{"id":11221,"date":"2010-02-22T00:00:00","date_gmt":"2010-02-22T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/hoje-ainda-se-pode-falar-em-pudor\/"},"modified":"2010-02-22T00:00:00","modified_gmt":"2010-02-22T03:00:00","slug":"hoje-ainda-se-pode-falar-em-pudor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/hoje-ainda-se-pode-falar-em-pudor\/","title":{"rendered":"Hoje ainda se pode falar em pudor?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u00c0 primeira vista isso \u00e9 assunto para se envergonhar. Parece ser tema que sobrou dos tempos de antanho. Nos dias atuais estar\u00edamos acima de tal preconceito. Sentir pudor (vergonha) seria um ensinamento equivocado de nossas m\u00e3es. Na inten\u00e7\u00e3o delas, cultivar esse sentimento seria para salvaguardar valores, imprimir autoestima pelo nosso corpo, e transmitir respeito diante de outras pessoas. Mas eu acho que isso n\u00e3o vem s\u00f3 de nossas m\u00e3es.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O fato \u00e9 que sentir vergonha \u00e9 uma defesa que se encontra no meio de todos os povos. Tive ocasi\u00e3o, de no m\u00eas de outubro de 2009, estar na aldeia Surucucu, na Amaz\u00f4nia, onde vivem ind\u00edgenas Yanomami, dos mais primitivos do planeta. Eles n\u00e3o usam roupas, mas tanto eles como elas, usam o assim chamado tapa-sexo. Nenhum cara p\u00e1lida ensinou isso a eles. Est\u00e1 na tradi\u00e7\u00e3o mais antiga daquele povo. Nem admitem tirar fotos (desejo de privacidade). Disso concluo que nossas queridas m\u00e3es apenas refor\u00e7am essa educa\u00e7\u00e3o. O recato e a dec\u00eancia, est\u00e3o no nosso sangue. N\u00e3o sentir pudor parece indicar que n\u00e3o apresentamos diante de outrem, a\u00a0 riqueza da nossa personalidade. Mas selecionamos uma oferta carnal, reducionista de n\u00f3s mesmos, sem a grandeza do amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Considero esse sentimento um valor a ser preservado. \u00c9 como honrar pai e m\u00e3e, princ\u00edpio que n\u00e3o pode ser eliminado jamais. O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o querer oferecer, gratuitamente, camisinhas nas escolas, \u00e9 o c\u00famulo da deseduca\u00e7\u00e3o, pois ensina a vilipendiar o corpo e a menosprezar o amor. J\u00e1 na segunda p\u00e1gina da B\u00edblia lemos:\u201dTive medo, porque estou nu, e me escondi\u201d (Gen 3, 10). Todos n\u00f3s, por sentimento de pudor, n\u00e3o admitimos conversas \u00edntimas com qualquer pessoa. Os segredos de nossa vida particular, n\u00e3o revelamos em p\u00fablico. Perguntas indiscretas n\u00e3o merecem resposta. Na nossa casa n\u00e3o deixamos entrar estranhos. At\u00e9 a pol\u00edcia precisa ter autoriza\u00e7\u00e3o para adentrar nossa resid\u00eancia. Queiram-me bem. O Carnaval no Brasil \u00e9\u00a0 um acontecimento fant\u00e1stico, express\u00e3o da mais forte alegria. Mas n\u00e3o aprecio as insinua\u00e7\u00f5es de nudismo, e as exibi\u00e7\u00f5es desinibidas. Garantidamente, onde n\u00e3o existe pudor, n\u00e3o h\u00e1 castidade. E esta \u00e9 um alto valor da vida humana. O povo n\u00e3o diz diante de pessoas despudoradas: \u201cn\u00e3o tem vergonha na cara\u201d?\u00a0 A nova gera\u00e7\u00e3o deve ser ajudada, para aprender que o recato \u00e9 uma riqueza da vida.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 primeira vista isso \u00e9 assunto para se envergonhar. Parece ser tema que sobrou dos tempos de antanho. Nos dias atuais estar\u00edamos acima de tal preconceito. Sentir pudor (vergonha) seria um ensinamento equivocado de nossas m\u00e3es. Na inten\u00e7\u00e3o delas, cultivar esse sentimento seria para salvaguardar valores, imprimir autoestima pelo nosso corpo, e transmitir respeito diante &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/hoje-ainda-se-pode-falar-em-pudor\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Hoje ainda se pode falar em pudor?<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11221"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=11221"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11221\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=11221"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=11221"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=11221"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}