{"id":10958,"date":"2010-02-02T00:00:00","date_gmt":"2010-02-02T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/partilhar-para-promover-a-vida\/"},"modified":"2010-02-02T00:00:00","modified_gmt":"2010-02-02T02:00:00","slug":"partilhar-para-promover-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/partilhar-para-promover-a-vida\/","title":{"rendered":"Partilhar para promover a vida&#8230;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u201cEconomia e Vida\u201d \u00e9 o Tema da Campanha da Fraternidade Ecum\u00eanica deste ano (CFE\/2010). E o Lema \u00e9: \u201cVoc\u00eas n\u00e3o podem servir a Deus e ao Dinheiro\u201d (Mt 6, 24).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tudo o que existe, \u00e9 d\u00e1diva gratuita do Criador a servi\u00e7o da vida. Promover e compreender o sentido da vida e das coisas criadas significa ser fiel \u00e0 vontade de Deus e ao Evangelho. Significa n\u00e3o compactuar com as injusti\u00e7as que causam exclus\u00e3o social e mis\u00e9ria. Ainda estamos longe de querer perceber e administrar corretamente as riquezas que Deus colocou a nosso dispor.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao longo desta Campanha, queremos fazer parte dos que se mobilizar\u00e3o e trabalhar\u00e3o na promo\u00e7\u00e3o do bem comum e na implanta\u00e7\u00e3o de uma \u201ceconomia fraterna e solid\u00e1ria\u201d a servi\u00e7o da vida e do ser humano integral. A pessoa s\u00f3 \u00e9 tal em sua unidade e s\u00f3 pode ser considerada em toda sua integridade, sendo a origem, o foco e o prop\u00f3sito de toda a vida econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica (cf. Texto Base (TB), 10; GS, 63). Mas nada de novo acontecer\u00e1, se n\u00e3o houver mudan\u00e7a radical em nossas atitudes pessoais, comunit\u00e1rias e sociais (cf. TB, 4), se n\u00e3o mudarmos nossos crit\u00e9rios de valor em rela\u00e7\u00e3o ao ter\u00a0 e ao ser. A Quaresma \u00e9 tempo privilegiado para essa convers\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O objetivo geral e os objetivos espec\u00edficos da CFE indicam claramente os caminhos para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade pac\u00edfica, harmoniosa e tranquila (cf. TB, 16-18). Para se atingirem tais objetivos, o Texto-Base aponta algumas estrat\u00e9gias bastante incisivas: \u201cDenunciar a perversidade de todo modelo econ\u00f4mico que vise em primeiro lugar ao lucro, sem se importar com a desigualdade, mis\u00e9ria, fome e morte. Educar para a pr\u00e1tica de uma economia de solidariedade, de cuidado com a cria\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o da vida como o bem mais precioso. Conclamar as Igrejas, as religi\u00f5es e toda a sociedade para a\u00e7\u00f5es sociais e pol\u00edticas que levem \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de um modelo econ\u00f4mico de solidariedade e justi\u00e7a para todas as pessoas\u201d (TB, 19). No entanto, objetivos e estrat\u00e9gias da Campanha s\u00f3 produzir\u00e3o frutos na medida em que forem trabalhados, sobretudo, nos n\u00edveis: social, eclesial, comunit\u00e1rio, pessoal (cf. TB, 20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse sentido, urge intensificar nossos la\u00e7os de \u00fanica e mesma fam\u00edlia humana; melhorar nossa conviv\u00eancia fraterna e nossa comunh\u00e3o; construir uma justi\u00e7a econ\u00f4mica mais s\u00f3lida diante da persist\u00eancia da indig\u00eancia, da pobreza e das grandes desigualdades sociais (cf. TB, 25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por que tanta desigualdade? Por que tantos indigentes?\u201d \u00c9 hora de estendermos m\u00e3os fraternas, em primeiro lugar, a todas as pessoas que buscam o necess\u00e1rio para viver dignamente, e juntos caminhar com os que trabalham sem ganhar o necess\u00e1rio, com os enfermos que n\u00e3o conseguem rem\u00e9dios e cuidados, com os moradores de rua sem-teto, os acampados sem-terra, os desempregados e famintos (cf. TB, 45). Mais do que nunca, \u201csomos chamados a estar juntos com o povo que sofre e com a Cria\u00e7\u00e3o que geme, em solidariedade com aqueles e aquelas que est\u00e3o construindo comunidades alternativas de vida\u201d (TB, 68).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A sociedade e a a\u00e7\u00e3o governamental t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o moral de garantir oportunidades iguais, satisfazer as necessidades b\u00e1sicas das pessoas e buscar a justi\u00e7a na vida econ\u00f4mica (cf. TB, 26). Os pobres n\u00e3o precisam apenas ser socorridos, mas tamb\u00e9m devem ser ouvidos, levados a s\u00e9rio, valorizados em suas capacidades e potencialidades (TB, 46). Portanto, n\u00e3o basta crescer no volume global de recursos, se os pobres n\u00e3o atingirem as condi\u00e7\u00f5es a que todo ser humano tem direito (cf. TB, 51).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 preciso criar uma nova mentalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia. Ela existe para a pessoa e para o bem comum da sociedade, n\u00e3o a pessoa para a economia (cf. TB, 69). A economia para a vida ser\u00e1 solid\u00e1ria, quando tivermos a coragem de mudar nossa atitude diante do dinheiro e dos bens materiais. Na verdade, onde estiver o meu tesouro, ali tamb\u00e9m estar\u00e1 o meu cora\u00e7\u00e3o (cf. Mt, 6, 21). \u201cSe soubermos partilhar, certamente vai haver p\u00e3o, casa, cura, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o para muito mais gente\u201d (TB, 88). N\u00e3o nos contentemos, por\u00e9m, em ajudar as pessoas somente, quando acontece alguma desgra\u00e7a ou uma cat\u00e1strofe. S\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es concretas que transformem o modelo de vida e o modelo econ\u00f4mico de nossa sociedade (cf. TB, 91). O ideal das primeiras comunidades crist\u00e3s \u00e9 ainda o jeito melhor de partilharmos solidariamente nossos bens e nossos dons (cf. At 4, 32).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dizemos que \u201ca caridade come\u00e7a em casa\u201d. A economia de solidariedade tamb\u00e9m. Mas como \u00e9 dif\u00edcil partilhar at\u00e9 mesmo entre os irm\u00e3os\/\u00e3s de sangue, membros de uma mesma fam\u00edlia!&#8230; A sociedade ser\u00e1 mais solid\u00e1ria, quando as fam\u00edlias aprenderem a partilhar e a repartir segundo as necessidades de cada membro. Tamb\u00e9m as Par\u00f3quias \u201cmais ricas\u201d t\u00eam um longo caminho a percorrer na busca de Par\u00f3quias-irm\u00e3s \u201cmais pobres\u201d, necessitadas de ajuda concreta e generosa.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">Enfim, tornemo-nos sens\u00edveis aos sofrimentos do povo e dispon\u00edveis \u00e0s suas necessidades. Contemplando o Cora\u00e7\u00e3o misericordioso de Jesus, seremos capazes de transformar nossa partilha solid\u00e1ria em caridade fraterna.<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEconomia e Vida\u201d \u00e9 o Tema da Campanha da Fraternidade Ecum\u00eanica deste ano (CFE\/2010). E o Lema \u00e9: \u201cVoc\u00eas n\u00e3o podem servir a Deus e ao Dinheiro\u201d (Mt 6, 24). Tudo o que existe, \u00e9 d\u00e1diva gratuita do Criador a servi\u00e7o da vida. 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