{"id":11206,"date":"2010-02-18T00:00:00","date_gmt":"2010-02-18T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/economia-e-vida\/"},"modified":"2010-02-18T00:00:00","modified_gmt":"2010-02-18T02:00:00","slug":"economia-e-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/economia-e-vida\/","title":{"rendered":"Economia e Vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 \u00e9 auspiciosa uma Campanha da Fraternidade ecum\u00eanica. Ela mostra que \u00e9 poss\u00edvel as Igrejas se entenderem em torno das quest\u00f5es importantes, que dizem respeito \u00e0 vida.\u00a0 Uma campanha ecum\u00eanica come\u00e7a fazendo o servi\u00e7o de casa, advertindo as religi\u00f5es que elas precisam se colocar a servi\u00e7o da vida, se querem ter sentido e se pretendem ser acolhidas no seio da sociedade. Colocando-se em fun\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es vitais, as religi\u00f5es aprendem tamb\u00e9m a relativizar as diferen\u00e7as, e a minimizar as controv\u00e9rsias. A f\u00e9 ilumina a vida, mas a vida motiva e direciona a f\u00e9.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Juntas, as Igrejas que comp\u00f5em o Conic \u2013 o Conselho Nacional de Igrejas Crist\u00e3s \u2013 se sentiram animadas a desafiar a sociedade brasileira a olhar de frente a economia, com a convic\u00e7\u00e3o de que ela pode ser pensada em fun\u00e7\u00e3o da vida de todos. Da\u00ed o tema da campanha: Fraternidade e Economia, com um lema que logo coloca o dedo na ferida: \u201cn\u00e3o podeis servir a Deus e ao dinheiro!\u201d, citando a frase contundente de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O lema \u00e9, certamente, desafiador. Ele logo diferencia o absoluto do relativo. S\u00f3 Deus \u00e9 absoluto, o dinheiro n\u00e3o! E por deriva\u00e7\u00e3o, nada \u00e9 absoluto na economia, nem a pretensa imutabilidade de suas leis, como se apregoou nos tempos \u00e1ureos em que o sistema econ\u00f4mico hegem\u00f4nico no mundo parecia estar com a raz\u00e3o, com a verdade,\u00a0 e com o dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A recente crise econ\u00f4mica mundial deixou bem claro que a economia precisa estar submetida a crit\u00e9rios que a regulem, a direcionem para suas verdadeiras finalidades, e a tornem vi\u00e1vel e adequada \u00e0s possibilidades reais que a condicionam e a fazem buscar sua racionalidade e sua fun\u00e7\u00e3o no contexto do mundo em que vivemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A primeira tarefa da campanha da fraternidade deste ano \u00e9 desmontar a pretensa auto sufici\u00eancia do mercado, express\u00e3o cabal do sistema econ\u00f4mico predominante nos \u00faltimos s\u00e9culos. A economia \u00e9 uma atividade humana, com profundas incid\u00eancias na vida das pessoas, e que necessita ser guiada por crit\u00e9rios \u00e9ticos, que lhe d\u00eaem n\u00e3o s\u00f3 viabilidade pr\u00e1tica, mas tamb\u00e9m finalidade e sentido humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na verdade, o desafio \u00e9 complexo.\u00a0 O seu enfrentamento precisa ser feito de maneira global e solid\u00e1ria. Repensar a economia mundial, para que ela se realize em sintonia com\u00a0 as exig\u00eancias ecol\u00f3gicas e esteja a servi\u00e7o da vida de toda a humanidade, n\u00e3o \u00e9 tarefa a ser realizada por iluminados que detenham solu\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas ou arbitr\u00e1rias.\u00a0 E\u00a0 um desafio que pede a participa\u00e7\u00e3o adequada e respons\u00e1vel de todos. O tamanho do problema convida para uma postura de di\u00e1logo e de colabora\u00e7\u00e3o. A crise mundial da economia \u00e9 oportunidade para despertar sentimentos de modera\u00e7\u00e3o e de busca coletiva de solu\u00e7\u00f5es. J\u00e1 \u00e9 apelo para a fraternidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas a campanha n\u00e3o se limita \u00e0 dimens\u00e3o macro econ\u00f4mica, por mais importante que ela seja, e por mais que convoque os governantes para a busca de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pois a economia, al\u00e9m de sua evidente dimens\u00e3o global, apresenta tamb\u00e9m aspectos pr\u00e1ticos e cotidianos, que interferem diretamente na vida das pessoas.\u00a0 Por isto, faz parte dos objetivos da campanha explicitar as repercuss\u00f5es cotidianas da economia, para perceber como ela pode se tornar terreno prop\u00edcio para a pr\u00e1tica da solidariedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste sentido, pode parecer estranho que uma realidade como esta, com tantas incid\u00eancias humanas, tenha demorado tanto para ser abordada por uma campanha de fraternidade. Em todo o caso, agora a campanha chega num bom momento, favorecido pela abertura ecum\u00eanica e pela consci\u00eancia ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste contexto, recebem motiva\u00e7\u00e3o e interesse as experi\u00eancias de economia solid\u00e1ria que poder\u00e3o ser divulgadas. Em todo o caso, estamos diante de uma campanha com evidentes apelos globais, mas tamb\u00e9m com abundantes oportunidades concretas da pr\u00e1tica da solidariedade no exerc\u00edcio da economia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um bom convite, que chega em boa hora!<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Luiz Dem\u00e9trio Valentini<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 \u00e9 auspiciosa uma Campanha da Fraternidade ecum\u00eanica. Ela mostra que \u00e9 poss\u00edvel as Igrejas se entenderem em torno das quest\u00f5es importantes, que dizem respeito \u00e0 vida.\u00a0 Uma campanha ecum\u00eanica come\u00e7a fazendo o servi\u00e7o de casa, advertindo as religi\u00f5es que elas precisam se colocar a servi\u00e7o da vida, se querem ter sentido e se pretendem &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/economia-e-vida\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Economia e Vida<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11206"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=11206"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11206\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=11206"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=11206"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=11206"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}