{"id":11645,"date":"2009-02-26T00:00:00","date_gmt":"2009-02-26T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-poder-gera-insensibilidade\/"},"modified":"2009-02-26T00:00:00","modified_gmt":"2009-02-26T03:00:00","slug":"o-poder-gera-insensibilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-poder-gera-insensibilidade\/","title":{"rendered":"\u201cO Poder gera insensibilidade\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o sei se, nesta \u00e9poca ap\u00f3s o Carnaval, quando as not\u00edcias, que chamam a aten\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, versam apenas sobre os desfiles carnavalescos, as fantasias, os blocos etc., uma reflex\u00e3o s\u00e9ria pode merecer alguma aten\u00e7\u00e3o. Assim mesmo, arrisco.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Li nestes dias a frase \u2013 \u201cO poder gera insensibilidade\u201d \u2013 num \u00f3timo e longo artigo de uma revista de 2007 no qual o autor analisa o assim chamado Estado Democr\u00e1tico. O autor do artigo procura provar \u2013 e o faz com \u00eaxito \u2013 o infeliz div\u00f3rcio entre o poder, de um lado, e o povo do outro, o que constitui uma das contradi\u00e7\u00f5es da Democracia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando vi no Jornal Nacional, dias atr\u00e1s, a not\u00edcia de que a C\u00e2mara dos Deputados estava tentando elevar seus sal\u00e1rios de mais de vinte mil reais para vinte e sete mil, cheguei \u00e0 conclus\u00e3o de que de fato o poder gera insensibilidade. Num pa\u00eds em que o sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o chega a quinhentos reais, querer aumentar o ganho de quem recebe quarenta e tr\u00eas vezes mais que o assalariado do m\u00ednimo \u00e9 gross\u00edssima insensibilidade. De fato o poder corrompe e insensibiliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nem vale apelar para o fato de que j\u00e1 existe atualmente uma verba de representa\u00e7\u00e3o de quinze mil reais, que seria substitu\u00edda pelo aumento. Isto \u00e9 insensibilidade dos que foram eleitos para se dedicarem ao bem do povo que os elegeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se n\u00e3o se tomar cuidado, em todos os n\u00edveis do poder \u2013 nacional, estadual, municipal \u2013 os governantes se tornam insens\u00edveis \u00e0s verdadeiras e reais necessidades da popula\u00e7\u00e3o. Os casos s\u00e3o reais e f\u00e1ceis de constatar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 pois, para todos os que s\u00e3o eleitos para o bem dos que os elegeram, o perigo do div\u00f3rcio entre o poder e o povo, fazendo das promessas pr\u00e9-eleitorais uma piada de mau gosto, cujo resultado \u00e9 igual a zero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eleitores, que somos, dever\u00edamos entrar em contato com os que elegemos para a Municipalidade, o Estado e a Na\u00e7\u00e3o para cobrar deles a necess\u00e1ria presen\u00e7a no encaminhamento das solu\u00e7\u00f5es dos problemas que afligem o povo. Embora seja mais f\u00e1cil perceber as falhas na cidade, porque estamos mais pr\u00f3ximos dos problemas dela \u2013 como asfalto, assist\u00eancia, sa\u00fade etc. \u2013 n\u00e3o nos podemos desinteressar das defici\u00eancias nos deveres do Estado e da Na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pode ser \u2013 como o poder gera insensibilidade \u2013 que n\u00e3o tenhamos ouvidos que nos ou\u00e7am nas alturas em que se colocam os que elegemos, como soe acontecer. Mas, como eleitores, marquemo-los para que nunca mais recebam a nossa simpatia e o nosso voto. De fato, o poder castra a sensibilidade.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulh\u00f4a Vieira<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei se, nesta \u00e9poca ap\u00f3s o Carnaval, quando as not\u00edcias, que chamam a aten\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, versam apenas sobre os desfiles carnavalescos, as fantasias, os blocos etc., uma reflex\u00e3o s\u00e9ria pode merecer alguma aten\u00e7\u00e3o. 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