{"id":11320,"date":"2008-12-22T00:00:00","date_gmt":"2008-12-22T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-filha-de-siao\/"},"modified":"2008-12-22T00:00:00","modified_gmt":"2008-12-22T02:00:00","slug":"a-filha-de-siao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-filha-de-siao\/","title":{"rendered":"A filha de Si\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 oportuno lembrar-nos da mulher, s\u00edntese do feminino. O Natal est\u00e1 vinculado a ela. O que pretendo dela apresentar, ultrapassa de longe a fantasia da \u201cmulher ideal\u201d, presente no mundo masculino. Mas fundamenta-se em fatos pouco abordados. J\u00e1 no s\u00e9culo XIII o grande te\u00f3logo escoc\u00eas Duns Scotus afirmava que o Criador, ao planejar o Universo, pensou primeiro em Cristo, a quem pertenceria toda a obra da cria\u00e7\u00e3o. Mas em seguida pensou em Maria, n\u00e3o s\u00f3 como a m\u00e3e do Senhor do Universo, mas tamb\u00e9m como o feminino da humanidade e de todos os seres vivos.  O Conc\u00edlio chamou Maria de Filha de Si\u00e3o, aplicando a ela o que est\u00e1 em Mt 21, 5. Assim ela foi reconhecida  como a figura do povo eleito, portadora das promessas a serem cumpridas na plenitude dos tempos (LG 55). Com ela os tempos alcan\u00e7am a sua plenitude.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quem sabe, estou abusando. Mas o caro leitor n\u00e3o sentir\u00e1 dificuldades em acompanhar o racioc\u00ednio dos te\u00f3logos. O que significa a express\u00e3o \u201cFilha de Si\u00e3o\u201d? No seu sentido original se refere a uma parte da cidade de Jerusal\u00e9m, onde moravam os pobres. No meio da vacila\u00e7\u00e3o geral sobre as promessas messi\u00e2nicas, acarretada pelo ex\u00edlio babil\u00f4nico, e pelo aparente fracasso da profecia dav\u00eddica, essa popula\u00e7\u00e3o dos \u201canawim\u201d (pobres), era portadora das esperan\u00e7as de Israel. Era o \u201cpequeno resto\u201d, que mantinha as esperan\u00e7as. Maria foi a herdeira e representante do povo eleito. A representa\u00e7\u00e3o abstrata de Si\u00e3o, nela se personifica. Se os filhos de Abra\u00e3o n\u00e3o percebem a presen\u00e7a do Messias, para nele crer, Maria se torna o lugar da resid\u00eancia divina. Ela deixa de ser apenas uma pessoa isolada, para tornar-se uma entidade coletiva, que acolhe numa f\u00e9 profunda, as promessas divinas de salva\u00e7\u00e3o. Ela porta, verdadeiramente, em sua pessoa concreta, o destino do povo eleito, mesmo se em algumas ocasi\u00f5es se tenha reduzido a um pequeno grupo. A M\u00e3e do Messias n\u00e3o \u00e9 uma simples componente da Igreja. Mas todo o mist\u00e9rio do povo de Deus se encontra nela, e tem nela a sua express\u00e3o eminente. Ela \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o da comunidade vetero-testament\u00e1ria. Por meio de Maria, Si\u00e3o deu \u00e0 luz um povo novo. \u201cFa\u00e7a-se em mim segundo a tua palavra\u201d (Lc 1, 33) \u00e9 a maternidade perp\u00e9tua, e a continuidade da Filha de Si\u00e3o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 oportuno lembrar-nos da mulher, s\u00edntese do feminino. O Natal est\u00e1 vinculado a ela. O que pretendo dela apresentar, ultrapassa de longe a fantasia da \u201cmulher ideal\u201d, presente no mundo masculino. Mas fundamenta-se em fatos pouco abordados. 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