{"id":11322,"date":"2008-12-08T00:00:00","date_gmt":"2008-12-08T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/jesus-revela-nossa-humanidade\/"},"modified":"2008-12-08T00:00:00","modified_gmt":"2008-12-08T02:00:00","slug":"jesus-revela-nossa-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/jesus-revela-nossa-humanidade\/","title":{"rendered":"Jesus revela nossa humanidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Uma das maiores fraquezas da nossa civiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a vis\u00e3o amputada do ser humano. Parece um paradoxo. A \u00e9poca dos fortes humanismos e dos antropocentrismos absolutos,\u00e9 tamb\u00e9m uma \u00e9poca de abissais ang\u00fastias de identidade humana. A amn\u00e9sia do seu aspecto divino conduz, de modo inexor\u00e1vel, ao rebaixamento antropol\u00f3gico. Os valores do homem s\u00e3o reduzidos a uma parcela \u00ednfima da natureza, ou a um elemento an\u00f4nimo da cidade humana. \u00c9 o abismo irrefre\u00e1vel para o qual o humanismo ateu o faz escorregar. Esse \u00e9 o drama do homem, destitu\u00eddo de uma dimens\u00e3o essencial de seu ser, que \u00e9 o absoluto. A afirma\u00e7\u00e3o primordial da antropologia crist\u00e3 \u00e9 a de ser ele filho de Deus. O ser humano \u201c\u00e9 uno, \u00fanico e irrepet\u00edvel, algu\u00e9m eternamente idealizado, e eternamente escolhido, algu\u00e9m chamado e denominado por\u00a0 seu nome\u201d (Mensagem de Natal de 1978, Jo\u00e3o Paulo II).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O homem avaliado apenas numa vis\u00e3o econ\u00f4mica, biol\u00f3gica ou ps\u00edquica, \u00e9 muito pouco reconhecimento para tamanha grandeza. A Igreja recebeu de seu Mestre o dever de proclamar os tesouros do ser humano, sem se deixar contaminar por humanismos reducionistas, depositando uma confian\u00e7a sem fim na mensagem de Jesus. J\u00e1 dizia Santo Irineu, pelos anos de 180 d.C. que \u201ca gl\u00f3ria do homem \u00e9 Deus, mas o recept\u00e1culo de toda a ac\u00e3o de Deus, de sua sabedoria \u00e9 o homem\u201d\u00a0 (Adversus\u00a0 haereses, L III, 20).\u00a0 Neste Natal queremos anunciar sem ambig\u00fcidades, a grandeza do homem, revelada por Jesus. E isso prov\u00e9m de seu conhecimento, porque\u00a0 ele \u201csabia o que havia no homem\u201d\u00a0 (Jo 2, 25). Natal, sim, \u00e9 a festa do Deus-menino. Mas tamb\u00e9m \u00e9 a festa do homem. Levantando nossos olhos para essa crian\u00e7a, n\u00f3s a adoramos, mas tamb\u00e9m vislumbramos em sua natureza, a grandeza da humanidade. Isso constitui o fundamento do ensino da Igreja sobre as atividades sociais e humanit\u00e1rias. Assim o homem n\u00e3o fica submisso a processos econ\u00f4micos ou pol\u00edticos, por mais geniais que pare\u00e7am ser, mas esses processos est\u00e3o todos ordenados\u00a0 ao ser humano, e submissos ao seu bem.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das maiores fraquezas da nossa civiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a vis\u00e3o amputada do ser humano. Parece um paradoxo. A \u00e9poca dos fortes humanismos e dos antropocentrismos absolutos,\u00e9 tamb\u00e9m uma \u00e9poca de abissais ang\u00fastias de identidade humana. A amn\u00e9sia do seu aspecto divino conduz, de modo inexor\u00e1vel, ao rebaixamento antropol\u00f3gico. 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