{"id":11773,"date":"2009-09-24T00:00:00","date_gmt":"2009-09-24T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ano-sacerdotal-o-pe-charles-de-foucauld-i\/"},"modified":"2009-09-24T00:00:00","modified_gmt":"2009-09-24T03:00:00","slug":"ano-sacerdotal-o-pe-charles-de-foucauld-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/ano-sacerdotal-o-pe-charles-de-foucauld-i\/","title":{"rendered":"Ano Sacerdotal: o Pe. Charles de Foucauld (I)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Neste Ano Sacerdotal, escrever sobre o padre Charles de Foucauld \u00e9 um dever e um prazer. Dever por ser ele permanentemente um inspirador de muitas vidas sacerdotais, sobretudo para aqueles padres membros da Fraternidade Sacerdotal \u201cJesus-Caritas\u201d. \u00c9 tamb\u00e9m um prazer porque na vida de Charles de Foucauld, podemos tocar o mist\u00e9rio do amor de Deus. Charles nasceu em Estrasburgo, a 15 de setembro de 1858, de fam\u00edlia nobre, cujo lema era: \u201cjamais voltar atr\u00e1s\u201d. A perda dos pais aos seis anos de idade deixa-lhe na alma dolorosa ferida. O av\u00f4 materno, coronel do ex\u00e9rcito, cuida de Charles. A fam\u00edlia optou pela nacionalidade francesa.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Charles conclui o ensino m\u00e9dio com os jesu\u00edtas em Paris. Come\u00e7a ent\u00e3o a preparar-se para a carreira militar, mas \u00e9 despedido da escola por indisciplina. Aos 16 anos considera ter perdido a f\u00e9: \u201ceu que desde minha inf\u00e2ncia havia estado envolto por tantas gra\u00e7as, filho de uma m\u00e3e santa&#8230;eu me afastava cada vez mais de v\u00f3s, Senhor. Toda a f\u00e9 havia desaparecido de minha vida\u201d, escreveu ele mais tarde, Em 1878 seu av\u00f4 morre, deixando-lhe consider\u00e1vel fortuna que ele come\u00e7a a dissipar rapidamente. Entra na Escola de Cavalaria e ganha o \u00faltimo lugar em uma trma de 87 estudantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na guarni\u00e7\u00e3o de Pont-\u00e0-Mousson vive na farra e perde a credibilidade ao se envolver com uma jovem de m\u00e1 reputa\u00e7\u00e3o, conhecida por Mimi. Quando seu regimento \u00e9 enviado para a Arg\u00e9lia, Charles leva Mimi como se fosse sua esposa. Descoberta a fraude, o Ex\u00e9rcito quer licenci\u00e1-lo. Ele recusa, preferindo ficar inativo. Volta \u00e0 Fran\u00e7a. Em 1881, ao saber que seu regimento est\u00e1 participando de uma a\u00e7\u00e3o perigosa na Tun\u00edsia, Charles abandona Mimi e pede reintegra\u00e7\u00e3o nas fileiras do ex\u00e9rcito, reunindo-se de novo a seus companheiros. Por oito meses se porta como excelente oficial, apreciado tanto por seus superiores como pelos soldados. De 1882 a 1886 vive uma experi\u00eancia nova. Em 1882, seduzido pela \u00c1frica do Norte, deixa o ex\u00e9rcito e se instala na Arg\u00e9lia, preparando-se para uma viagem de \u201cReconhecimento de Marrocos\u201d. Aprende \u00e1rabe e hebr\u00e1ico. Viaja clandestinamente por Marrocos disfar\u00e7ado de rabino arriscando sua vida em v\u00e1rias viagens. Impressionam-no as ora\u00e7\u00f5es dos mu\u00e7ulmanos: \u201co Isl\u00e3 produziu em mim uma profunda transforma\u00e7\u00e3o, uma revolu\u00e7\u00e3o interior\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fica noivo na Arg\u00e9lia, mas acaba abandonando o projeto de se casar em raz\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia da noiva. \u201c\u201dVolta \u00e0 Fran\u00e7a e p\u00f5e-se a escrever seu livro \u201cO Reconhecimnto de Marrocos\u201d, trabalho que lhe mereceu a medalha de ouro da Sociedade Francesa de Geografia. Vive ent\u00e3o com sobriedade e se interroga sobre a vida interior, sobre a vida espiritual. Entra nas igrejas, sem f\u00e9, e repete este prece estranha: \u201cDeus meu, Deus meu, se existis, fazei que eu vos conhe\u00e7a\u201d. No final de outubro de 1886, Charles entra na igreja de Santo Agostinho e pede ao Pe. Huvelin, que lhe fora apresentado por uma prima, algumas explica\u00e7\u00f5es sobre religi\u00e3o. O Pe. Huvelin convida-o com veem\u00eancia a ajoelhar-se e a se confessar. Ele o faz e recebe imediatamente a comunh\u00e3o. Come\u00e7a a partir deste dia, uma nova vida, despontando a voca\u00e7\u00e3o para a vida religiosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1.888 viaja para Terra Santa e Nazar\u00e9 lhe toca profundamente a alma. Retornando \u00e0 Fran\u00e7a, doa todos os seus bens para sua irm\u00e3 e faz v\u00e1rios retiros com o objetivo de encontrar uma ordem religiosa na qual entrar. Seu desejo \u00e9 viver \u201ca vida oculta do humilde e pobre trabalhador de Nazar\u00e9\u201d. A trapa lhe parece a melhor escolha. \u00c9 sua esta frase: \u201cT\u00e3o logo cri que havia um Deus, compreendi que n\u00e3o podia fazer outra coisa sen\u00e3o viver para Ele\u201d. Caro(a) leitor(a), por hoje paro por aqui. Esta frase merece nossa considera\u00e7\u00e3o, sobretudo em um momento em que se profetiza a inexist\u00eancia de Deus, como o faz o cientista ingl\u00eas Dawkins: \u201cNossa exist\u00eancia \u00e9 o fant\u00e1stico produto do acaso. N\u00e3o desperdice esta vida; outra n\u00e3o haver\u00e1\u201d. Mas tamb\u00e9m quantos s\u00e3o os que afirmam crer em Deus e vivem como se Deus n\u00e3o existisse! A f\u00e9 na exist\u00eancia de Deus, n\u00e3o chega a penetrar na vida. Professam com a boca a f\u00e9 e vivem na idolatria do dinheiro, do prazer e do poder. V\u00e3o \u00e0 igreja aos domingos e, durante a semana, cuidam egoisticamente de seus interesses, esquecidos da sorte do pr\u00f3ximo. Todos n\u00f3s somos chamados \u00e0 santidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Cabe-nos sempre de novo perguntar-nos sobre a coer\u00eancia de nossa vida com aquilo que afirmamos crer. Jesus nos ensinou que o primeiro e maior mandamento \u00e9 este: \u201camar\u00e1s o Senhor, teu Deus, de todo o teu cora\u00e7\u00e3o, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a tua for\u00e7a. E o segundo mandamento \u00e9: amar\u00e1s o teu pr\u00f3simo como a ti mesmo. N\u00e3o existe outro mandamento maior do que estes\u201d(Mt 12,30-31). No pr\u00f3ximo artigo veremos como Charles de Foucauld viveu intensamente esse amor.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste Ano Sacerdotal, escrever sobre o padre Charles de Foucauld \u00e9 um dever e um prazer. 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