{"id":11241,"date":"2010-03-01T00:00:00","date_gmt":"2010-03-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/qcomoq\/"},"modified":"2010-03-01T00:00:00","modified_gmt":"2010-03-01T03:00:00","slug":"qcomoq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/qcomoq\/","title":{"rendered":"&#8220;Como&#8221;?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O Quarto Congresso Arquidiocesano de Pastoral teve como tema o \u201cAn\u00fancio Querigm\u00e1tico e Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Vida Crist\u00e3\u201d. A reflex\u00e3o a n\u00f3s oferecida pelo Pe. Luiz Henrique foi de grande riqueza, tanto teol\u00f3gica quanto espiritual e pastoral. Das propostas dos grupos de reflex\u00e3o, tabuladas pela coordena\u00e7\u00e3o de pastoral, destaco duas: Acolhida e An\u00fancio-Querigma.\u00a0 Vai aqui para o leitor interessado uma breve reflex\u00e3o sobre a Acolhida e sobre o An\u00fancio-Querigm\u00e1tico, impl\u00edcito tamb\u00e9m na proposta da miss\u00e3o, do \u201cIr ao encontro\u201d.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acolher \u00e9, antes de tudo, ter o cora\u00e7\u00e3o aberto e atento ao outro que chega. Isto se faz no dia a dia, nos pequenos encontros que temos com os outros e se faz de forma organizada, sobretudo em tempos de grande mobilidade social. Lembro-me que o papa Jo\u00e3o Paulo II falava na \u201cNovo Millennio Ineunte\u201d\u00a0 duas vezes de casa:\u00a0 1.\u201cfazer da Igreja a casa da comunh\u00e3o\u201d(n. 43); 2. \u201cpor isso devemos procurar que os pobres se sintam, em cada comunidade crist\u00e3 como em sua casa\u201d(n. 50). A Igreja \u00e9 comunidade. O migrante, que chega, \u00e9 acolhido atrav\u00e9s da visita mission\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por isso a acolhida est\u00e1 ligada ao \u201cir ao encontro\u201d. S\u00e3o duas dimens\u00f5es de uma mesma miss\u00e3o. Receber bem na porta da igreja o(a) irm\u00e3o(\u00e3), ou o desconhecido que chega, \u00e9 de suma import\u00e2ncia. Mas \u00e9 preciso ir mais longe: acolher aquele que chegou ao bairro, vindo de outra parte. Por isso \u00e9 fundamental \u201cir ao encontro\u201d Ser acolhido como membro da fam\u00edlia, poder fazer a experi\u00eancia da perten\u00e7a, sentir-se \u00e0 vontade na comunidade crist\u00e3 \u201ccomo em sua casa\u201d, reconhecido em sua dignidade de pessoa, filho(a) de Deus, eis o segredo da aut\u00eantica evangeliza\u00e7\u00e3o. A atitude de acolhimento faz do cora\u00e7\u00e3o do disc\u00edpulo o abrigo dos amigos e dos que sofrem na procura da paz. A visita mission\u00e1ria deve despertar o desejo no visitado de conhecer a casa do mission\u00e1rio. \u201cMestre, onde moras?\u201d( Jo 1,38). \u201cVinde e vede\u201d(Jo 1,39). Eles foram e gostaram. Nunca mais se afastaram daquela casa. A morada de Jesus era o Pai e o clima era o Esp\u00edrito Santo. Assim deve ser a Igreja: casa da comunh\u00e3o, abrigo para os que sofrem. A proposta de Aparecida \u00e9 clara: \u201cA convers\u00e3o pastoral de nossas comunidades exige que se v\u00e1 al\u00e9m de uma pastoral de mera conserva\u00e7\u00e3o para uma pastoral decididamente mission\u00e1ria. Assim ser\u00e1 poss\u00edvel que \u2018o \u00fanico programa do evangelho continue introduzindo-se na hist\u00f3ria de cada comunidade eclesial\u2019 com novo ardor mission\u00e1rio, fazendo com que a Igreja se manifeste como m\u00e3e que vai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunh\u00e3o mission\u00e1ria\u201d(n. 370). O Papa Jo\u00e3o Paulo II insistiu muitas vezes no ardor mission\u00e1rio, alma da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, concitando-nos a deixar-nos \u201cinvadir pelo ardor da prega\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica que se seguiu ao Pentecostes\u201d. E continua: \u201cEsta paix\u00e3o n\u00e3o deixar\u00e1 de suscitar na Igreja nova missionariedade, que n\u00e3o poder\u00e1 ser delegada a um grupo de \u2018especialistas\u2019, mas dever\u00e1 corresponsabilizar todos os membros do Povo de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quem verdadeiramente encontrou Cristo, n\u00e3o pode guard\u00e1-lo para si; tem de anunciar. \u00c9 preciso um novo \u00edmpeto apost\u00f3lico, vivido como compromisso di\u00e1rio das comunidades e grupos crist\u00e3os\u201d(NMI 40).\u00a0\u00a0 Estamos apenas tateando na busca de novos caminhos. Algumas experi\u00eancias est\u00e3o em andamento em nossa Igreja. \u00c9 importante encontrar o \u201cCOMO\u201d. O \u201cQUEM\u201d, j\u00e1 o temos: todos os que participam da Eucaristia em nossas comunidades. O bispo, os padres e os di\u00e1conos puxam o processo.\u00a0 O \u201cCOM QUE\u201d se refere aos meios. Muitas foram as indica\u00e7\u00f5es de meios para despertar para a miss\u00e3o: retiros querigm\u00e1ticos, forma\u00e7\u00e3o para as lideran\u00e7as, etc&#8230; O \u201cQUANDO\u201d \u00e9 agora, j\u00e1. Uma coisa, por\u00e9m, \u00e9 absolutamente indispens\u00e1vel. Recordava-nos Jo\u00e0o Paulo II: \u201c\u00c9 muito importante que tudo o que com a ajuda de Deus nos propusermos, esteja profundamente radicado na contempla\u00e7\u00e3o e na ora\u00e7\u00e3o. O nosso tempo \u00e9 vivido em cont\u00ednuo movimento que muitas vezes chega \u00e0 agita\u00e7\u00e3o, caindo-se facilmente no risco de fazer por fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 que resistir a esta tenta\u00e7\u00e3o, procurando o SER acima do FAZER\u201d(NMI 15). \u201cMas, nosso testemunho seria excessivamente pobre, se n\u00e3o f\u00f4ssemos primeiro contemplativos de seu rosto\u201d( NMI\u00a0 16). Ainda: \u201cNo \u00e2mbito da programa\u00e7\u00e3o pastoral que nos espera, apostar com a maior confian\u00e7a numa pastoral que contemple o devido espa\u00e7o para a ora\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria significa respeitar um princ\u00edpio essencial da vis\u00e3o crist\u00e3 da vida: o primado da gra\u00e7a. Quando n\u00e3o se respeita este primado, n\u00e3o h\u00e1 que se maravilhar se os projetos pastorais se destinam ao fracasso e deixam na alma um deprimente sentido de frustra\u00e7\u00e3o\u201d( NMI 38).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pe\u00e7amos ao Senhor, com Maria, a Senhora da Ponte, um novo Pentecostes para nossa Igreja de Sorocaba.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Quarto Congresso Arquidiocesano de Pastoral teve como tema o \u201cAn\u00fancio Querigm\u00e1tico e Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Vida Crist\u00e3\u201d. A reflex\u00e3o a n\u00f3s oferecida pelo Pe. Luiz Henrique foi de grande riqueza, tanto teol\u00f3gica quanto espiritual e pastoral. 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