{"id":11296,"date":"2010-03-03T00:00:00","date_gmt":"2010-03-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/por-uma-verdadeira-lideranca-do-brasil-no-enfrentamento-das-mudancas-climaticas\/"},"modified":"2010-03-03T00:00:00","modified_gmt":"2010-03-03T03:00:00","slug":"por-uma-verdadeira-lideranca-do-brasil-no-enfrentamento-das-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/por-uma-verdadeira-lideranca-do-brasil-no-enfrentamento-das-mudancas-climaticas\/","title":{"rendered":"Por uma verdadeira lideran\u00e7a do Brasil no enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: justify\">Um pouco de Conjuntura Internacional<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">A Confer\u00eancia da ONU sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, em Copenhague, mobilizou o mundo inteiro. O Aquecimento Global que vem amea\u00e7ando ilhas e cidades litor\u00e2neas, al\u00e9m de ter mudado todo o clima, com tuf\u00f5es onde antes n\u00e3o existiam, grandes per\u00edodos de seca ou de chuva, deixou a humanidade em alerta para ver o que a c\u00fapula do clima faria.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O que se viu, no entanto, foi o fracasso total de um acordo para o bem do planeta e dos seres humanos. A Confer\u00eancia de Copenhague foi a maior confer\u00eancia da hist\u00f3ria da ONU, com 193 chefes de estado e mais de 46 mil participantes. O que se discutiu l\u00e1 dentro n\u00e3o tinha rela\u00e7\u00e3o alguma com a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa ou com o socorro \u00e0s comunidades que j\u00e1 est\u00e3o sofrendo com os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O que se viu foi uma grande feira do capitalismo verde, assim como essas que acontecem de carros ou de computadores. As gigantes transnacionais estavam presentes em peso. O capitalismo, ainda afundado em uma crise, buscava um novo f\u00f4lego para sua expans\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E as falsas solu\u00e7\u00f5es apresentadas para a quest\u00e3o clim\u00e1tica n\u00e3o disfar\u00e7am o interesse do capital: agrocombust\u00edveis, que est\u00e3o destruindo os camponeses na Am\u00e9rica Latina e na \u00c1frica; monocultivo de eucalipto e pinus, que avan\u00e7am em todo o hemisf\u00e9rio sul; pagamento financeiro para latifundi\u00e1rios que reduzirem o desmatamento e v\u00e1rias outras \u201calternativas\u201d, que nada resolvem o problema.<br \/>Por outro lado, as organiza\u00e7\u00f5es sociais que constru\u00edram o f\u00f3rum paralelo em Copenhague deram um grande salto de qualidade. Para al\u00e9m da leitura que a quest\u00e3o clim\u00e1tica ser\u00e1 solucionada com a\u00e7\u00f5es individuais, o KlimaF\u00f3rum definiu um lema enf\u00e1tico: Mudar o Sistema, e n\u00e3o, Mudar o Clima. As falsas solu\u00e7\u00f5es foram denunciadas, principalmente os impactos que causam nos pa\u00edses africanos, latino-americanos e asi\u00e1ticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As solu\u00e7\u00f5es corretas, baseadas na soberania dos povos, foram apontadas por este f\u00f3rum: agricultura camponesa no lugar de agricultura industrial; transporte de massas no lugar de carros supostamente ecol\u00f3gicos; reforma agr\u00e1ria e urbana para enfrentar o caos das megal\u00f3poles; integra\u00e7\u00e3o produtiva entre ser humano e natureza, no lugar do mito da natureza intocada ou com recursos infinitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa constru\u00e7\u00e3o popular e democr\u00e1tica se uniu ao chamamento do governo boliviano, que lan\u00e7ou em Copenhague a tese de que devemos abandonar os caminhos tra\u00e7ados at\u00e9 agora pelas negocia\u00e7\u00f5es oficiais e passarmos a debater os direitos da M\u00e3e Terra e dos Povos. Com o fracasso da confer\u00eancia da ONU, a proposta boliviana ganhou legitimidade maior. A uni\u00e3o destas duas frentes promete ser o ponto diferencial \u2013 e um dos p\u00f3los de embate \u2013 da pr\u00f3xima confer\u00eancia a ser realizada no M\u00e9xico no final de 2010.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Problemas de coer\u00eancia entre o dizer e o fazer<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Por que tantos elogios e t\u00edtulos internacionais?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 sempre bom orientar-se pela sabedoria popular, mesmo se com variantes. O ditado \u201cdize-me quem te elogia e eu te direi de quem tu \u00e9s\u201d serve como uma luva para tentar entender a atua\u00e7\u00e3o do Presidente Lula e seu governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas. At\u00e9 a chegada do Presidente em Copenhague, a participa\u00e7\u00e3o brasileira na Confer\u00eancia da ONU sobre essas Mudan\u00e7as que tanto agoniam a humanidade foi, no m\u00ednimo, apagada e contradit\u00f3ria. Uma vez mais, por exemplo, a coordenadora da delega\u00e7\u00e3o, Dilma Russef, reafirmou sua vis\u00e3o de que o meio ambiente atrapalha o desenvolvimento. De qual desenvolvimento, ministra?