{"id":11036,"date":"2008-12-05T00:00:00","date_gmt":"2008-12-05T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/de-efeso-a-carta-aos-galatas\/"},"modified":"2008-12-05T00:00:00","modified_gmt":"2008-12-05T02:00:00","slug":"de-efeso-a-carta-aos-galatas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/de-efeso-a-carta-aos-galatas\/","title":{"rendered":"De \u00c9feso, a carta aos g\u00e1latas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Depois da Assembl\u00e9ia de Jerusal\u00e9m, Paulo e Barnab\u00e9 voltam a Antioquia onde passam o inverno, fim de ano naquela regi\u00e3o. No in\u00edcio da primavera, Paulo deixa Antioquia para nunca mais voltar. Viajando por terra, passa pela Gal\u00e1cia e se dirige a \u00c9feso, onde \u00e9 aguardado por Priscila e \u00c1quila. Paulo os tinha deixado l\u00e1 quando saiu de Corinto para Jerusal\u00e9m. Pouco antes da chegada de Paulo, Apolo viaja para Corinto, enquanto alguns crist\u00e3os de tend\u00eancias judaizantes, possivelmente de Antioquia, passam o fim do ano na Gal\u00e1cia. Epafras sai de \u00c9feso para dar in\u00edcio \u00e0 miss\u00e3o na sua terra natal no Vale do rio Lico. Entretanto, chegam a \u00c9feso m\u00e1s not\u00edcias da Gal\u00e1cia. Paulo se senta e escreve os g\u00e1latas uma carta espont\u00e2nea, efusiva, severa, mas refletida. Como \u00e9 que os g\u00e1latas se deixaram influenciar pelos judaizantes que por l\u00e1 passaram?<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A carta aos g\u00e1latas \u00e9 uma carta en\u00e9rgica e bela, cheia de ensinamentos v\u00e1lidos para toda a Igreja em todos os tempos. \u00c9 uma primeira revela\u00e7\u00e3o do genu\u00edno evangelho de Paulo. S\u00f3 Cristo basta! Em todas as cartas h\u00e1 uma sauda\u00e7\u00e3o demorada, com elogios, express\u00f5es de ora\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o da gra\u00e7as. Nesta carta, n\u00e3o! Do endere\u00e7o, ele j\u00e1 entra no assunto de forma direta e em tom firme. Como \u00e9 poss\u00edvel que os g\u00e1latas deixem os s\u00f3lidos ensinamentos de Paulo sobre o valor absoluto de Jesus para a nossa salva\u00e7\u00e3o e a conseq\u00fcente liberdade que dele adquirimos para aceitarem ensinamentos que prop\u00f5em a observ\u00e2ncia das pr\u00e1ticas judaicas como necess\u00e1rias para a salva\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os g\u00e1latas eram muito bons e muito acolhedores, mas inst\u00e1veis. Receberam os judaizantes da mesma forma como tinham recebido Paulo e aceitaram sem muita reflex\u00e3o os novos ensinamentos. N\u00e3o s\u00f3 por isso evidentemente, mas sobretudo porque \u00e9 mais f\u00e1cil observar preceitos do que viver uma liberdade respons\u00e1vel. Nesta fase, Paulo acreditava que a aceita\u00e7\u00e3o de Cristo na f\u00e9 era suficiente para a vida nova dos convertidos e que as estruturas de apoio \u00e0 f\u00e9 surgiriam de forma natural e espont\u00e2nea, sem abafar o esp\u00edrito. A liberdade plena seria vivida no bom senso do discernimento e na caridade fraterna. \u00c9 claro que isso sup\u00f5e uma atividade criativa constante para discernir o que mais conv\u00e9m em cada momento no Esp\u00edrito de Jesus Cristo. E \u00e9 claro tamb\u00e9m que isso \u00e9 exigente e cansativo. \u00c9 muito mais f\u00e1cil observar leis na obedi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Paulo escreve seis cap\u00edtulos. O centro da carta est\u00e1 em 5,1: \u201cFoi para a liberdade que Cristo nos libertou\u201d. Tudo converge para esse ponto, e o que segue \u00e9 decorr\u00eancia. Esse pensamento conclui o que veio antes e d\u00e1 in\u00edcio ao que vem depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Paulo abre a carta perguntando como os g\u00e1latas puderam aceitar um evangelho diferente do que ele lhes tinha anunciado. Em seguida, defende a sua posi\u00e7\u00e3o, mostrando ter recebido de Deus mesmo o chamado para o servi\u00e7o do Evangelho de Jesus entre os pag\u00e3os. Ele n\u00e3o se sente devedor dos dirigentes de Jerusal\u00e9m, mas assim mesmo confrontou sua doutrina com eles, que apenas pediram que Paulo e seus companheiros se lembrassem dos pobres. \u00c9 aqui que Paulo descreve como foi que ele se converteu a Cristo. Em Gl 1,15-16 ele escreve: \u201cAquele que me separou desde o seio materno e me chamou por sua gra\u00e7a, houve por bem revelar em mim o seu Filho, para que eu o evangelizasse entre os gentios\u201d. Deus revelou Jesus Cristo dentro da pessoa de Paulo. Paulo teve uma experi\u00eancia pessoal \u00fanica e profunda da realidade viva de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Termina essa grande introdu\u00e7\u00e3o expondo o que ele anuncia como o seu Evangelho: \u201cO homem n\u00e3o se justifica pelas obras da Lei, mas pela f\u00e9 em Jesus Cristo. Pelas obras da Lei ningu\u00e9m ser\u00e1 justificado. Se volto a edificar o que demoli, sou um transgressor. Fui crucificado com Cristo. J\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, \u00e9 Cristo que vive em mim. Eu vivo a vida atual pela f\u00e9, a do Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim. Se a justi\u00e7a vem pela Lei, Cristo morreu em v\u00e3o\u201d. Em seguida, ele d\u00e1 seis argumentos para provar a sua tese e tira as conseq\u00fc\u00eancias praticas da liberdade conquistada por Cristo.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">C\u00f4nego Celso Pedro<br \/>Arquidiocese de S\u00e3o Paulo<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois da Assembl\u00e9ia de Jerusal\u00e9m, Paulo e Barnab\u00e9 voltam a Antioquia onde passam o inverno, fim de ano naquela regi\u00e3o. No in\u00edcio da primavera, Paulo deixa Antioquia para nunca mais voltar. Viajando por terra, passa pela Gal\u00e1cia e se dirige a \u00c9feso, onde \u00e9 aguardado por Priscila e \u00c1quila. Paulo os tinha deixado l\u00e1 quando &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/de-efeso-a-carta-aos-galatas\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">De \u00c9feso, a carta aos g\u00e1latas<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11036"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=11036"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11036\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=11036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=11036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=11036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}