{"id":10896,"date":"2009-12-27T00:00:00","date_gmt":"2009-12-27T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/nazare-escola-do-evangelho\/"},"modified":"2009-12-27T00:00:00","modified_gmt":"2009-12-27T02:00:00","slug":"nazare-escola-do-evangelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/nazare-escola-do-evangelho\/","title":{"rendered":"Nazar\u00e9, escola do evangelho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Depois do Natal do Senhor Jesus, celebramos a Sagrada Fam\u00edlia. Somos convidados a conhecer a sua casa em Nazar\u00e9, onde Jesus viveu longamente com Maria e Jos\u00e9. A casa do sil\u00eancio, do trabalho, da ora\u00e7\u00e3o. Uma humilde e grande escola, onde Jesus ensina com o exemplo, mais que com palavra. Nazar\u00e9 nos recorda o que \u00e9 a fam\u00edlia, a comunh\u00e3o de amor, sua beleza austera e simples, seu car\u00e1ter sagrado e inviol\u00e1vel.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao visitar Nazar\u00e9, Paulo VI pronunciou comovente catequese: \u201cNazar\u00e9 a escola onde se come\u00e7a a compreender a vida de Jesus: a escola do Evangelho. Aqui se aprende a olhar, a escutar, a meditar e penetrar o significado, t\u00e3o profundo e t\u00e3o misterioso, dessa manifesta\u00e7\u00e3o t\u00e3o simples, t\u00e3o humilde e t\u00e3o bela, do Filho de Deus. Talvez se aprenda at\u00e9, pouco a pouco, a imit\u00e1-lo\u201d. A palavra do papa dirigida na casa de Nazar\u00e9, na humilde e sublime escola de Nazar\u00e9, o lugar onde se atua a mais completa forma\u00e7\u00e3o para a compreens\u00e3o do evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A humanidade de Cristo consagrou, na vida simples e comum de Nazar\u00e9, as coisas mais usuais, modestas, familiares do nosso viver. O quotidiano, assim muitas vezes pesado e desconhecido no seu valor, assumiu atrav\u00e9s da jornada terrena do Filho de Deus, um significado eterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tr\u00eas linhas de magist\u00e9rio nascem da medita\u00e7\u00e3o sobre Nazar\u00e9: primeiramente o sil\u00eancio. Em nossa vida turbulenta, dispersiva, onde somente o fazer tem um sentido, Nazar\u00e9 nos chama a aten\u00e7\u00e3o para a escuta, a interioridade, o retirar-se da agita\u00e7\u00e3o, da urg\u00eancia de uma atividade febril e alienante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A seguir o sentido da fam\u00edlia. A sua fun\u00e7\u00e3o natural na ordem social, o seu valor pedag\u00f3gico, o seu significado de comunh\u00e3o, a primeira fundamental comunh\u00e3o que principia entre os muros dom\u00e9sticos para abrir-se depois a todos os irm\u00e3os. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel come\u00e7ar uma fam\u00edlia sem uma grande prepara\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o de cada um dos esposos para a comunh\u00e3o de vida, de amor, de abertura para acolher a nova vida de um filho, uma filha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E ainda a li\u00e7\u00e3o do trabalho. A lei, certamente severa, mas redentora, da fadiga humana: fadiga que \u00e9 comum a todos os seres humanos e, se vivida bem, os abre \u00e0 verdadeira liberdade, \u00e0 nobreza do seu empenho humano. O trabalho n\u00e3o deve ser fim em si mesmo, nem somente meio para prover \u00e0 pr\u00f3pria sustenta\u00e7\u00e3o; \u00e9 caminho para demonstrar mais plenamente a vida mesma do ser humano. O oper\u00e1rio de Nazar\u00e9 consagrou o trabalho em todas as suas formas, tirou todas as diferen\u00e7as entre as suas diversas express\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os c\u00f4njuges, no casamento, procurem eliminar todo motivo de tristeza e procurem refor\u00e7ar e aumentar a paz familiar. Duas almas assim unidas n\u00e3o t\u00eam o que temer, nem das coisas nem dos acontecimentos. Quando existem a conc\u00f3rdia, a paz e o amor rec\u00edproco, o homem e a mulher possuem j\u00e1 todos os bens que contam verdadeiramente para a felicidade da fam\u00edlia. Toda fam\u00edlia, fundada sobre a operosidade, sobre o m\u00fatuo respeito, sobre o temor de Deus, \u00e9 a for\u00e7a e a robustez da sua casa, da sua comunidade humana, das na\u00e7\u00f5es; \u00e9 o n\u00facleo e fundamento de toda virtude, defesa contra todo perigo de corrup\u00e7\u00e3o, reserva de sadias e sempre novas energias para o bem estar de cada um e do cons\u00f3rcio civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A festa da Sagrada Fam\u00edlia de Nazar\u00e9 \u00e9 a festa das nossas fam\u00edlias que procuram viver e aumentar o amor rec\u00edproco entre os seus membros; exalta\u00e7\u00e3o comovida dos afetos humanos, n\u00e3o somente mais caros, mas mais sagrados, mais santos. Do\u00e7ura e obedi\u00eancia, simplicidade e humildade, resigna\u00e7\u00e3o e sacrif\u00edcio. Esta luz aben\u00e7oada irradiante de Nazar\u00e9: luz da manh\u00e3 e luz do p\u00f4r do sol, luz que n\u00e3o cessa nem mesmo quando as nuvens a cobrem. Reinem a paz e a conc\u00f3rdia, tenham em grande honra a ora\u00e7\u00e3o e a observ\u00e2ncia da lei de Deus com afeto e respeito. Sem Deus, n\u00e3o existe sen\u00e3o infelicidade e inquietude. Como Jesus viveu em Nazar\u00e9, assim viva a fam\u00edlia crist\u00e3, permane\u00e7a unida com sua caridade no v\u00ednculo perene, para toda hora do tempo e pela eternidade. Tutelar\u00e1 Jesus a paz dom\u00e9stica que tempera as amarguras da vida. Assim paternalmente ensinava Jo\u00e3o XXIII.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A todos meu cordial desejo de Ano Novo com muita paz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois do Natal do Senhor Jesus, celebramos a Sagrada Fam\u00edlia. Somos convidados a conhecer a sua casa em Nazar\u00e9, onde Jesus viveu longamente com Maria e Jos\u00e9. A casa do sil\u00eancio, do trabalho, da ora\u00e7\u00e3o. Uma humilde e grande escola, onde Jesus ensina com o exemplo, mais que com palavra. Nazar\u00e9 nos recorda o que &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/nazare-escola-do-evangelho\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Nazar\u00e9, escola do evangelho<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10896"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=10896"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/10896\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=10896"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=10896"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=10896"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}