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O fato \u00e9 que a numerosa delega\u00e7\u00e3o oficial brasileira fez parte do que Lula definiu, em seu \u00faltimo discurso, como \u201cfalta de intelig\u00eancia\u201d para construir um acordo. E a\u00ed, na \u00faltima hora, o pr\u00f3prio Lula entrou na contram\u00e3o da democracia e da constru\u00e7\u00e3o de consenso, necess\u00e1rio para qualquer Acordo da ONU. Ao mesmo tempo, fez um discurso duro, cr\u00edtico e desafiador, muito aplaudido, mas assumiu a corresponsabilidade de tentar impor a todos os pa\u00edses um texto de \u201cacordo\u201d elaborado por um pequeno grupo de pa\u00edses. Completou-se, com isso, o fiasco da Confer\u00eancia de Chefes de Estado: a partir de uma cr\u00edtica do procedimento e da proposta de que o documento n\u00e3o fosse aceito, por n\u00e3o expressar o debate e as exig\u00eancias particularmente dos pa\u00edses mais empobrecidos e mais prejudicados pelas Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas causadas pelos mais ricos, a maioria retirou-se da Plen\u00e1ria e apenas 29 pa\u00edses assinaram o \u201cacordo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 estranho que, a partir da\u00ed, Lula n\u00e3o pare de receber t\u00edtulos, de \u00f3rg\u00e3os da grande m\u00eddia e do pr\u00f3prio F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, que se re\u00fane em Davos, na Su\u00ed\u00e7a. Qual o motivo para tanto agrado e reconhecimento? No geral, afirma-se que ele patrocinou, no Brasil, um \u201ccaminho exemplar\u201d para \u201csair da crise econ\u00f4mica mundial\u201d; mas tamb\u00e9m sua atua\u00e7\u00e3o em Copenhague foi muito valorizada. Afinal, a quem serviu a atua\u00e7\u00e3o de Lula? Os sinais indicam ter servido aos que estavam, e continuam interessados em que os pa\u00edses n\u00e3o sejam obrigados a metas e prazos para o enfrentamento das causas do Aquecimento Global; em que se abandone o Tratado de Kyoto e se fique com um \u201cacordo\u201d assentado em boas inten\u00e7\u00f5es e na defesa incondicional da liberdade de iniciativa de cada pa\u00eds, de cada governante. Pela homenagem de Davos, pode-se concluir: est\u00e3o satisfeitos exatamente os setores empresariais que n\u00e3o aceitam nada al\u00e9m do uso da \u201csustentabilidade\u201d para promover ainda mais seus neg\u00f3cios e seus lucros atrav\u00e9s da expans\u00e3o permanente do consumo, e provocando, com isso, desequil\u00edbrios cada vez maiores das energias da Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Incoer\u00eancia ou coer\u00eancia nas pol\u00edticas internas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Avalizando mais um ditado popular \u2013 \u201cisso \u00e9 para ingl\u00eas ver\u201d -, a pr\u00e1tica do governo Lula dentro do Brasil confirmou as d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atua\u00e7\u00e3o externa: pouco depois de aterrissar em Bras\u00edlia, Lula emplacou tr\u00eas vetos \u00e0 Lei que institui a Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas aprovada pelo Congresso Nacional. Foram vetadas as propostas presentes no Art. 10, que indicavam passos para \u201ca substitui\u00e7\u00e3o gradativa dos combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d. Em outras palavras, o governo n\u00e3o aceita ir superando a depend\u00eancia da hidroeletricidade, e muito menos que haja normas legais que relativizem o uso do etanol e do petr\u00f3leo como fontes que \u201cgarantam a seguran\u00e7a energ\u00e9tica necess\u00e1ria para o desenvolvimento do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 incr\u00edvel que o Governo Federal continue mais cego do que o Congresso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imensa oferta gratuita de sol e de vento como fontes de energia el\u00e9trica. Pa\u00edses da Europa e da \u00c1sia, com muito menos sol aberto do que o Brasil, avan\u00e7am em novas tecnologias para contar cada vez mais com energia solar e e\u00f3lica em sua matriz energ\u00e9tica. A teimosia brasileira s\u00f3 pode ser entendida como depend\u00eancia governamental das grandes empresas empreiteiras, interessadas nas grandes obras das usinas hidrel\u00e9tricas, da transposi\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do rio S\u00e3o Francisco e na transforma\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e da energia em mercadorias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m disso, os vetos retiram da Lei a promo\u00e7\u00e3o, por organismos p\u00fablicos de pesquisa e desenvolvimento cient\u00edfico-tecnol\u00f3gico, de estudos e pesquisas cient\u00edficas e de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de fontes renov\u00e1veis de energia em substitui\u00e7\u00e3o aos combust\u00edveis f\u00f3sseis, bem como a promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o ambiental, formal ou n\u00e3o formal, a respeito das vantagens e desvantagens e da crescente necessidade de utiliza\u00e7\u00e3o de fontes renov\u00e1veis de energia em substitui\u00e7\u00e3o aos combust\u00edveis f\u00f3sseis&#8230;\u00a0 Em outras palavras, nada que relativize