{"id":11049,"date":"2008-10-13T00:00:00","date_gmt":"2008-10-13T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/discipulo-aquele-que-imita-o-mestre-buscando-vida-nova\/"},"modified":"2008-10-13T00:00:00","modified_gmt":"2008-10-13T03:00:00","slug":"discipulo-aquele-que-imita-o-mestre-buscando-vida-nova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/discipulo-aquele-que-imita-o-mestre-buscando-vida-nova\/","title":{"rendered":"Disc\u00edpulo, aquele que imita o Mestre buscando Vida Nova"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Paulo n\u00e3o se deu o t\u00edtulo de disc\u00edpulo e nem aos crist\u00e3os, usando esse voc\u00e1bulo presente nos evangelhos. Contudo, claramente se percebe o seu interesse pela vida de Cristo e seus ensinamentos. Isso aparece no uso do voc\u00e1bulo \u201cJesus\u201d e \u201cCristo Jesus\u201d. Mas pode afirmar-se que, na sua compreens\u00e3o, o disc\u00edpulo \u00e9 aquele que assume a imita\u00e7\u00e3o do mestre. Cristo deu sua vida. Sua imita\u00e7\u00e3o inclui a corajosa oferta de si na caridade, abnega\u00e7\u00e3o e humildade.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os crist\u00e3os, portanto, s\u00e3o desafiados a humilhar-se e a entregar-se por seus irm\u00e3os. Cristo se fez pobre e de todos cuidou. Esse \u00e9 o par\u00e2metro da imita\u00e7\u00e3o que cabe aos seus disc\u00edpulos, configurando o relacionamento com o Mestre. Nesse \u00edntimo relacionamento, Paulo compreende que est\u00e1 o fundamento da moral dos disc\u00edpulos, de tal modo que as rela\u00e7\u00f5es humanas devem ser para facilitar a experi\u00eancia do relacionamento com Cristo. O relacionamento com Cristo \u00e9 a ilumina\u00e7\u00e3o de todos os relacionamentos de modo que no outro cada um \u00e9 chamado a ver o Cristo. No bilhete a Fil\u00eamon 15-16), com uma extraordin\u00e1ria delicadeza, Paulo faz uma comunica\u00e7\u00e3o ao seu disc\u00edpulo Fil\u00eamon quanto ao retorno de On\u00e9simo. Fil\u00eamon \u00e9 instado a encontrar em On\u00e9simo n\u00e3o mais um escravo, mas um irm\u00e3o bem amado no Senhor Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 Cristo Jesus quem permite alcan\u00e7ar a possibilidade desta igualdade. No contexto paren\u00e9tico de Romanos, 14-1-12, o ap\u00f3stolo indica a import\u00e2ncia do respeito a cada qual, particularmente o respeito \u00e0 consci\u00eancia dos fracos. Vivendo ou morrendo, tudo tem que ser para Cristo. Essa intimidade, configurando o relacionamento entre Cristo e os crist\u00e3os, tem uma adequada express\u00e3o na imagem tradicional do matrim\u00f4nio. A intimidade com Cristo se constitui numa verdadeira uni\u00e3o conjugal. Tal perten\u00e7a n\u00e3o \u00e9 jur\u00eddica. \u00c9 uma propriedade que atinge o fundo do ser de cada disc\u00edpulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando Jesus revela aos disc\u00edpulos que eles tinham um Pai no c\u00e9u sublinha que este \u00e9 tamb\u00e9m o seu Pai. Ele \u00e9 o Pai de miseric\u00f3rdia e das consola\u00e7\u00f5es, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Pai (IICor 1,2-3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ap\u00f3stolo explica, como em Gl 3,26ss, que a consci\u00eancia do estado real dos filhos e filhas de Deus vem da a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. A f\u00e9 em Cristo faz, pois, passar do estado de escravid\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o da verdadeira liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201c\u00c9 porque sois filhos que Deus enviou aos vossos cora\u00e7\u00f5es o Esp\u00edrito de seu Filho, que clama Abba,Pai.