{"id":11615,"date":"2009-10-29T00:00:00","date_gmt":"2009-10-29T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/convite-para-subir\/"},"modified":"2009-10-29T00:00:00","modified_gmt":"2009-10-29T02:00:00","slug":"convite-para-subir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/convite-para-subir\/","title":{"rendered":"Convite para subir"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A Igreja, logo ap\u00f3s a festividade de todos os Santos, dia 1\u00ba XI, convida a lembrarmo-nos dos que partiram desta vida e ainda precisam de nossas preces para, purificados, serem introduzidos na vis\u00e3o beatifica de Deus, que chamamos c\u00e9u.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O dia dos finados n\u00e3o precisa ser comemorado levando flores para ornamentar os t\u00famulos ou acendendo uma vela no jazigo da pessoa que nos \u00e9 saudosa. \u00c9 um dia especial de, lembrando os mortos, tomarmos consci\u00eancia da transitoriedade de nossa vida terrena e de nosso destino eterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A comemora\u00e7\u00e3o dos que partiram desta vida nos leva \u00e0 reflex\u00e3o do desapego, que a maturidade da exist\u00eancia inexoravelmente acarreta. Um dia temos de nos afastar das responsabilidades, dos bens, das amizades, das pessoas que am\u00e1vamos e que nos amam tamb\u00e9m. Teremos que partir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se o partir para longe j\u00e1 \u00e9 quase morrer um pouco \u2013 \u201cpartir c\u2019est mourir um peu\u201d diz o poeta franc\u00eas \u2013 a despedida final dos que amamos causa uma dor t\u00e3o profunda que s\u00f3 a certeza de uma vida imorredoura nos pode consolar. \u00c9 o que a liturgia da Igreja lembra para iluminar a f\u00e9 e despertar a esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Da\u00ed a necessidade da pedagogia do desapego no correr dos dias terrenos. Os mais velhos d\u00e3o lugar aos mais novos. Os que est\u00e3o \u00e0 frente de uma empresa, de uma escola, de uma par\u00f3quia ou diocese cedem o posto a quem os substitua com mais vigor e mais capacidade. A lei da vida exige a transitoriedade das fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A comemora\u00e7\u00e3o dos que se despediram da vida terrena necessariamente nos leva a pensar na vida futura, aquela que n\u00e3o tem fim. O cora\u00e7\u00e3o humano parece adivinhar que a morte n\u00e3o \u00e9 o fim da exist\u00eancia, mas a passagem para uma vida melhor. A palavra de Deus \u00e9 que nos d\u00e1 a certeza de uma vida que n\u00e3o tem fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Parece-nos \u00e0s vezes que a alma humana sente ter asas para subir, buscando espa\u00e7os mais largos e mais altos, como se f\u00f4ramos p\u00e1ssaros que amam as alturas&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Lembra-me aqui o inspirado anseio de Trist\u00e3o de Ata\u00edde: \u201cO que sinto s\u00e3o asas que pedem mais azul, s\u00e3o asas que pedem mais espa\u00e7o, s\u00e3o asas que pedem mais estrelas.\u201d E remata dizendo: \u201cSinto que a terra n\u00e3o basta para mim, p\u00e1ssaro do caminho.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A lembran\u00e7a dos mortos n\u00e3o pode ser tecida s\u00f3 de saudades. \u00c9 por certo um convite para subir&#8230; Nossas asas nos levam acima das estrelas. O porto de chegada \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulh\u00f4a Vieira<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja, logo ap\u00f3s a festividade de todos os Santos, dia 1\u00ba XI, convida a lembrarmo-nos dos que partiram desta vida e ainda precisam de nossas preces para, purificados, serem introduzidos na vis\u00e3o beatifica de Deus, que chamamos c\u00e9u.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11615"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=11615"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11615\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=11615"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=11615"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=11615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}