{"id":11641,"date":"2009-03-31T00:00:00","date_gmt":"2009-03-31T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/olhos-de-fe-e-olhos-de-amor\/"},"modified":"2009-03-31T00:00:00","modified_gmt":"2009-03-31T03:00:00","slug":"olhos-de-fe-e-olhos-de-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/olhos-de-fe-e-olhos-de-amor\/","title":{"rendered":"Olhos de f\u00e9 e olhos de amor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Dif\u00edceis os tempos atuais. Parece que as pessoas buscam mais o que \u00e9 belo e atraente, ao inv\u00e9s de se interessarem pelo que \u00e9 verdadeiro, n\u00e3o importando se \u00e9 certo e objetivamente reto. Perdeu-se o sentido da verdade objetiva e a busca do bem. Necess\u00e1rio pois discernir o verdadeiro do falso. J\u00e1 no tempo de S\u00e3o Paulo, ele nos advertia a ter discernimento, conservando o que \u00e9 verdadeiro (1\u00ba Tess 5, 21-22).<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O jovem que dizia ao Cardeal de Mil\u00e3o n\u00e3o querer saber se o cristianismo ou o Evangelho \u00e9 verdadeiro, pois isto n\u00e3o teria import\u00e2ncia, dizia ele. O importante \u00e9 que o Evangelho \u00e9 belo! A beleza hoje parece ter mais aceita\u00e7\u00e3o do que a verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com esta posi\u00e7\u00e3o subjetiva do jovem de Mil\u00e3o, n\u00e3o existe mais o certo ou errado. N\u00e3o importa o pecado nem a norma moral objetiva. O belo, que quer e procura, deve ser seguido, sem que ningu\u00e9m possa objetar algo em nome de uma lei ou de Deus ou da Igreja ou da sociedade. \u00c9 pois um desafio ao educador, aos pais e aos mestres querer apontar alguma regra ou norma objetiva. A lei absoluta \u00e9 a da liberdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por isto nosso esfor\u00e7o pedag\u00f3gico, urge despertar o sentido da f\u00e9: aprender de novo, contra tudo que hoje est\u00e1 por a\u00ed, a palavra luminosa de Deus, que \u00e9 o amor. Ter os olhos claros para enxergar nAquele que \u00e9 o bem absoluto o que Ele nos manda praticar. \u00c9 preciso ter olhos de f\u00e9. Quando iluminamos a nossa vis\u00e3o, despertam-se em n\u00f3s \u201cos olhos do amor\u201d. Come\u00e7amos a compreender o certo e o errado e da\u00ed passamos a viver de outra maneira, amando o dever e amando o bem, s\u00e3o os \u201colhos do amor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Penso que foi isto que o nosso Papa quis que se entendesse, quando disse l\u00e1 na visita \u00e0 \u00c1frica, que n\u00e3o se tem a solu\u00e7\u00e3o de todo o problema da defesa da sa\u00fade, apenas com o uso do preservativo. A viv\u00eancia do amor conjugal sup\u00f5e e exige doa\u00e7\u00e3o t\u00e3o profunda e t\u00e3o envolvente que a fidelidade seja de fato assegurada, sem risco da aventura amorosa. Penso ter sido isto o que Papa quis exprimir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o se pode esquecer a riqueza humana e sobrenatural do cristianismo, que \u00e9 belo e atraente por sua doutrina divina. \u00c9 fonte de significado e de vida hoje, como foi no passado. Se tivermos a claridade dos olhos da f\u00e9, teremos por certo um olhar de amor que nos leva \u00e0s necessidades do mundo de hoje, a fim de encontrarmos o que \u00e9 verdadeiro e realmente bom. Olhos de f\u00e9 que nos abrem os olhos para o amor.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulh\u00f4a Vieira<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dif\u00edceis os tempos atuais. Parece que as pessoas buscam mais o que \u00e9 belo e atraente, ao inv\u00e9s de se interessarem pelo que \u00e9 verdadeiro, n\u00e3o importando se \u00e9 certo e objetivamente reto. Perdeu-se o sentido da verdade objetiva e a busca do bem. Necess\u00e1rio pois discernir o verdadeiro do falso. J\u00e1 no tempo de &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/olhos-de-fe-e-olhos-de-amor\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">Olhos de f\u00e9 e olhos de amor<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11641"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=11641"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11641\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=11641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=11641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=11641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}