{"id":10920,"date":"2010-01-13T00:00:00","date_gmt":"2010-01-13T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-presente-da-amizade\/"},"modified":"2010-01-13T00:00:00","modified_gmt":"2010-01-13T02:00:00","slug":"o-presente-da-amizade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-presente-da-amizade\/","title":{"rendered":"O presente da amizade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muitos anos atr\u00e1s vivia, na P\u00e9rsia, um rei que amava o seu povo. Para conhec\u00ea-lo melhor ele tinha o costume de misturar-se no meio das pessoas com os mais variados disfarces. Um dia sentou-se numa esquina, e assim conheceu um homem que varria as ruas. Cada dia o rei voltava e sentava ao lado do gari, partilhava as suas humildes refei\u00e7\u00f5es e conversava longamente com ele. Desta forma o pobre acabou gostando do amigo desconhecido. Ap\u00f3s muitos dias, finalmente, o rei decidiu revelar-lhe a sua verdadeira identidade e pediu para que escolhesse um presente que pudesse guardar como lembran\u00e7a dele. O homem o olhou espantado, depois disse: \u201cO Senhor deixou o seu magn\u00edfico pal\u00e1cio para vir aqui comigo cada dia, partilhou a minha vida dif\u00edcil e a minha mis\u00e9ria. A outros poderia ter dado valiosos presentes, mas a mim o Senhor deu a si mesmo. Portanto, pe\u00e7o-lhe somente uma coisa: de n\u00e3o me excluir nunca mais da sua amizade\u201d.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Acabamos de celebrar o Natal, iniciamos o Ano Novo e com o domingo da Epifania continuamos a refletir sobre o sentido do nascimento de Jesus, o Menino-Deus. Podemos tamb\u00e9m acompanhar os Magos na busca dele seguindo a Estrela, at\u00e9 encontr\u00e1-lo e ador\u00e1-lo. Contudo devemos nos perguntar sempre o que ficar\u00e1 de tantos momentos bonitos vividos nestes dias, e de tantos bons sentimentos que este tempo faz surgir em nossos cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">No Natal trocamos presentes, os Magos tamb\u00e9m abrem os seus tesouros e oferecem ao Menino os dons simb\u00f3licos do ouro, do incenso e da mirra. Ouro porque Jesus \u00e9 Rei, incenso porque \u00e9 a presen\u00e7a vis\u00edvel de Deus, mirra porque ir\u00e1 doar a sua vida na cruz. O maior presente, por\u00e9m, \u00e9 Ele mesmo, o Menino-Deus. E com ele a sua amizade, o seu amor.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">A historinha da P\u00e9rsia, deveria servir\u00a0 para nos lembrar o valor da amizade e o sentido verdadeiro do amor. Um presente pode ser simples e modesto, como tamb\u00e9m sofisticado e caro; por\u00e9m s\u00f3 tem sentido e valor quando \u00e9 acompanhado pela sinceridade do afeto, do agradecimento e da amizade. Quando um presente \u00e9 oferecido por pura formalidade, ou por interesse, pode ser usado, exibido, divulgado, mas vale por si mesmo, n\u00e3o pelos sentimentos da pessoa que o doou, porque n\u00e3o os t\u00eam. Cada presente \u201crepresenta\u201d algu\u00e9m. Se for uma pessoa querida, o dom ter\u00e1 grande valor, se for algu\u00e9m desconhecido ou pouco familiar, o dom dir\u00e1 bem pouco a quem o recebe. Tudo isso para lembrar que, afinal, oferecendo presentes damos, em primeiro lugar, um pouco de n\u00f3s mesmos, dos bons sentimentos que o carinho por aquela pessoa suscita em n\u00f3s.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o esquecemos que tamb\u00e9m Herodes queria encontrar o Menino. O que lhe teria oferecido? Medo, raiva, inveja? Ainda bem que esses \u201cpacotes\u201d nunca foram entregues. Tomara que nenhum dos \u201cpresentes\u201d que recebemos e oferecemos no Natal tenham sido embrulhados com esses maus sentimentos.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Deus continua a nos oferecem tantos dons! Todos exclusivos, fora de com\u00e9rcio e sem chance de troca. Agradecemos pouco e nem sempre usamos as d\u00e1divas recebidas para fazer algo de bom. Contudo o Natal nos lembra que o dom mais precioso de Deus foi Ele mesmo, por ter decidido partilhar a nossa condi\u00e7\u00e3o humana e as nossas limita\u00e7\u00f5es. Ele sempre nos aguarda numa esquina da vida para nos oferecer novamente a sua amizade. Companheiro de caminhada, peregrino em busca de quem sofre, consolador dos aflitos, pronto para nos dar perd\u00e3o, paz e esperan\u00e7a.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos pr\u00f3ximos dias se apagar\u00e3o as luzes do Natal. Guardaremos as imagens do Pres\u00e9pio, a \u00e1rvore de pl\u00e1stico, as bolinhas brilhantes. Somente daqui a um ano, tudo de novo.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Pedimos que o Senhor nunca nos exclua da sua amizade. \u00c8 o seu maior e inestim\u00e1vel presente. Ele quer ficar sempre conosco. Somos n\u00f3s, \u00e0s vezes, que o esquecemos, o trocamos, o desprezamos. Que Ele nos perdoe por mais um Natal de consumo e de superficialidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nunca \u00e9 tarde, por\u00e9m. Sigamos a estrela, sigamos os Magos. Ainda podemos encontrar o Menino, para ador\u00e1-lo e oferecer-lhe um pouco da nossa pobreza em troca do seu inesgot\u00e1vel amor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos anos atr\u00e1s vivia, na P\u00e9rsia, um rei que amava o seu povo. Para conhec\u00ea-lo melhor ele tinha o costume de misturar-se no meio das pessoas com os mais variados disfarces. Um dia sentou-se numa esquina, e assim conheceu um homem que varria as ruas. 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