{"id":11314,"date":"2009-02-18T00:00:00","date_gmt":"2009-02-18T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ainda-nao-houve-resposta\/"},"modified":"2009-02-18T00:00:00","modified_gmt":"2009-02-18T03:00:00","slug":"ainda-nao-houve-resposta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ainda-nao-houve-resposta\/","title":{"rendered":"Ainda n\u00e3o houve resposta"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Por ocasi\u00e3o do jubileu do ano 2000, o ent\u00e3o Papa Jo\u00e3o Paulo II, num gesto de muito realismo e de sinceridade, pediu perd\u00e3o ao mundo, por in\u00fameras atitudes reprov\u00e1veis cometidas pelos filhos da Igreja. Ele se referia aos vinte s\u00e9culos de cristianismo. Tal pedido de perd\u00e3o abrangia a infeliz iniciativa da Inquisi\u00e7\u00e3o, o acirramento de \u00f3dios das Cruzadas, o julgamento de Galileu, entre outros pontos de permanente fric\u00e7\u00e3o com a mentalidade moderna. O m\u00e1ximo que se pode fazer nestes acontecimentos hist\u00f3ricos, \u00e9 contar com a benevol\u00eancia p\u00fablica, disposta ao perd\u00e3o,\u00a0 e evitar que esses fatos se repitam para o futuro. O pedido de perd\u00e3o se baseou em dois pressupostos. O primeiro \u00e9 que a mentalidade daquela \u00e9poca era outra. Havia outros contextos hist\u00f3ricos, outra filosofia de vida, outro horizonte de julgamento. Os atores daqueles tempos agiam de maneira errada, pensando que estavam acertando em cheio. O segundo pressuposto \u00e9 este: o cristianismo e o poder civil da \u00e9poca ainda n\u00e3o haviam assimilado o alcance do mandamento da caridade, ensinado por Jesus. O que importa agora \u00e9 crescer no entendimento desse mandato e pratic\u00e1-lo melhor. \u201cSenhor, perdoaste a culpa do teu povo\u201d (Sl 85, 3).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois desse gesto de Jo\u00e3o Paulo II houve alguns momentos de sil\u00eancio, em todo o mundo. Parecia que o solene pedido do sucessor de Pedro, tinha se aninhado nos cora\u00e7\u00f5es. Por um curto per\u00edodo as acusa\u00e7\u00f5es ficaram suspensas. Mas atualmente tudo recome\u00e7ou. Parece at\u00e9 que a modernidade se esqueceu que tem p\u00e9s de barro. Joga, com extrema autoridade, culpas na Igreja, inexistentes. H\u00e1 poucos dias certo professor universit\u00e1rio \u2013 sabendo que havia cat\u00f3licos praticantes na sala de aula \u2013 acusou a Igreja Cat\u00f3lica de ter feito \u201co maior derramamento de sangue da hist\u00f3ria\u201d. Referia-se ao n\u00famero incerto de v\u00edtimas da Inquisi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o lembrou o caro mestre que s\u00f3 o nazismo (filosofia at\u00e9ia), sacrificou mais de 60 milh\u00f5es de pessoas na segunda guerra mundial. E a mais perversa de todas as filosofias, o comunismo (ate\u00edsmo crasso), imolou \u00e0 ideologia mais de 50 milh\u00f5es na R\u00fassia, e outros tantos na China. Por favor, vamos trazer para o meio os assuntos de hoje, e n\u00e3o os de outrora, fora de nossa responsabilidade. Todos aguardamos a generosidade do perd\u00e3o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por ocasi\u00e3o do jubileu do ano 2000, o ent\u00e3o Papa Jo\u00e3o Paulo II, num gesto de muito realismo e de sinceridade, pediu perd\u00e3o ao mundo, por in\u00fameras atitudes reprov\u00e1veis cometidas pelos filhos da Igreja. Ele se referia aos vinte s\u00e9culos de cristianismo. 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