceitos ou discrimina\u00e7\u00f5es. Simplesmente alegres por estarmos vivos e sermos crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Viv\u00edamos com nada e nos sent\u00edamos os donos do mundo. Todo dia descobr\u00edamos algo novo, sempre curiosos, aprendendo tudo. \u00c0 noite ca\u00edamos mortos de cansa\u00e7o na cama, para recome\u00e7ar tudo, no dia seguinte; sem raiva, sem rancores, sem monotonia. A bola era a mesma, mas o jogo, sempre novo. A boneca era a mesma, mas a hist\u00f3ria, diferente. Cada dia uma nova aventura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por que quando crescemos e nos tornamos adultos aprendemos a odiar e a invejar? Como foi que come\u00e7amos a nos defender e a ter medo uns dos outros? Onde aprendemos a querer ganhar sempre e a passar por cima de todos? Para onde foi a crian\u00e7a alegre, companheira e amiga?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Natal de Jesus \u00e9 um canto \u00e0 vida que sempre renasce. Nunca \u00e9 tarde para recome\u00e7ar a acreditar na humanidade. Se Deus quis ser um de n\u00f3s, por que n\u00f3s dever\u00edamos fugir dos nossos semelhantes? Somos muito mais iguais do que pensamos, amarrados ao \u00fanico planeta e s\u00f3 de passagem neste mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Natal de Jesus \u00e9 um grito de esperan\u00e7a, porque na noite escura resplandece uma luz. Assim enxergamos as diferen\u00e7as; n\u00e3o para apag\u00e1-las, mas\u00a0 para uni-las e formar uma s\u00f3 fam\u00edlia de seres pobres e pequenos que somente ficam fortes quando se unem na paz e na solidariedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Natal de Jesus \u00e9 o sonho de uma nova humanidade. \u00c9 o sonho de Deus na crian\u00e7a que nasceu em Bel\u00e9m. O sonho de Deus em Maria e Jos\u00e9, os bem-aventurados porque acreditaram. O sonho de Deus nos pastores que experimentaram a alegria de n\u00e3o estar mais sozinhos. \u2013 N\u00e3o tenham medo. Nasceu um salvador, que \u00e9 o Cristo Senhor! \u2013 anunciou-lhes o mensageiro divino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No Natal precisamos deixar sair do fundo do nosso cora\u00e7\u00e3o a crian\u00e7a que est\u00e1 em n\u00f3s. Podemos experimentar uma alegria nova, mais simples e mais profunda. Podemos voltar a acreditar na humanidade toda, a nos unirmos no \u00fanico grande projeto de amor que \u00e9 o sonho do Pai, revelado no Menino Deus. Em Jesus, a Palavra de Deus feita carne humana, somos todos um \u00fanico ser humano, sem fronteiras, sem ra\u00e7as e cores. No Natal devemos voltar a sonhar de novo, a imaginar uma nova humanidade, em paz, como crian\u00e7as brincando juntas e felizes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Cabe a cada um de n\u00f3s transformarmos esse sonho em realidade. Natal \u00e9 tamb\u00e9m isto: n\u00e3o ter medo de acreditar no Deus da vida e do amor, o Deus presente no Menino Jesus. Ele mesmo, sempre t\u00e3o pequeno e fr\u00e1gil, \u201cenvolvidos em faixas e deitado numa manjedoura\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cConheci um menino que era sete meninos. Morava em Roma, se chamava Paulo e seu pai era motorista de bonde. 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