{"id":11439,"date":"2009-09-14T00:00:00","date_gmt":"2009-09-14T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/felizes-os-pobres-o-reino-lhes-pertence\/"},"modified":"2009-09-14T00:00:00","modified_gmt":"2009-09-14T03:00:00","slug":"felizes-os-pobres-o-reino-lhes-pertence","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/felizes-os-pobres-o-reino-lhes-pertence\/","title":{"rendered":"Felizes os pobres &#8230; o reino lhes pertence"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">\u201cNosso tempo est\u00e1 marcado por um ac\u00famulo de riquezas, cada vez maior. Muitas pessoas se mostram \u00e1vidas de dinheiro e posses. Atrelam seu valor ao modelo de carro que possuem ou \u00e0 grife da roupa que usam. As crian\u00e7as tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas disso. Na escola, tornam-se alvo de zombaria quando usam t\u00eanis baratos ou roupas simples que n\u00e3o obedecem aos padr\u00f5es dos shoppings. E parece que a autoestima delas est\u00e1 t\u00e3o baixa, que buscam sua aceita\u00e7\u00e3o, usando objetos caros da moda. Isso mostra que confiam t\u00e3o pouco em si mesmas, que precisam de s\u00edmbolos, de status externos para se esconder\u201d (Ansel Grun, \u201cBem Aventuran\u00e7as, Caminho para uma vida Feliz).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta breve descri\u00e7\u00e3o de um monge contemplativo, retrata a dura realidade do consumismo, plantada no cora\u00e7\u00e3o de todos, a come\u00e7ar pelas crian\u00e7as. Vivemos em um mundo marcado pelas etiquetas e grifes, \u00e0s vezes fabricada no fundo do quintal por quem ganha uma mis\u00e9ria para confeccionar, e na loja, se paga o que n\u00e3o vale, s\u00f3 porque tem ali estampado uma letra, um s\u00edmbolo, uma marca convencionada na m\u00eddia, por um personagem importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Infelizmente o consumismo se alimenta de cada um de n\u00f3s. Perguntamos ent\u00e3o, o que fazer? Eu fui buscar uma resposta em um texto, escrito dos anos 153 a 205 da era crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cOs bens est\u00e3o em nossas m\u00e3os como ferramenta, como instrumentos dos quais retiramos bom uso, se soubermos manipul\u00e1-los. A natureza fez das riquezas, escravas e n\u00e3o senhoras. Destruamos pois, n\u00e3o os nossos bens, mas a cobi\u00e7a&#8230; Nada lucrais em largar o dinheiro que tendes se continuardes a ser ricos em desejos desenfreados\u201d. Eis de que forma concebe o Senhor o uso dos bens exteriores. Temos de nos desfazer, n\u00e3o de um dinheiro que nos permite viver, mas das for\u00e7as que nos levam a us\u00e1-lo mal&#8230;.temos de purificar a nossa alma, isto \u00e9. torn\u00e1-la pobre e nua, para nesse estado ouvirmos o chamamento do Salvador: \u201cVem e segue-me\u201d. (Esse texto \u00e9 do Te\u00f3logo Clemente de Alexandria que viveu 153 a 205).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O cora\u00e7\u00e3o humano \u00e9 insaci\u00e1vel, tem desejos incontrol\u00e1veis, sentimentos de toda ordem, e o pior de tudo que vivemos continuamente, pensando, tramando, articulando, fazendo de tudo para saci\u00e1-los.\u00a0 Saciado agora, se acalma, se tranq\u00fciliza, e de repente se d\u00e1 conta de que \u201ceu n\u00e3o precisava disso\u201d, \u201cpoderia viver sem ter gasto nisto ou naquilo\u201d, porque assumi este compromisso financeiro agora?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quantas dores de cabe\u00e7a, quanto estresse,\u00a0 por n\u00e3o usar a cabe\u00e7a, a raz\u00e3o, cuja caracter\u00edstica nos fazem diferentes dos outros seres. Como dizia Clemente: destruamos n\u00e3o os bens e sim a cobi\u00e7a. Pessoas fartas, totalmente saciadas, nunca est\u00e3o plenamente realizadas. A felicidade est\u00e1 em viver livres, ser livres diante das dos bens materiais que falsamente prometem felicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, esta primeira bem-aventuran\u00e7a \u00e9 um caminho para a liberdade e para a verdadeira felicidade. Ao mesmo tempo esta bem-aventuran\u00e7a \u00e9 dirigida para todos aqueles que n\u00e3o t\u00eam nada em suas m\u00e3os, se sentem impotentes diante de Deus, e colocam toda a esperan\u00e7a Nele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Certamente, neste mundo onde os pobres n\u00e3o s\u00f3 perderam os bens materiais, mas a pr\u00f3pria dignidade, precisamos olhar a segunda parte desta promessa de Jesus, onde encontramos o rosto da felicidade. Ap\u00f3s a bem-aventuran\u00e7a dos pobres em esp\u00edrito, segue a frase: \u201cpois o Reino dos C\u00e9us lhes pertence\u201d. Reino dos C\u00e9us \u00e9 o mesmo que dizer Reino de Deus, ou seja, \u00e9 o lugar onde Deus mora, reina, vive. O pobre em esp\u00edrito renuncia ao poder e ao dom\u00ednio de tudo, para deixar Deus dominar em seu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Anuar Battisti<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cNosso tempo est\u00e1 marcado por um ac\u00famulo de riquezas, cada vez maior. Muitas pessoas se mostram \u00e1vidas de dinheiro e posses. Atrelam seu valor ao modelo de carro que possuem ou \u00e0 grife da roupa que usam. As crian\u00e7as tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas disso. 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