\u201d (Gl 4,3-6)\/ (Cf Rm 8,14-16) Este Esp\u00edrito configura a verdadeira identidade de filhos de Deus. O ap\u00f3stolo experimenta essa realidade de maneira muito forte, enchendo-o de uma confian\u00e7a absoluta. Por isso ele exclama: \u201cQuem nos separar\u00e1 do amor de Cristo?\u201d (Rm 8,35-39) Paulo entende que essa uni\u00e3o profunda sustenta a participa\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o na morte e na vida do ressuscitado. Esta uni\u00e3o se verifica pelo batismo, pela Ceia eucar\u00edstica, pela participa\u00e7\u00e3o na paix\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o na vida do ressuscitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A experi\u00eancia do batismo, pr\u00e1tica das primeiras comunidades, \u00e9 a experi\u00eancia de penit\u00eancia e ren\u00fancia ao pecado para receber o dom do Esp\u00edrito Santo. Paulo fala da riqueza desse rito, Rm 6,3-13, como uma consagra\u00e7\u00e3o ao Mestre, vinculando o disc\u00edpulo. Por isso, o mergulho do batismo \u00e9 imagem de um sepultamento. \u00c9 Deus operando para a conquista de uma vida nova, realidade ontol\u00f3gica que ser\u00e1 acompanhada de novos costumes, excluindo o pecado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A comunh\u00e3o na Ceia eucar\u00edstica, longe de toda idolatria, \u00e9 a prova da experi\u00eancia de profunda intimidade e proximidade do crist\u00e3o de Cristo. Ele exemplifica: \u201cN\u00e3o sabeis que aquele que se une a uma prostituta torna-se com ela um s\u00f3 corpo? Mas quem adere ao Senhor torna-se com ele um s\u00f3 esp\u00edrito.\u201d (Rm 6,16-17) Esta uni\u00e3o com o Senhor na Ceia tem, pois, uma import\u00e2ncia fundamental e determinante. \u00c9 um contato f\u00edsico, real com o corpo e o sangue do Senhor, garantindo uma profunda uni\u00e3o com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A comunh\u00e3o na Paix\u00e3o de Cristo \u00e9 muito forte na teologia Paulina. Ele enfrenta muitas dificuldades que s\u00e3o apontadas como fraquezas no seu minist\u00e9rio e na sua vida apost\u00f3lica, os ataques dos judaizantes na defesa da lei, a atitude dos cor\u00edntios e outros pecados nas igrejas. Ele compreende e focaliza o sentido da participa\u00e7\u00e3o dos sofrimentos de Cristo. A participa\u00e7\u00e3o nesses sofrimentos garante a conquista da ressurrei\u00e7\u00e3o. A ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 a vida dilatada na alegria. A vida de Cristo se manifesta no seu corpo e no seu minist\u00e9rio. \u00c9 o Esp\u00edrito que faz experimentar a vida de Cristo no disc\u00edpulo.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">A Comunh\u00e3o em Cristo, Hino ( Fl 2, 1-11 )<\/h4>\n<p> \u00b9Se, portanto, existe algum conforto em Cristo, alguma consola\u00e7\u00e3o no amor, alguma comunh\u00e3o no Esp\u00edrito, alguma ternura e compaix\u00e3o, \u00b2completai a minha alegria, deixando-vos guiar pelos mesmos prop\u00f3sitos e pelo mesmo amor, em harmonia buscando a unidade. \u00b3Nada fa\u00e7ais por ambi\u00e7\u00e3o ou van-gl\u00f3ria, mas, com humildade, cada um considere os outros como superiores a si 4e n\u00e3o cuide somente do que \u00e9 seu, mas tamb\u00e9m do que \u00e9 dos outros. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">5Haja entre v\u00f3s o mesmo sentir e pensar que no Cristo Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">6Ele, existindo em forma divina, n\u00e3o considerou como presa e agarrar o ser igual a Deus, 7mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano, E encontrando em aspecto humano,\u00a0 8humilhou-se, fazendo-se obediente at\u00e9 \u00e0 morte \u2013 e morte de cruz!