{"id":11270,"date":"2009-09-01T00:00:00","date_gmt":"2009-09-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/triangulo-amoroso\/"},"modified":"2009-09-01T00:00:00","modified_gmt":"2009-09-01T03:00:00","slug":"triangulo-amoroso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/triangulo-amoroso\/","title":{"rendered":"Tri\u00e2ngulo amoroso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Ser\u00e1 que podemos amar os animais e os vegetais?\u00a0 Frederico Sciacca,\u00a0 fil\u00f3sofo crist\u00e3o italiano, diz que n\u00e3o. S\u00f3 podemos gostar deles.\u00a0 Isso porque olhamos para esses seres sob o crit\u00e9rio da utilidade, sobre a vantagem que me trazem. Logo, nossas rela\u00e7\u00f5es para com eles n\u00e3o s\u00e3o desinteressadas. Isso n\u00e3o permite falar que os amamos. Mas podemos amar as pessoas, porque elas n\u00e3o s\u00e3o meio, mas fim em si mesmas. Por\u00a0 terem algo de infinito, as pessoas n\u00e3o podem ser usadas como meios. Por isso podemos am\u00e1-las. Mas n\u00e3o de maneira abstrata: \u201camo a humanidade\u201d. N\u00e3o se pode amar id\u00e9ias, mas homens e mulheres concretos. Caso contr\u00e1rio, apenas estar\u00edamos\u00a0 arranjando um \u00e1libi c\u00f4modo, para justificar delitos. Assim tamb\u00e9m a Deus, por ser uma pessoa,\u00a0 s\u00f3 podemos am\u00e1-lo de modo concreto e n\u00e3o abstrato. E O amamos em Cristo, Deus feito verdadeiro homem, identificado em nosso semelhante. Por isso, diz o fil\u00f3sofo italiano, s\u00f3 os crist\u00e3os podem, verdadeiramente, amar a Deus. N\u00e3o vejo nessa afirma\u00e7\u00e3o nenhum del\u00edrio, mas sim, muita ousadia.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Cristo ensinou que s\u00f3 podemos amar o nosso semelhante, segundo um crit\u00e9rio: \u201cAmai vosso semelhante como a v\u00f3s mesmos\u201d (Mt 22, 39). Portanto, para amar o pr\u00f3ximo devemos antes de tudo amar-nos a n\u00f3s mesmos como pessoas. Isso vai muito al\u00e9m da auto-estima. Caso eu fa\u00e7a a finalidade da minha vida o possuir dinheiro, \u00e9 porque eu me considero como um meio para alcan\u00e7ar a riqueza. Se tratarmos os outros como meios para a nossa utilidade, isso \u00e9 sinal de que nos apreciamos a n\u00f3s da mesma forma. A primeira caridade devemos te-la conosco mesmos, ao nos considerarmos como pessoas.\u00a0 S\u00f3 quem ama a si mesmo como ser humano, \u00e9\u00a0 capaz de amar os outros. Quem se ama como coisa n\u00e3o amar\u00e1 ningu\u00e9m. Devemos realizar-nos de acordo com a nossa grande voca\u00e7\u00e3o. A riqueza que devemos ter no instante\u00a0 de nossa morte\u00a0 consiste naquilo que doamos, e na\u00a0 doa\u00e7\u00e3o que fizemos da nossa pessoa aos outros. O amor verdadeiro \u00e9 dom total, para que as outras pessoas se realizem em conformidade com sua voca\u00e7\u00e3o profunda. Mas n\u00e3o nos enganemos. S\u00f3 podemos nos amar de fato, se amamos a Deus.\u00a0 Porque a sua gra\u00e7a nos revela que somos seus filhos, e jamais\u00a0 sentiremos a ang\u00fastia de uma solid\u00e3o total. Assim se fecha, segundo Cristo, o tri\u00e2ngulo amoroso que deve existir, entre o Ser infinito, o nosso eu, e o semelhante.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e1 que podemos amar os animais e os vegetais?\u00a0 Frederico Sciacca,\u00a0 fil\u00f3sofo crist\u00e3o italiano, diz que n\u00e3o. S\u00f3 podemos gostar deles.\u00a0 Isso porque olhamos para esses seres sob o crit\u00e9rio da utilidade, sobre a vantagem que me trazem. Logo, nossas rela\u00e7\u00f5es para com eles n\u00e3o s\u00e3o desinteressadas. Isso n\u00e3o permite falar que os amamos. Mas &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/triangulo-amoroso\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Tri\u00e2ngulo amoroso<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11270"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=11270"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11270\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=11270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=11270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=11270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}