{"id":11633,"date":"2009-06-19T00:00:00","date_gmt":"2009-06-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-igreja-e-so-dos-padres\/"},"modified":"2009-06-19T00:00:00","modified_gmt":"2009-06-19T03:00:00","slug":"a-igreja-e-so-dos-padres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-igreja-e-so-dos-padres\/","title":{"rendered":"A Igreja \u00e9 s\u00f3 dos Padres?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 mais de vinte anos, lembro-me de ter escrito, com este mesmo t\u00edtulo, pequeno artigo no saudoso \u201cCompasso\u201d. Para quem sabe que a Igreja \u00e9 comunh\u00e3o, a saber: uni\u00e3o comum das pessoas que t\u00eam a mesma f\u00e9 e vivem, \u00e0 luz do Evangelho e do Esp\u00edrito Santo sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio bispo, \u00e9 f\u00e1cil compreender que a Igreja n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dos padres.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje, pela extens\u00e3o territorial ou pela enormidade dos pr\u00e9dios de arranha-c\u00e9us, fica dif\u00edcil fazer da par\u00f3quia verdadeira comunidade de f\u00e9 e de amor fraterno, sob a orienta\u00e7\u00e3o pastoral do p\u00e1roco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A par\u00f3quia, pelo que a Igreja ensina e deseja, \u00e9 comunidade de pessoas \u2013 uma fam\u00edlia de Deus \u2013 n\u00e3o uma ignota massa humana. O ideal \u00e9 transform\u00e1-la em colm\u00e9ia ativa, centro animador de agentes leigos, compenetrados de sua honrosa miss\u00e3o de ap\u00f3stolos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 sob este foco animador de tarefas bem distribu\u00eddas que o padre tem uma insubstitu\u00edvel fun\u00e7\u00e3o. Se a par\u00f3quia se renova ou j\u00e1 se renovou em necess\u00e1ria comunh\u00e3o de pessoas, todas imbu\u00eddas de sua miss\u00e3o de ap\u00f3stolos, isto \u00e9, de ministros n\u00e3o-ordenados, o papel do padre ser\u00e1 o de animador e l\u00edder desta colm\u00e9ia alegre, laboriosa e diversificada. Parece-me este o ideal do Papa Paulo VI na \u201cEvangelii Nuntiandi\u201d (nos 70 e 73). Assim idealmente instalada, o padre tem seu nobre papel de inspirador, animador, testemunha e coordenador da comunidade de leigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o sei se \u00e9 necess\u00e1rio lembrar que os fi\u00e9is convictos de sua responsabilidade laical e de sua miss\u00e3o na messe de Senhor, n\u00e3o podem apresentar-se como donos da igreja, como tamb\u00e9m n\u00e3o o \u00e9 o padre. Mas sim ap\u00f3stolos por for\u00e7a do sacramento da crisma j\u00e1 recebida no e portanto ap\u00f3stolos leigos no mundo. Assim colocada a doutrina eclesiol\u00f3gica, a resposta ao provocante t\u00edtulo deste artigo se torna clara como o sol. O dono da Igreja s\u00f3 pode ser o Senhor Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Igreja viva, Igreja \u2013 comunh\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 s\u00f3 do padre. S\u00f3 se pode sentir a vida de uma comunidade, se nela florescerem v\u00e1rios carismas, muitos ap\u00f3stolos dedicados, sob a lideran\u00e7a do padre, que o bispo colocou \u00e0 frente da comunidade enriquecida de carismas v\u00e1rios. \u00c9 o esfor\u00e7o pastoral do padre que se vai exigir para este ideal eclesiol\u00f3gico atual: Igreja comunidade fraterna e apost\u00f3lica, tendo \u00e0 frente o padre servidor e dedicado.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulh\u00f4a Vieira<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de vinte anos, lembro-me de ter escrito, com este mesmo t\u00edtulo, pequeno artigo no saudoso \u201cCompasso\u201d. 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