<\/p>\n<p> 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que est\u00e1 acima de todo nome, 10para que, em o Nome de Jesus, todo joelho se dobre, no c\u00e9u, na terra e abaixo da terra, 11e toda l\u00edngua confesse: \u201cJesus Cristo \u00e9 o Senhor\u201d, para a gl\u00f3ria de Deus Pai. <\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">S\u00faplica pela comunidade e hino Cl 1, 15-20 )<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">15Ele \u00e9 a imagem do Deus invis\u00edvel, o primog\u00eanito de toda a cria\u00e7\u00e3o, 16pois \u00e9 nele que foram criadas todas as coisas, no c\u00e9u e na terra, os seres vis\u00edveis e os invis\u00edveis, tronos, domina\u00e7\u00f5es, principados, potestades; tudo foi criado atrav\u00e9s dele e para ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">17Ele existe antes de todas as coisas e nele todas as coisas t\u00eam consist\u00eancia .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">18Ele \u00e9 a Cabe\u00e7a do corpo, que \u00e9 a igreja; \u00e9 o princ\u00edpio, Primog\u00eanito dentre os mortos, de sorte que em tudo tem a primazia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">19Pois Deus quis fazer habitar nele toda a plenitude 20e, por ele, reconciliar consigo todos os seres, tanto na terra como no c\u00e9u, estabelendo a paz, por meio dele, por seu sangue derramado na cruz<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Sauda\u00e7\u00e3o e hino ( Ef 1, 3-14 )<\/h4>\n<p>3Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos aben\u00e7oou com toda ben\u00e7\u00e3o espiritual nos c\u00e9us, em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">4Nele, Deus nos escolheu, antes da funda\u00e7\u00e3o do mundo, para sermos santos e \u00edntegros diante dele, no amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">5Conforme o des\u00edgnio benevolente de sua vontade, ele nos predestinou \u00e0 doa\u00e7\u00e3o como filhos, por obra de Jesus Cristo, 6para o louvor de sua gra\u00e7a gloriosa, com que nos agraciou no seu bem-amado. 7Nele, e por seu sangue, obtemos a reden\u00e7\u00e3o e recebemos o perd\u00e3o de nossas faltas, segundo a riqueza da gra\u00e7a, 8que Deus derramou profusamente em n\u00f3s, abrindo-nos para toda a sabedoria e intelig\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">9Ele nos fez conhecer o mist\u00e9rio de sua vontade, segundo o des\u00edgnio benevolente que formou desde sempre em Cristo, 10para realiz\u00e1-lo na plenitude dos tempos: recapitular tudo em Cristo, tudo o que existe no c\u00e9u e na terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">11Em Cristo, segundo o prop\u00f3sito daquele que opera tudo de acordo com a decis\u00e3o de sua vontade, fomos feitos seus herdeiros, predestinados 12 a ser, para louvor da sua gl\u00f3ria, os primeiros a p\u00f4r em Cristo nossa esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>13Nele, tamb\u00e9m v\u00f3s ouvistes a palavra da verdade, a Boa-Nova da vossa salva\u00e7\u00e3o. Nele acreditastes e recebestes a marca do Esp\u00edrito Santo prometido, 14que \u00e9 a garantia da nossa heran\u00e7a, at\u00e9 o resgate completo e definitivo, para louvor da sua gl\u00f3ria.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Walmor Oliveira de Azevedo<br \/>Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo n\u00e3o se deu o t\u00edtulo de disc\u00edpulo e nem aos crist\u00e3os, usando esse voc\u00e1bulo presente nos evangelhos. Contudo, claramente se percebe o seu interesse pela vida de Cristo e seus ensinamentos. Isso aparece no uso do voc\u00e1bulo \u201cJesus\u201d e \u201cCristo Jesus\u201d. 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