{"id":11338,"date":"2008-08-06T00:00:00","date_gmt":"2008-08-06T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pratica-mais-do-que-moderna\/"},"modified":"2008-08-06T00:00:00","modified_gmt":"2008-08-06T03:00:00","slug":"pratica-mais-do-que-moderna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/pratica-mais-do-que-moderna\/","title":{"rendered":"Pr\u00e1tica mais do que moderna"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Quem diria? Confessar-se \u00e9 psicologicamente atual\u00edssimo. Na pr\u00e1xis cat\u00f3lica podemos n\u00e3o s\u00f3 fazer uso do \u201cdiv\u00e3\u201d, para descarregar as nossas culpas e ang\u00fastias, como oportuniza a psicologia.\u00a0 Muito tempo antes de Freud, o sacramento da penit\u00eancia sempre j\u00e1 foi uma catarse. Mas n\u00e3o s\u00f3 isso.\u00a0 Al\u00e9m dos recursos da ci\u00eancia, e do al\u00edvio das ang\u00fastias, a confiss\u00e3o pode ser uma cura da alma, que a ci\u00eancia n\u00e3o pode conceder. Pela gra\u00e7a do Divino Esp\u00edrito Santo a Penit\u00eancia pode restituir a vida em Cristo. Sabemos muito bem que trazemos os tesouros divinos \u201cem vasos de argila\u201d (2Cor 4,7). Esta vida nova de filhos de Deus pode ser perdida pelo pecado. Ent\u00e3o o m\u00e9dico divino de nossas almas e de nossos corpos, o Cristo Senhor, atrav\u00e9s da Igreja, realiza sua obra de cura e salva\u00e7\u00e3o, em quem quer se converter. Quem se aproxima do sacramento da confiss\u00e3o, obt\u00e9m da miseric\u00f3rdia divina, o perd\u00e3o \u2013 repito, o perd\u00e3o e n\u00e3o s\u00f3 o al\u00edvio \u2013 da ofensa praticada contra Deus. E \u00e9 reconciliado tamb\u00e9m com sua comunidade crist\u00e3. Trata-se de convers\u00e3o. \u201cVou me levantar e encontrar meu pai\u201d (Lc 15, 18).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Todos dever\u00edamos ser \u201csantos e irrepreens\u00edveis\u201d (Ef 5, 27). Mas a realidade \u00e9 outra.\u00a0 Estamos sujeitos a escorreg\u00f5es, e at\u00e9 a quedas lament\u00e1veis. E isso nos rouba o dom de Deus. O ap\u00f3stolo S. Jo\u00e3o at\u00e9 diz que quem afirma que n\u00e3o tem pecado \u00e9 um mentiroso. Por isso, essa segunda convers\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria, e at\u00e9 diria, ininterrupta. O cora\u00e7\u00e3o contrito \u00e9 uma gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, que nos leva \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o. Portanto, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma obra humana. \u00c9 uma resposta ao amor misericordioso do Pai. Santo Ambr\u00f3sio diz que na Igreja \u201cexistem a \u00e1gua e as lagrimas: a \u00e1gua do Batismo e as l\u00e1grimas da penit\u00eancia\u201d. O que hoje causa uma grande perplexidade \u00e9 o abandono, ou o adiamento a perder de vista, dessa riqueza que Cristo nos deixou. Amplia-se cada vez mais o apelo aos recursos humanos da psicologia \u2013 o que \u00e9 um bem \u2013 e se esquece cada vez mais a declara\u00e7\u00e3o dos pecados ao sacerdote, para obter o perd\u00e3o divino. Ser\u00e1 que n\u00e3o estamos, mesmo cheios de ang\u00fastias e de medos, morrendo \u00e0 m\u00edngua ao lado da fonte de paz e da autoestima?<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem diria? Confessar-se \u00e9 psicologicamente atual\u00edssimo. Na pr\u00e1xis cat\u00f3lica podemos n\u00e3o s\u00f3 fazer uso do \u201cdiv\u00e3\u201d, para descarregar as nossas culpas e ang\u00fastias, como oportuniza a psicologia.\u00a0 Muito tempo antes de Freud, o sacramento da penit\u00eancia sempre j\u00e1 foi uma catarse. 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