{"id":11064,"date":"2009-02-20T00:00:00","date_gmt":"2009-02-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/familias-evangelizadas-uma-proposta-para-o-ano-catequetico\/"},"modified":"2009-02-20T00:00:00","modified_gmt":"2009-02-20T03:00:00","slug":"familias-evangelizadas-uma-proposta-para-o-ano-catequetico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/familias-evangelizadas-uma-proposta-para-o-ano-catequetico\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlias Evangelizadas: uma proposta para O Ano Catequ\u00e9tico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Vivemos em um mundo secularizado. O notici\u00e1rio da TV e do r\u00e1dio s\u00f3 nos trazem viol\u00eancia; programas e novelas nos mostram fam\u00edlias fragmentadas e dilaceradas, como se fossem exemplos a serem seguidos. Ouvimos muito falar que hoje j\u00e1 n\u00e3o se cultivam valores essenciais e nem se levam em conta preceitos religiosos quando estes interferem em nossa maneira de viver. No entanto, ainda ouvimos dizer que a fam\u00edlia \u00e9 a c\u00e9lula da sociedade; fam\u00edlia \u00e9 Igreja dom\u00e9stica. Este desabafo inicial n\u00e3o \u00e9 um des\u00e2nimo, antes, trata-se de uma constata\u00e7\u00e3o, por\u00e9m uma constata\u00e7\u00e3o que nos deixa inquietos.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c0s vezes, quando estamos envolvidos com as a\u00e7\u00f5es da Igreja, supomos que vivemos novamente o per\u00edodo de Cristandade e pensamos que a educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9 est\u00e1 sendo dada nas origens do lar, supostamente, crist\u00e3o. Contudo, \u00e9 f\u00e1cil verificar que, em muitas fam\u00edlias se encontram pessoas batizadas que n\u00e3o foram evangelizadas. H\u00e1 muitos cat\u00f3licos que n\u00e3o receberam o an\u00fancio de salva\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, mas que buscam a Igreja \u00e0 procura de sacramentos. Por isso precisamos evangelizar as fam\u00edlias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sabemos dos desafios que se apresentam para um trabalho de evangeliza\u00e7\u00e3o como esse. E sabemos tamb\u00e9m que n\u00e3o podemos nos limitar a oferecer uma catequese em nossas comunidades sem levar em conta a realidade das pessoas com quem convivemos. Uma realidade que consiste, tanto de um lado, na busca desenfreada pelo prazer, conforto, consumo, competi\u00e7\u00e3o, quanto por outro, na luta pela sobreviv\u00eancia, no trabalho como subsist\u00eancia e na conquista de um m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse contexto, a Igreja no Brasil nos oferece \u00e0 reflex\u00e3o, um Ano Catequ\u00e9tico. N\u00e3o um ano dedicado \u00e0 catequese, como muitos poderiam pensar, uma preocupa\u00e7\u00e3o apenas para catequistas, mas um ano de a\u00e7\u00f5es e promo\u00e7\u00f5es para \u201cum despertar de todos os crist\u00e3os para a import\u00e2ncia do aprofundamento e do amadurecimento na f\u00e9, vivida no seio de uma comunidade, empenhada em irradiar a vida em Cristo para toda a sociedade\u201d. \u00c9 o que nos diz o texto do Ano Catequ\u00e9tico Nacional(2), documento aprovado por todos os bispos do Brasil na Assembl\u00e9ia da CNBB de 2007. Isto significa que a Igreja se dirige a todos os crist\u00e3os cat\u00f3licos, de todas as pastorais, de todos os movimentos, de todos os segmentos para que, em comunh\u00e3o, numa verdadeira pastoral de conjunto, possamos \u201cdar um novo impulso \u00e0 catequese como servi\u00e7o eclesial e como caminho para o discipulado\u201d(3) de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Algumas vezes, pode parecer que o discurso eclesial se apresente distante da realidade e que achemos inating\u00edveis as metas e os objetivos de uma proposta de a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria como essa. Da\u00ed logo levantarmos obst\u00e1culos e dificuldades e nos sentirmos incapazes de encetar tal miss\u00e3o. Todavia, alenta-nos o fato de n\u00e3o sermos uma Igreja de resultados, cabe-nos apenas, como disc\u00edpulos mission\u00e1rios, semear. Como nos afirma S\u00e3o Paulo \u201cEu plantei, Apolo regou\u201d (1Cor 3,6), Deus \u00e9 que faz a obra crescer. A obra \u00e9 d\u2019Ele. O projeto do Reino \u00e9 de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A experi\u00eancia de um encontro com o Mestre, a exemplo daquele que tiveram os disc\u00edpulos de Ema\u00fas (Lc 24,13-35), experi\u00eancia que abrasou seus cora\u00e7\u00f5es e trouxe significado \u00e0 sua caminhada, precisa ser levada \u00e0s fam\u00edlias de nossas comunidades, indiferentes, distantes, sofridas e pobres.\u00a0 E \u00e9 preciso lembrar que antes de falar, Jesus ouviu as ang\u00fastias e decep\u00e7\u00f5es dos disc\u00edpulos e caminhou devagar com eles at\u00e9 lev\u00e1-los \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria esperan\u00e7a. Muitas fam\u00edlias precisam exatamente disso: serem ouvidas pela Igreja em suas decep\u00e7\u00f5es e ang\u00fastias. Muitas fam\u00edlias precisam de que a Igreja caminhe com elas devagar e lhes devolva a esperan\u00e7a.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Margareth Villalba(1)<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Notas<\/h4>\n<ol>\n<li>Psicopedagoga e Coordenadora da Escola de Forma\u00e7\u00e3o de Catequistas do Regional Centro-Oeste.<\/li>\n<li>Texto-base do Ano Catequ\u00e9tico Nacional n\u00ba 6<\/li>\n<li>idem n\u00ba7<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos em um mundo secularizado. O notici\u00e1rio da TV e do r\u00e1dio s\u00f3 nos trazem viol\u00eancia; programas e novelas nos mostram fam\u00edlias fragmentadas e dilaceradas, como se fossem exemplos a serem seguidos. 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