{"id":11183,"date":"2010-02-15T00:00:00","date_gmt":"2010-02-15T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ainda-o-celibato-sacerdotal\/"},"modified":"2010-02-15T00:00:00","modified_gmt":"2010-02-15T02:00:00","slug":"ainda-o-celibato-sacerdotal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ainda-o-celibato-sacerdotal\/","title":{"rendered":"Ainda o Celibato Sacerdotal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A disciplina da Igreja em n\u00e3o admitir vida matrimonial aos seus Presb\u00edteros, n\u00e3o \u00e9 assunto evidente. Sua compreens\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Jesus, ao aconselhar essa pr\u00e1tica, (num contexto de fidelidade conjugal), j\u00e1 advertiu que nem todos compreenderiam: \u201cNem todos entendem isso, a n\u00e3o ser aqueles a quem \u00e9 concedido\u201d (Mt 19, 11). E fica estabelecido desde j\u00e1 que cat\u00f3licos, que n\u00e3o manifestam sintonia com essa praxe eclesial, n\u00e3o deixam de ser cat\u00f3licos. Pelo simples fato de o costume ter sido introduzido pela Igreja, e n\u00e3o ser artigo de f\u00e9. Mas ser simplesmente contra o celibato, seria falta de delicadeza para com Jesus, que estimulou o n\u00e3o-casamento, por causa do Reino dos c\u00e9us. Seria querer corrigir o Cristo. Al\u00e9m de estimular o clero a n\u00e3o ser fiel&#8230;<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 um ensinamento permanente da comunidade eclesial que o celibato \u00e9 sumamente conveniente ao minist\u00e9rio sagrado. As duas realidades se chamam, uma \u00e0 outra. Ademais, desde a mais remota antiguidade crist\u00e3 se fala da fecundidade pastoral de quem entregou toda a sua vida por Cristo (S. Paulo, S.Ambr\u00f3sio, S.Agostinho, os mestres de espiritualidade, os Conc\u00edlios, os Papas). Por essa raz\u00e3o j\u00e1 o S\u00ednodo de Elvira (Granada), no come\u00e7o do s\u00e9culo IV, prescreveu a praxe celibat\u00e1ria. Posteriormente, al\u00e9m de in\u00fameras outras regulamenta\u00e7\u00f5es, o Conc\u00edlio de Trento confirmou tal atitude. Portanto, o que muitos reivindicam -a livre escolha entre ser Sacerdote celibat\u00e1rio ou casado \u2013 j\u00e1 existiu por v\u00e1rios s\u00e9culos na Igreja, e os seus pr\u00f3prios membros\u00a0 \u00e9 que chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que o celibato deveria ser exigido e n\u00e3o s\u00f3 proposto. No Vaticano II os Bispos poderiam ter mudado essa disciplina. Mas n\u00e3o. Encorajados pelos Bispos das Igrejas Orientais Cat\u00f3licas, cujo clero n\u00e3o \u00e9 c\u00e9libe, mantiveram e estimularam a pr\u00e1tica. Nos meus quase 28 anos de Bispo, vi grandes Padres, Sacerdotes fi\u00e9is e generosos. E fico triste ao ver o sil\u00eancio da opini\u00e3o p\u00fablica sobre a maioria desses santos Ministros. Ao contr\u00e1rio, quando algum deles erra, tudo \u00e9 esquadrinhado com lupa, com holofotes e alto-falantes. Sou a favor do celibato, bem motivado, livremente escolhido e bem formado. Porque, na verdade, a fam\u00edlia do Padre \u00e9 alegre, fecunda, e s\u00e9ria. Satisfaz seu cora\u00e7\u00e3o. Trata-se da comunidade dos fi\u00e9is. Voc\u00ea j\u00e1 rezou pelos Padres?<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann scj<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A disciplina da Igreja em n\u00e3o admitir vida matrimonial aos seus Presb\u00edteros, n\u00e3o \u00e9 assunto evidente. Sua compreens\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Jesus, ao aconselhar essa pr\u00e1tica, (num contexto de fidelidade conjugal), j\u00e1 advertiu que nem todos compreenderiam: \u201cNem todos entendem isso, a n\u00e3o ser aqueles a quem \u00e9 concedido\u201d (Mt 19, 11). 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