{"id":11345,"date":"2009-11-09T00:00:00","date_gmt":"2009-11-09T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/as-portas-do-jubileu\/"},"modified":"2009-11-09T00:00:00","modified_gmt":"2009-11-09T02:00:00","slug":"as-portas-do-jubileu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/as-portas-do-jubileu\/","title":{"rendered":"\u00c0s portas do Jubileu"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Quando, aos 15 de novembro de 1959, foi instalada a Diocese de Santa Cruz do Sul com a posse de Dom Alberto Frederico Etges, eu era estudante de teologia na Pontif\u00edcia Universidade Gregoriana de Roma. Participava de um grupo de seminaristas interessados em aprofundar o m\u00e9todo da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Universit\u00e1ria (JUC) e Oper\u00e1ria (JOC). Uma vez por m\u00eas vinha, da B\u00e9lgica, o fundador da Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica Mons. Jos\u00e9 Cardijn para ensinar a fazer Revis\u00e3o de Vida (Ver, Julgar e Agir) e nos colocar ao par da difus\u00e3o r\u00e1pida destes movimentos apost\u00f3licos.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Naquele tempo, 10% dos jovens universit\u00e1rios brasileiros participavam da JUC! Nenhuma a\u00e7\u00e3o significativa no meio universit\u00e1rio podia dispensar o apoio da JUC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em Porto Alegre era conhecido o Assistente Eclesi\u00e1stico da JUC, que foi o primeiro aluno do Pontif\u00edcio Col\u00e9gio Pio Brasileiro a receber o t\u00edtulo de Doutor em Teologia: Padre Alberto F. Etges. Foi este o escolhido para primeiro Bispo da nova Diocese de Santa Cruz do Sul. Naturalmente, a bela igreja matriz da cidade foi elevada a Catedral S\u00e3o Jo\u00e3o Batista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em Roma, estudava comigo o Padre Pergentino Pivatto. Em Beuren (Alemanha) eu visitava o Padre Dario Backes. At\u00e9 hoje somos amigos \u00edntimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Atualmente a Diocese de Santa Cruz do Sul limita com as Dioceses de Montenegro, Caxias do Sul, Passo Fundo, Cruz Alta, Cachoeira do Sul, Pelotas e a Arquidiocese de Porto Alegre. Como o Rio Grande do Sul tem s\u00f3 uma Arquidiocese, as 18 Dioceses sufrag\u00e2neas se organizam em Interdiocesanos. Santa Cruz do Sul pertence ao Interdiocesano Centro-Oeste, com as seguintes Dioceses: Uruguaiana, Santo \u00c2ngelo, Cruz Alta, Santa Maria, Cachoeira do Sul e Santa Cruz do Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por quase 14 anos trabalhei na forma\u00e7\u00e3o sacerdotal, no Semin\u00e1rio Maior de Viam\u00e3o, a servi\u00e7o da Arquidiocese de Porto Alegre. Os seminaristas de Santa Cruz do Sul tamb\u00e9m moravam ali. Atrav\u00e9s deles pude acompanhar a a\u00e7\u00e3o pastoral da Diocese de Santa Cruz do Sul, a pastoral vocacional intensa e a forma\u00e7\u00e3o de novos presb\u00edteros. Ali\u00e1s, sempre admirei o trabalho dos padres formadores nos semin\u00e1rios de Linha Santa Cruz, de Arroio do Meio e de Viam\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Meu antigo Reitor no Semin\u00e1rio de Gravata\u00ed, Mons. Edmundo M\u00fcller, era um dos meus grandes amigos. Certo dia ele disse em p\u00fablico que eu era seu maior amigo. Com certa freq\u00fc\u00eancia ele visitava seus familiares em Cerro Alegre Baixo. Eu era o motorista dele. Quase sempre que n\u00f3s v\u00ednhamos \u00e0 regi\u00e3o, tamb\u00e9m faz\u00edamos uma visitinha a Dom Alberto. Ele pedia \u00e0 \u201cMadre do Bispo\u201d (Irm\u00e3 Elo\u00edsa, ICM) um caf\u00e9 que, segundo ele, devia ser \u201cdoce como o c\u00e9u, quente como o inferno e preto como a noite\u201d. Quanto ao calor do inferno, eu era menos entusiasmado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como Dom Alberto n\u00e3o dirigia, sempre que nos encontr\u00e1vamos em reuni\u00f5es regionais ou nacionais, eu oferecia carona a Dom Alberto at\u00e9 a resid\u00eancia dele. Assim, eu ganhava de novo o c\u00e9lebre caf\u00e9 e estreit\u00e1vamos nossa amizade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Diocese de Santa Cruz do Sul sempre foi conhecida por sua atualiza\u00e7\u00e3o, o \u201caggiornamento\u201d do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II. Ecoou pelo mundo a iniciativa de ouvir as fam\u00edlias, antes de formar um plano pastoral. Foi o c\u00e9lebre \u201ctempo de escutar o povo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando o Santo Padre aceitou a ren\u00fancia de Dom Alberto ao governo da Diocese, fui escolhido para conced\u00ea-lo no cargo. Fiz ent\u00e3o quatro coisas: 1. Convidei Dom Alberto a morar comigo, na mesma casa. Foram 10 anos de magn\u00edfica conviv\u00eancia. 2. Nomeei Dom Alberto como Vig\u00e1rio Geral da Diocese, mas ele permaneceu absolutamente discreto! E o nomeei respons\u00e1vel pelas Crismas, o que ele exerceu com imensa alegria. 3. Mantive todos os padres e leigos nos respectivos cargos e n\u00e3o me arrependi, dada a compet\u00eancia e a dedica\u00e7\u00e3o de todos. 4. Respeitei a din\u00e2mica da organiza\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica: os Conselhos, Assembl\u00e9ias e Planos de Pastoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Agora chegou o tempo do jubileu. \u00c9 a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. Dia 15 de novembro de 2009 celebrarem o Jubileu de Ouro da Diocese. Vamos receber bem o N\u00fancio Apost\u00f3lico e come\u00e7ar um tempo novo!<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Alo\u00edsio Sin\u00e9sio Bohn<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando, aos 15 de novembro de 1959, foi instalada a Diocese de Santa Cruz do Sul com a posse de Dom Alberto Frederico Etges, eu era estudante de teologia na Pontif\u00edcia Universidade Gregoriana de Roma. Participava de um grupo de seminaristas interessados em aprofundar o m\u00e9todo da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Universit\u00e1ria (JUC) e Oper\u00e1ria (JOC). 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