os combust\u00edveis f\u00f3sseis pode fazer parte da Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Devemos juntar a este cen\u00e1rio as disputas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o ambiental existente, de modo especial ao C\u00f3digo Florestal Brasileiro. Apesar da luta insistente dos movimentos camponeses e de entidades da sociedade civil para que o C\u00f3digo Florestal n\u00e3o seja destru\u00eddo, o Governo Federal faz quest\u00e3o de ouvir apenas o agroneg\u00f3cio e sua bancada no legislativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s meses de di\u00e1logo com os movimentos do campo \u2013 e da total aus\u00eancia de debate com os ruralistas, j\u00e1 que estes se furtam do debate \u2013 o governo federal simplesmente descartou o acumulo feito junto com as organiza\u00e7\u00f5es populares e lan\u00e7ou um d\u00fabio programa, chamado Mais Ambiente, onde abre concess\u00f5es perigosas para o agroneg\u00f3cio e seus desmatadores.\u00a0 Al\u00e9m disto, tem pressionado o Congresso para que aprove logo modifica\u00e7\u00f5es no C\u00f3digo Florestal, a fim de atender aos interesses dos latifundi\u00e1rios: anistia de multas e de \u00e1reas desmatadas, mercantiliza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas que devem ser preservadas, diminui\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de reserva legal na fronteira agr\u00edcola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A proposta dos movimentos sociais levada ao governo \u00e9 a \u00fanica que interessa \u00e0 sociedade brasileira e ao meio ambiente: incentivos para a recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas, com tecnologias vi\u00e1veis e com gera\u00e7\u00e3o de renda, baseando o desenvolvimento no campo na agroecologia e na coopera\u00e7\u00e3o, na soberania energ\u00e9tica, alimentar e h\u00eddrica das comunidades. Essa proposta foi sumariamente descartada pelo Governo Federal, em mais uma demonstra\u00e7\u00e3o de coer\u00eancia com sua alian\u00e7a com o agroneg\u00f3cio e com o desenvolvimentismo retr\u00f3grado.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\">Compromissos<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\">Frente a isso, o F\u00f3rum Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Justi\u00e7a Social assume os seguintes compromissos:<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<ol>\n<li>unto com outras redes, movimentos e pastorais sociais, pressionar o governo brasileiro a retirar sua assinatura do \u201cacordo\u201d elaborado \u00e0s pressas em Copenhague e, coerentemente, n\u00e3o participar das press\u00f5es e amea\u00e7as que est\u00e3o sendo feitas para que os pa\u00edses o aceitem como documento da ONU;<\/li>\n<li>com rejei\u00e7\u00e3o dos vetos pelo Congresso Nacional ou sem ela, mobilizar a sociedade em favor de mudan\u00e7as profundas da matriz energ\u00e9tica brasileira, exigindo que o sol e os ventos sejam priorizados como fontes, reduzindo progressivamente a depend\u00eancia das fontes f\u00f3sseis, do etanol e da hidroeletricidade, todas elas fontes que interferem no meio ambiente; <\/li>\n<li>refor\u00e7ar as iniciativas que visam levar informa\u00e7\u00e3o, gerar consci\u00eancia cr\u00edtica e mobilizar a sociedade a mudar a pol\u00edtica de distribui\u00e7\u00e3o e uso da energia el\u00e9trica, que at\u00e9 agora privilegia as ind\u00fastrias eletrointensivas, como a Vale, a CSN e a Votorantim, priorizando a promo\u00e7\u00e3o de um modelo de desenvolvimento centrado no direito de bem viver de toda a popula\u00e7\u00e3o e nos direitos da M\u00e3e Terra.<\/li>\n<li>apoiar as mobiliza\u00e7\u00f5es dos povos ind\u00edgenas e das demais pessoas de todo o pa\u00eds contra o absurdo e desnecess\u00e1rio projeto de constru\u00e7\u00e3o da Hidrel\u00e9trica do Xingu, insistindo que h\u00e1 outras fontes para a gera\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica e que \u00e9 urgente definir outro modelo de desenvolvimento, centrado na vida das pessoas e da pr\u00f3pria Terra, como \u00e9 proposto pela Campanha da Fraternidade Ecum\u00eanica deste ano;<\/li>\n<li>denunciar as falsas solu\u00e7\u00f5es para as Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, desmascarando sua pretensa \u201csustentabilidade\u201d e destacando seus impactos nas comunidades de todo o Brasil;<\/li>\n<li>mobilizar as for\u00e7as sociais em favor da Confer\u00eancia dos Povos da Terra, convocada pelo Presidente da Bol\u00edvia,\u00a0 Evo Morales, a ser realizada em Cochabamba\u00a0 por ocasi\u00e3o do Dia da Terra, 22 de abril.<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: right\">Bras\u00edlia, 18 de fevereiro de 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">(constru\u00e7\u00e3o coletiva coordenada por Ivo Poletto e Luiz Zarref)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pouco de Conjuntura Internacional A Confer\u00eancia da ONU sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, em Copenhague, mobilizou o mundo inteiro. 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