{"id":11754,"date":"2010-05-11T00:00:00","date_gmt":"2010-05-11T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/jesus-e-os-cristaos\/"},"modified":"2010-05-11T00:00:00","modified_gmt":"2010-05-11T03:00:00","slug":"jesus-e-os-cristaos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/jesus-e-os-cristaos\/","title":{"rendered":"Jesus e os crist\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">No tempo da P\u00e1scoa meditamos sobre as novidades que Jesus Cristo, morto e ressuscitado, introduziu no mundo. Com Cristo mudou para os homens o modo de pensar em Deus, o modo de senti-lo presente na pr\u00f3pria vida, de estar no meio de n\u00f3s.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O evangelho, narrado por Jo\u00e3o 14,23-29, nos reprop\u00f5e palavras pronunciadas por Jesus durante a \u00faltima ceia. S\u00e3o palavras sobre as quais Jo\u00e3o deve ter meditado profundamente, a vida inteira. Jo\u00e3o teve vida longa, o \u00fanico ap\u00f3stolo n\u00e3o m\u00e1rtir, que escreveu seu Evangelho pelo ano 90 de nossa era.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um evangelho diverso dos tr\u00eas precedentes, Marcos, Mateus e Lucas. Parece que Jo\u00e3o tenha querido reservar a si, como testemunha ocular dos fatos, como um que viu e teve a tarefa especial, de relatar algumas coisas n\u00e3o ditas pelos outros evangelistas, de por em evid\u00eancia particularidades que lhes passaram desapercebistas e com o passar do anos lhe pareceram tornar-se mais importantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao tempo dos fatos, Jo\u00e3o era jovem. Era inteligente, intuitivo , generoso, pleno de entusiasmo, impetuoso. Ele e seu irm\u00e3o Tiago foram cognominados por Jesus \u201cfilhos do trov\u00e3o\u201d. Jo\u00e3o nos relatou com particulares o epis\u00f3dio da \u00faltima ceia, quando Jesus chamou amigos os ap\u00f3stolos, quis lavar-lhes os p\u00e9s, e instituiu a Eucaristia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Naquela ocasi\u00e3o, Jesus discursou longamente, despedindo-se cheio de emo\u00e7\u00e3o. No trecho de hoje, Jesus descreve a situa\u00e7\u00e3o do homem novo, de quem entende viver como disc\u00edpulo do Senhor e Filho de Deus. S\u00e3o tr\u00eas id\u00e9ias fundamentais, que valiam para os ap\u00f3stolos ent\u00e3o, e que valem n\u00e3o menos para n\u00f3s hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em primeiro lugar, Jesus indica quais as conseq\u00fc\u00eancias para o homem que se empenha em amar verdadeiramente o Senhor: \u201cSe algu\u00e9m me ama, observar\u00e1 as minhas palavras\u201d. Depois acrescenta o novo: \u201cE meu Pai o amar\u00e1\u201d. Jesus prossegue: \u201cN\u00f3s viremos a ele, e faremos morada nele\u201d. Desconcertante conseq\u00fc\u00eancia para o crist\u00e3o que ama verdadeiramente Cristo. Deus vem a ele, vem \u00e0 sua casa, habitar em seu cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 a presen\u00e7a de Deus em n\u00f3s, que traz tanta serenidade e confian\u00e7a \u00e0 vida do crist\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Jesus acrescenta um segundo dado importante: \u201cO Esp\u00edrito Santo que o Pai enviar\u00e1 em meu nome, vos ensinar\u00e1 tudo\u201d. Com a presen\u00e7a de Deus em seu cora\u00e7\u00e3o, o crist\u00e3o adverte em si a voz do Esp\u00edrito Santo que o instrui, lhe sugere pensamentos de f\u00e9, e sentimentos de amor ao pr\u00f3ximo, Mostrando-lhe como comportar-se na vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c0s vezes fechamos os ouvidos para n\u00e3o ouvir a voz da consci\u00eancia, a voz de Deus. Quem ao inv\u00e9s se p\u00f5e na escuta do Esp\u00edrito Santo, entra em harmonia com o Senhor. E entra em harmonia consigo mesmo. E encontra dentro de si mesmo grande paz. \u00c9 a terceira caracter\u00edstica do crist\u00e3o: homem de paz. Do evangelho ouvimos as palavras de Jesus: \u201cDeixo-vos a paz, dou-vos a minha paz\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o palavras de amizade e de aug\u00fario, e o sacerdote as repete durante a missa, exatamente como aug\u00fario de Jesus, como dom que o Senhor nos faz. Mas n\u00e3o se trata de qualquer paz, porque Jesus precisou bem: esta paz \u201cEu vos dou n\u00e3o como a d\u00e1 o mundo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A paz do mundo como se verifica n\u00e3o \u00e9 como satisfazer a fome. H\u00e1 quem quer tudo e imediatamente, e faz a guerra. A paz n\u00e3o \u00e9 como um armist\u00edcio, um par\u00eantesis, enquanto a normalidade seria combater-se, sobrepor-se aos outros, impor-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como crist\u00e3os, n\u00e3o devemos impor aos semelhantes outro peso sen\u00e3o o do seu amor, que \u00e9 a \u00fanica necessidade que se imp\u00f5e por si com invenc\u00edvel for\u00e7a. Devemos escutar o Esp\u00edrito Santo com humildade e amor para vencer a tenta\u00e7\u00e3o de reduzir as palavras de Jesus \u00e0 nossa pequena medida, de sermos n\u00f3s os int\u00e9rpretes. Somente o Esp\u00edrito pode iluminar e conduzir-nos a descobrir o seu sentido verdadeiro para repetir aos irm\u00e3os com a do\u00e7ura e mansid\u00e3o que as tornam acredit\u00e1veis. S\u00f3 o Esp\u00edrito pode abrir-nos \u00e0 compreens\u00e3o das situa\u00e7\u00f5es humanas mais diversas, \u00e0 solidariedade com todos, base para a oferta do evangelho de paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, sem atitude de seguran\u00e7a e de orgulho, possamos tornar-nos portadores da paz de Cristo, que vem do Pai e que ele, mediante o Esp\u00edrito, difunde em nossos cora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Cardeal Geraldo Majella Agnelo<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No tempo da P\u00e1scoa meditamos sobre as novidades que Jesus Cristo, morto e ressuscitado, introduziu no mundo. Com Cristo mudou para os homens o modo de pensar em Deus, o modo de senti-lo presente na pr\u00f3pria vida, de estar no meio de n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"author":83,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":""},"categories":[758],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11754"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/users\/83"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/comments?post=11754"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/posts\/11754\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/media?parent=11754"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/categories?post=11754"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/cnbb-app\/wp\/v2\/tags?post=11754"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}