{"id":11284,"date":"2009-06-09T00:00:00","date_gmt":"2009-06-09T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-eterno-feminino\/"},"modified":"2009-06-09T00:00:00","modified_gmt":"2009-06-09T03:00:00","slug":"o-eterno-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-eterno-feminino\/","title":{"rendered":"O Eterno Feminino"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Houve uma not\u00edcia que, \u00e0 primeira vista, parece ter chamuscado, de leve, a grande fama de homem \u00edntegro e reto, de Jo\u00e3o Paulo II. Espalhou-se a not\u00edcia, com o poder de um raio, de que o maior Papa dos \u00faltimos s\u00e9culos, teria mantido uma correspond\u00eancia, de v\u00e1rias d\u00e9cadas, com uma psiquiatra, conhecida em tempos de juventude. Segundo afirma\u00e7\u00f5es da comiss\u00e3o, que estuda o caminho de beatifica\u00e7\u00e3o do Pont\u00edfice Woytila, tal epistol\u00e1rio n\u00e3o cont\u00e9m nada que pudesse, nem de leve, derrubar a fama de santidade, do ilustre sucessor de Pedro. Penso que a an\u00e1lise dessas cartas vir\u00e1 a confirmar o equil\u00edbrio psicol\u00f3gico, a normalidade de sua personalidade, e o profundo amor a Deus e ao pr\u00f3ximo de que era possu\u00eddo o seu cora\u00e7\u00e3o. Isso me fez lembrar que a amizade espiritual de um Santo com uma Santa, n\u00e3o \u00e9 acontecimento t\u00e3o raro. Basta lembrar a profunda amizade reinante entre S\u00e3o Francisco e Santa Clara; entre S\u00e3o Bento e Santa Escol\u00e1stica; e mesmo entre Jesus e Santa Maria Madalena. Ou nos tempos atuais, a profunda simbiose de espiritualidade entre o maior te\u00f3logo\u00a0 do s\u00e9culo XX Hans Urs von Balthasar e Adrienne von Speyr. \u00c9 importante lembrar que em todas estas amizades, nada havia de carnal ou genital. Tratava-se de um crescimento rec\u00edproco no mais elevado n\u00edvel. Tais afinidades, em vez de estorvar, aprofundavam os mais nobres ideais.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Qualquer Sacerdote, que busca a santidade de vida, poderia dizer com seguran\u00e7a, que as mulheres ajudam na realiza\u00e7\u00e3o vocacional, em vez de estorvar. O feminino, diante do masculino, \u00e9 um mist\u00e9rio do tamanho de uma abismo. Chega a se tornar uma via de acesso ao mist\u00e9rio divino.\u00a0 \u201cEle os criou homem e mulher\u201d\u00a0 (Gen 1,27). Os dois, por serem um enigma, surgem polarizados, for\u00e7ados a permanentes transi\u00e7\u00f5es. Procuram no outro p\u00f3lo o seu sossego, o seu complemento e a sua inspira\u00e7\u00e3o. O ser humano s\u00f3 pode ser homem ou mulher. E o \u00e9 desde a altura do esp\u00edrito at\u00e9 as c\u00e9lulas\u00a0 de seu corpo. O homem \u00e9 a palavra, a iniciativa. A mulher \u00e9 a resposta, o est\u00edmulo, o fruto comum. S\u00f3 o ser humano, dentro da natureza, \u00e9 imagem e semelhan\u00e7a de Deus. Os dois n\u00e3o s\u00e3o chamados a se apoderarem um do outro, ou se defrontarem. Mas para olharem, a dois, para o infinito de seus ideais. Eis um dos grandes mist\u00e9rios da obra divina. Apenas o pecado pode neutralizar essa beleza da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Houve uma not\u00edcia que, \u00e0 primeira vista, parece ter chamuscado, de leve, a grande fama de homem \u00edntegro e reto, de Jo\u00e3o Paulo II. 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