{"id":11635,"date":"2009-05-20T00:00:00","date_gmt":"2009-05-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/reflexoes\/"},"modified":"2009-05-20T00:00:00","modified_gmt":"2009-05-20T03:00:00","slug":"reflexoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/reflexoes\/","title":{"rendered":"Reflex\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Percorrendo nestes dias alguns velhos n\u00fameros de nosso \u2013 \u201cnosso\u201d quer dizer \u201cda Arquidiocese\u201d \u2013 jornal mensal Compasso, encontrei a not\u00edcia de um assalto aqui na nossa cidade de Uberaba. Eram quatro homens armados que assaltaram uma empresa no dia de pagamento. Comumente h\u00e1 repulsa natural e justa a um crime desta natureza, que n\u00e3o foi o \u00fanico, pois isto se repete muit\u00edssimas vezes, quase todos os dias.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Numa sociedade capitalista como a nossa, h\u00e1 mais repulsa a um crime contra o patrim\u00f4nio ou contra os Bancos do que contra a vida, como \u00e9 o crime do aborto. H\u00e1 muita gente importante na nossa sociedade querendo at\u00e9 a \u201clegaliza\u00e7\u00e3o\u201d do aborto, sob o sofisticado pretexto de assim coibir a clandestinidade deste crime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nos ambientes pensantes de nossa sociedade, \u00e9 comum condenar o ladr\u00e3o que assalta, nunca o m\u00e9dico que realiza o aborto. Necess\u00e1rio interrogar a nossa consci\u00eancia para julgar qual dos crimes \u00e9 maior: tirar a vida inocente ou roubar o dinheiro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Certa vez \u2013 foi em Conquista-MG \u2013 numa Missa, cuja celebra\u00e7\u00e3o eu presidia, uma menina de uns nove anos, apresentou no microfone as inten\u00e7\u00f5es. E de repente, fez este espantoso pedido: \u201cQue as crian\u00e7as tenham sempre sa\u00fade e n\u00e3o passem mais fome!\u201d. Teria ela sentido a dolorosa experi\u00eancia da fome ou teria apenas sido tocada pela necessidade de outras crian\u00e7as?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na visita, que o saudoso Papa Jo\u00e3o Paulo II fez \u00e0 nossa P\u00e1tria, l\u00e1 no Piau\u00ed, rezou a Deus, vendo provavelmente o que viu: \u201cPai, o povo passa fome!\u201d. Teve-se na \u00e9poca a impress\u00e3o de que o Santo Padre teria sentido necessidade de informar a Deus o que estava vendo, como se Deus precisasse ser informado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um velho recorte de jornal \u2013 n\u00e3o sei a data \u2013 registra que, num assalto, rev\u00f3lver em punho, o assaltante ao encostar a arma no funcion\u00e1rio, disse estar fazendo aquilo \u201cporque meus filhos passam fome\u201d. Uma afirma\u00e7\u00e3o como esta, embora n\u00e3o justifique o roubo nem o pode fazer, traz uma angustiosa reflex\u00e3o para a sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estas considera\u00e7\u00f5es e casos s\u00e3o aqui expostos para refletir: a fome, o assalto, a viol\u00eancia e a vida. S\u00e3o os fatos di\u00e1rios que os jornais registram para todos. H\u00e1 solu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulh\u00f4a Vieira<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Percorrendo nestes dias alguns velhos n\u00fameros de nosso \u2013 \u201cnosso\u201d quer dizer \u201cda Arquidiocese\u201d \u2013 jornal mensal Compasso, encontrei a not\u00edcia de um assalto aqui na nossa cidade de Uberaba. Eram quatro homens armados que assaltaram uma empresa no dia de pagamento. 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