{"id":11154,"date":"2008-11-20T00:00:00","date_gmt":"2008-11-20T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/as-politicas-publicas-e-a-desigualdade-racial-no-brasil-120-anos-apos-a-abolicao\/"},"modified":"2008-11-20T00:00:00","modified_gmt":"2008-11-20T02:00:00","slug":"as-politicas-publicas-e-a-desigualdade-racial-no-brasil-120-anos-apos-a-abolicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/as-politicas-publicas-e-a-desigualdade-racial-no-brasil-120-anos-apos-a-abolicao\/","title":{"rendered":"As pol\u00edticas p\u00fablicas e a desigualdade racial no Brasil 120 anos ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O estudo das quest\u00f5es ligadas \u00e0s desigualdades raciais \u00e9 um desafio que o Ipea tem se proposto a enfrentar nos \u00faltimos anos. Em que pese o fato da tem\u00e1tica racial, no Brasil, ser um objeto de estudo de alcance e interesse ainda limitado, o debate sobre o tema tem ganhado progressivo relevo. Nesse processo, pode-se identificar inclusive que, ao longo dos \u00faltimos 20 anos, o pr\u00f3prio tratamento dado \u00e0 quest\u00e3o das desigualdades raciais alterou-se significativamente no pa\u00eds.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As d\u00e9cadas de 1980 e 1990 foram marcadas por um contexto onde o debate era mobilizado pela quest\u00e3o da exist\u00eancia ou n\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o racial no pa\u00eds. A democracia racial ainda se colocava como um paradigma a ser questionado, e o reconhecimento das desigualdades raciais e a reflex\u00e3o sobre suas causas precisava se consolidar. A partir de meados dos anos 90, entretanto, os termos do debate se transformaram. Reconhecida a injustific\u00e1vel desigualdade racial que, ao longo do s\u00e9culo, marca a trajet\u00f3ria dos grupos negros e brancos, assim como sua estabilidade ao correr do tempo, a discuss\u00e3o passa progressivamente a se concentrar nas iniciativas necess\u00e1rias, em termos da a\u00e7\u00e3o p\u00fablica, para o seu enfrentamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse sentido, o avan\u00e7o \u00e9 expressivo. Ele se explica, em parte, pelo avan\u00e7o observado nos diagn\u00f3sticos, pesquisas e an\u00e1lises sobre a tem\u00e1tica no pa\u00eds, herdeiras dos estudos pioneiros sobre as desigualdades raciais no final da d\u00e9cada 1970. Mas \u00e9, sobretudo, pela progressiva mobiliza\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o do Movimento Negro e de sua crescente presen\u00e7a no espa\u00e7o p\u00fablico, apresentando demandas e debatendo a necessidade de formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas e setoriais, que se deve a mudan\u00e7a observada.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/cnbbjoomla.sitesparresia.com\/wp-content\/uploads\/sites\/85\/2008\/11\/files_4a854db9336eb.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Confira a cartilha na \u00edntegra.<\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo das quest\u00f5es ligadas \u00e0s desigualdades raciais \u00e9 um desafio que o Ipea tem se proposto a enfrentar nos \u00faltimos anos. Em que pese o fato da tem\u00e1tica racial, no Brasil, ser um objeto de estudo de alcance e interesse ainda limitado, o debate sobre o tema tem ganhado progressivo relevo. 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