{"id":11323,"date":"2008-12-02T00:00:00","date_gmt":"2008-12-02T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/remedio-falso\/"},"modified":"2008-12-02T00:00:00","modified_gmt":"2008-12-02T02:00:00","slug":"remedio-falso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/remedio-falso\/","title":{"rendered":"Rem\u00e9dio falso"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Cada vez que aparece um cl\u00e9rigo com problemas de ordem sexual, o chav\u00e3o n\u00e3o se faz esperar: \u00e9 tudo culpa do celibato. Se um Padre se afasta de seus compromissos de consagra\u00e7\u00e3o a Deus, e desconsidera seus deveres de dedica\u00e7\u00e3o integral ao povo, a explica\u00e7\u00e3o \u00e9 r\u00e1pida. Se houver um Presb\u00edtero infeliz, que se entrega aos impulsos de amores ped\u00f3filos, a explica\u00e7\u00e3o de tudo est\u00e1 na malfadada promessa do n\u00e3o casamento. \u00c0s vezes at\u00e9 pode ser, por falta de uma escolha madura e respons\u00e1vel. Mas o lugar comum \u00e9 mesmo criticar a praxe da Igreja.\u00a0 Nem sempre essa explica\u00e7\u00e3o est\u00e1 na boca dos infi\u00e9is. Vez por outra a panac\u00e9ia flui veloz da pena de pessoas em\u00e9ritas. Jesus j\u00e1 havia previsto tal atitude diante desse assunto, quando exclama: \u201cnem todos compreender\u00e3o, a n\u00e3o ser aqueles a quem \u00e9 concedido\u201d\u00a0 (Mt 19, 11).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Embora, em outros tempos eu tivesse tido, por uns breves momentos,\u00a0 opini\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0s da Santa M\u00e3e Igreja, estou convencido da perfeita pertin\u00eancia dessa pr\u00e1xis eclesial. Antes de tudo, porque a recomenda\u00e7\u00e3o veio de Jesus, o Mestre, que sempre tinha posi\u00e7\u00f5es de ideais arrojados, mas poss\u00edveis. E a Igreja dos primeiros s\u00e9culos interpretou isso como aplicado aos cl\u00e9rigos. O nosso Salvador n\u00e3o nos poderia ter induzido em erro. O Mestre, que era um var\u00e3o, sabe compreender as mais \u00edntimas fibras do nosso cora\u00e7\u00e3o. \u201cDeus conhece os vossos cora\u00e7\u00f5es\u201d (Lc 16, 15). Ele n\u00e3o nos poderia enganar e nos seduzir para uma miss\u00e3o imposs\u00edvel. Em vez de pleitear a aboli\u00e7\u00e3o dessa disciplina, precisamos nos aprimorar muito mais na educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o dos candidatos ao sacerd\u00f3cio; valer-nos dos est\u00edmulos da espiritualidade e dos valores de uma s\u00e3 psicologia. Mas n\u00e3o em \u00faltimo lugar, gostaria de acenar para o grande S\u00e3o Paulo que, em quest\u00e3o de vida celibat\u00e1ria, fez desse ideal uma quest\u00e3o de paix\u00e3o pela pessoa de Jesus. \u201cEstou convencido de que nem a morte nem a vida&#8230; nos poder\u00e1 separar do amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo\u201d\u00a0 (Rom 8, 38). A experi\u00eancia da virgindade \u2013 proposta por Jesus a algumas pessoas \u2013 nasce de uma dedica\u00e7\u00e3o total. Portanto, n\u00e3o \u00e9 propriamente ren\u00fancia. Mas uma afei\u00e7\u00e3o intensa. \u00c9 uma afetividade nova, provinda de uma pessoa apaixonada. A virgindade \u00e9 a experi\u00eancia do c\u00eantuplo, tamb\u00e9m na afetividade. \u201cPara Deus tudo \u00e9 poss\u00edvel\u201d (Mt 19, 26).<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada vez que aparece um cl\u00e9rigo com problemas de ordem sexual, o chav\u00e3o n\u00e3o se faz esperar: \u00e9 tudo culpa do celibato. Se um Padre se afasta de seus compromissos de consagra\u00e7\u00e3o a Deus, e desconsidera seus deveres de dedica\u00e7\u00e3o integral ao povo, a explica\u00e7\u00e3o \u00e9 r\u00e1pida. 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