{"id":11343,"date":"2008-07-28T00:00:00","date_gmt":"2008-07-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-instituicao-das-viuvas\/"},"modified":"2008-07-28T00:00:00","modified_gmt":"2008-07-28T03:00:00","slug":"a-instituicao-das-viuvas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-instituicao-das-viuvas\/","title":{"rendered":"A institui\u00e7\u00e3o das vi\u00favas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Sempre fiquei intrigado com o cuidado que os primeiros crist\u00e3os dispensavam \u00e0s vi\u00favas. \u201cReligi\u00e3o pura \u00e9 socorrer os \u00f3rf\u00e3os e as vi\u00favas\u201d diz com clareza S\u00e3o Tiago (1, 27). E ainda nos Atos do Ap\u00f3stolos aparece n\u00edtida a preocupa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is gregos, que \u201cdiziam que suas vi\u00favas eram deixadas de lado no atendimento di\u00e1rio\u201d (At 6, 2). Nas cartas de S\u00e3o Paulo se torna evidente a preocupa\u00e7\u00e3o em sua defesa, e no seu aproveitamento pastoral no seio das comunidades. Isso tinha sua raz\u00e3o de ser. Pois no decorrer da hist\u00f3ria, os espertalh\u00f5es, os parentes interesseiros, e os maus caus\u00eddicos se aproveitarem, com verdadeira tirania, dos bens dessas pobres mulheres, era t\u00e3o comum como andar para tr\u00e1s. Hoje a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 mais severa, e impede pelo menos as injusti\u00e7as mais grosseiras. O Estado moderno at\u00e9 criou uma mensalidade previdenci\u00e1ria, muito frugal, mas que cobre minimamente as necessidades mais prementes.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas os males n\u00e3o acabaram. Aquelas vi\u00favas mais novas, que perderam seus maridos no verdor dos anos, ficam expostas a mil perigos. \u00c9 verdade, algumas optam por um novo casamento, conseguem reiniciar a vida em novas condi\u00e7\u00f5es, e ao abrigo das leis civis e eclesi\u00e1sticas. Mas podem, assim mesmo, ainda acontecer muitos males como: um estado de permanente depress\u00e3o; a tenta\u00e7\u00e3o de uma sexualidade n\u00e3o resolvida; a sensa\u00e7\u00e3o de abandono por parte da comunidade; o afastamento da vida sacramental; a tenta\u00e7\u00e3o de abandono da f\u00e9 religiosa; a falta de resist\u00eancia contra os fautores de ass\u00e9dios hip\u00f3critas. O que as nossas comunidades mais precisam fazer \u00e9 dar cobertura \u00e0 ajuda dos parentes; evitar a sensa\u00e7\u00e3o de abandono; entros\u00e1-las na vida comunit\u00e1ria; vigiar para que tenham um digno sustento na vida; mostrar-lhes que Deus continua sendo bom Pai. Tamb\u00e9m, caso elas o queiram, ajudar no discernimento de uma nova uni\u00e3o matrimonial. Mas quando existem aquelas que, ap\u00f3s a falta do marido, conseguem se entrosar perfeitamente no novo estado de vida, e num gesto de plenitude vocacional, optam em permanecer na viuvez, elas devem ser apoiadas. Podem se tornar grandes l\u00edderes na comunidade e na sociedade.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Roque Oppermann<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre fiquei intrigado com o cuidado que os primeiros crist\u00e3os dispensavam \u00e0s vi\u00favas. \u201cReligi\u00e3o pura \u00e9 socorrer os \u00f3rf\u00e3os e as vi\u00favas\u201d diz com clareza S\u00e3o Tiago (1, 27). E ainda nos Atos do Ap\u00f3stolos aparece n\u00edtida a preocupa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is gregos, que \u201cdiziam que suas vi\u00favas eram deixadas de lado no atendimento di\u00e1rio\u201d (At &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-instituicao-das-viuvas\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">A institui\u00e7\u00e3o das vi\u00favas<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11343"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=11343"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11343\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=11343"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=11343"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=11343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}