{"id":11693,"date":"2008-10-27T00:00:00","date_gmt":"2008-10-27T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/finados\/"},"modified":"2008-10-27T00:00:00","modified_gmt":"2008-10-27T02:00:00","slug":"finados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/finados\/","title":{"rendered":"Finados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Estamos aproximando-nos do dia dos finados. \u201cFinados\u201d vem do latim: \u201cfines\u201d, que quer dizer \u201climites\u201d, \u201cextremidades\u201d. \u00c9 pois o dia em que somos convidados para nos lembrar dos que ultrapassaram os limites da vida terrena. Partiram de nosso conv\u00edvio. A Igreja desde os prim\u00f3rdios, faz a mem\u00f3ria dos que foram desta vida, cuja lembran\u00e7a guardamos nos escr\u00ednios das nossas saudades.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Escritura Sagrada nos faz entender que nossos atos merit\u00f3rios est\u00e3o guardados nos celeiros de Deus e os nossos exemplos iluminam os que aqui ficaram \u00e0 espera do chamado do autor da vida. N\u00e3o sei se \u00e9 tamb\u00e9m por isto que h\u00e1 os que acendem velas nos jazigos silenciosos dos nossos cemit\u00e9rios. N\u00e3o poderia este gesto ser o sinal de que as vidas destes antepassados foram exemplos de luz para os que ficaram?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Igreja, ap\u00f3s a festa lit\u00fargica de todos os Santos, convida-nos a comemorar \u2013 isto \u00e9, a lembrar \u2013 os que nos precederam na morte n\u00e3o s\u00f3 rezando por eles, mas recordando seus exemplos, virtudes e m\u00e9ritos. E ao estimular-nos a rezar pelos mortos, a Igreja tem a convic\u00e7\u00e3o de que, como Corpo M\u00edstico que somos, como membros uns dos outros, podemos auxili\u00e1-los a diminuir o retardo purificador em que se encontram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na vida humana, h\u00e1 dias e momentos de alegria e de festa e momentos de lembran\u00e7a e saudade. Nesta ocasi\u00e3o lembramo-nos da partida para a eternidade daqueles que conviveram conosco. Podemos at\u00e9 dizer que essas mortes t\u00eam coloridos diferentes. H\u00e1 as mortes das crian\u00e7as que s\u00e3o como festivos repiques de sinos. Outras, como um ramalhete de flores que se oferece a Deus. H\u00e1 os que morrem no anonimato das ruas, sem m\u00e9dico \u00e0 cabeceira, sem que haja quem lhes chore uma l\u00e1grima. J\u00e1 vimos alguma vez a morte de pessoa santa, cujo \u00faltimo gesto foi um \u00f3sculo de amor na imagem do Crucificado. Momento augusto o da morte, quando as luzes terrenas se apagam e a criatura se encontra com a claridade do olhar de Deus que vem para julgar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Finados: um dia para recordar e para refletir. Um convite para erguer o olhar, \u00e0 luz da f\u00e9, lembrando que temos um destino de felicidade que n\u00e3o termina, na contempla\u00e7\u00e3o da face luminosa de Deus: \u201cN\u00f3s O veremos como Ele \u00e9\u201d (1a Jo 3,2).<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Benedicto de Ulh\u00f4a Vieira<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos aproximando-nos do dia dos finados. \u201cFinados\u201d vem do latim: \u201cfines\u201d, que quer dizer \u201climites\u201d, \u201cextremidades\u201d. \u00c9 pois o dia em que somos convidados para nos lembrar dos que ultrapassaram os limites da vida terrena. Partiram de nosso conv\u00edvio. 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