{"id":11683,"date":"2008-07-28T00:00:00","date_gmt":"2008-07-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-menino-assassinado\/"},"modified":"2008-07-28T00:00:00","modified_gmt":"2008-07-28T03:00:00","slug":"o-menino-assassinado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/o-menino-assassinado\/","title":{"rendered":"O menino assassinado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o houve pessoa alguma no Brasil que n\u00e3o se tivesse sentido atingida pelo assassinato brutal do menino Jo\u00e3o Roberto, de tr\u00eas anos de idade. Foi no Rio de Janeiro. Os jornais deram a tr\u00e1gica not\u00edcia: duas crian\u00e7as no banco de tr\u00e1s; a m\u00e3e na dire\u00e7\u00e3o do carro; a pol\u00edcia em alta velocidade, perseguindo criminosos que fugiam; o carro encostado \u00e0 esquerda para a pol\u00edcia ultrapassar, enquanto os agentes disparavam suas armas contra o carro da senhora que o dirigia. Assim morreu a crian\u00e7a, atingida por v\u00e1rios tiros das armas assassinas.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O espanto de todos \u00e9 que os tiros que atingiram o inocente de tr\u00eas anos partiram dos que t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de proteger a vida de todos n\u00f3s. O desespero do pai de Jo\u00e3o Roberto, como se viu nos jornais da TV, era de sofrimento imenso e justo: perder um filho, nas v\u00e9speras de completar quatro anos, por imperdo\u00e1vel erro de quem deveria defender a popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 tr\u00e1gico. N\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00e3o que se possa aceitar nem consolo para os pais desgra\u00e7adamente atingidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o faz muito tempo que outro menino, chamado Jo\u00e3o H\u00e9lio (\u201ch\u00e9lio\u201d quer dizer sol) preso fora do carro pelo cinto de seguran\u00e7a foi arrastado pelo asfalto por v\u00e1rios quil\u00f4metros nas ruas do Rio, sem que ningu\u00e9m pudesse socorr\u00ea-lo na velocidade com que os bandidos fugiam loucamente, arrastando a crian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o se sabe qual a instru\u00e7\u00e3o que as corpora\u00e7\u00f5es d\u00e3o a seus membros, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 defender a popula\u00e7\u00e3o dos perigosos elementos que se misturam na vida social, para que n\u00e3o se repitam os lament\u00e1veis erros, como este e outros, que destroem vidas inocentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Est\u00e1 na mem\u00f3ria de todos n\u00f3s o recente epis\u00f3dio, tamb\u00e9m no Rio, de militares que entregaram rapazes do morro carioca a um grupo inimigo, cujos membros n\u00e3o titubearam em assassin\u00e1-los barbaramente. A maldade dos agentes militares neste gesto de entregar os rapazes ao grupo inimigo n\u00e3o tem explica\u00e7\u00e3o aceit\u00e1vel. Duplo crime: entregaram os rapazes a bandidos e assim permitiram que fossem assassinados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os cidad\u00e3os t\u00eam o indiscut\u00edvel direito de serem protegidos por uma pol\u00edcia eficiente, cuidadosamente preparada, capaz de evitar que seus membros, ao inv\u00e9s de nos defender de elementos perniciosos, sejam eles mesmos os autores de lament\u00e1veis atos de morte dos inocentes, como este do menino Jo\u00e3o Roberto, de tr\u00eas anos apenas, como se fosse um criminoso periculoso da sociedade carioca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jo\u00e3o Roberto, Jo\u00e3o H\u00e9lio e Isabella \u2013 tr\u00edptico de v\u00edtimas dos novos herodes.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulh\u00f4a Vieira<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o houve pessoa alguma no Brasil que n\u00e3o se tivesse sentido atingida pelo assassinato brutal do menino Jo\u00e3o Roberto, de tr\u00eas anos de idade. 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