{"id":11782,"date":"2009-06-01T00:00:00","date_gmt":"2009-06-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/tres-festas\/"},"modified":"2009-06-01T00:00:00","modified_gmt":"2009-06-01T03:00:00","slug":"tres-festas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/tres-festas\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas festas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A revela\u00e7\u00e3o de Deus se completou com a manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Ele d\u00e1 testemunho do Pai e do Filho, sendo Ele mesmo pessoa, express\u00e3o pessoal da comunh\u00e3o divina, introduzindo-nos no mist\u00e9rio da Trindade una. Neste m\u00eas de junho a Igreja celebra tr\u00eas festas que condensam para n\u00f3s a infinita riqueza da comunica\u00e7\u00e3o de Deus conosco: a SS. Trindade, Corpus Christi e Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, respectivamente nos dias 1, 11 e 19 pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O grande mist\u00e9rio, origem e destino do universo, \u00e9 a Trindade Santa: Deus Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, Deus-Amor. Mais de uma vez Jesus afirmou \u201cEu e o Pai somos Um\u201d(Jo 10,30). Este ser Um com o Pai significa uma comunh\u00e3o profunda no ser e no agir: \u201co Pai est\u00e1 em mim e eu no Pai\u201d(Jo 10,38). Esta comunh\u00e3o \u00e9 uma comunh\u00e3o de amor, no Esp\u00edrito Santo. S\u00e3o Jo\u00e3o assim definiu Deus: \u201cDeus \u00e9 Amor\u201d( I Jo 4,8). Dir\u00e1 mais tarde Santo Tom\u00e1s: Amor Subsistente. No cap\u00edtulo 17 do evangelho de Jo\u00e3o Jesus assim se dirige ao Pai: \u201ce agora, Pai, glorifica-me junto de ti mesmo, com a gl\u00f3ria que eu tinha, junto de ti, antes que o mundo existisse\u201d( v.5). Em outra ocasi\u00e3o Ele afirmara: \u201cantes que Abra\u00e3o existisse Eu Sou\u201d(Jo 8,58). Assim os disc\u00edpulos compreenderam a origem eterna de Jesus e Tom\u00e9 p\u00f4de exclamar, ao contemplar a humanidade do ressuscitado: \u201cmeu Senhor e meu Deus\u201d(Jo 20,28). Aquele homem, Jesus de Nazar\u00e9, \u00e9 verdadeiramente Deus, mais precisamente, o Verbo eterno pelo qual o Pai criou todas as coisas, as vis\u00edveis e as invis\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ele \u00e9 o Verbo feito\u00a0 carne no seio de Maria, por obra do Esp\u00edrito Santo. Compreendemos ent\u00e3o o significado profundo da devo\u00e7\u00e3o ao Cora\u00e7\u00e3o de Jesus. \u00c9 o cora\u00e7\u00e3o humano de Deus-Filho. Ali mora o Pai que lhe d\u00e1 seu amor inteiro, infinito, no Esp\u00edrito Santo, tal como se manifestou no batismo de Jesus. O Cora\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 um cora\u00e7\u00e3o onde faz morada a rela\u00e7\u00e3o filial que desde sempre subsiste no mist\u00e9rio de Deus: \u201cO Pai me ama e eu amo o Pai\u201d. A eterna rela\u00e7\u00e3o de amor Pai-Filho se comunica a n\u00f3s na humanidade de Jesus. Por isso o Cora\u00e7\u00e3o de Jesus tem a plenitude do Esp\u00edrito Santo, \u00e9 um Cora\u00e7\u00e3o abrasado de infinito amor. \u00c9 S\u00e3o Jo\u00e3o quem nos legou a cena do soldado atravessando o cora\u00e7\u00e3o de Cristo com uma lan\u00e7a, observando: \u201c&#8230;e imediatamente saiu sangue e \u00e1gua\u201d. Os padres da Igreja viram nesse acontecimento um precioso s\u00edmbolo da nascimento da Igreja: a \u00e1gua remetendo-nos ao batismo e o sangue \u00e0 eucaristia. Do lado aberto de Cristo nasce a Igreja, nova Eva, a humanidade nova. Pela sua paix\u00e3o e morte Jesus se entrega inteiramente \u00e0 humanidade, purificando-a para a ela se unir, comunicando-lhe vida abundante. O Cora\u00e7\u00e3o transpassado de Cristo testemunha esse incomensur\u00e1vel amor. E o Esp\u00edrito d\u00e1 testemunho em nosso cora\u00e7\u00e3o de que somos, no Filho, filhos amados de Deus, agora nosso Pai. S\u00e3o Jo\u00e3o nos ensina: \u201cs\u00e3o tr\u00eas que d\u00e3o testemunho: o Esp\u00edrito, a \u00e1gua e o sangue\u201d( I Jo 5,7-8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E continua: \u201ce nisto consiste o testemunho: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida est\u00e1 em seu Filho. Quem tem o Filho, tem a vida; quem n\u00e3o tem o Filho, n\u00e3o tem a vida\u201d(J\u00f4 5,11-12). A devo\u00e7\u00e3o ao Cora\u00e7\u00e3o de Jesus nos conduz para dentro desse mist\u00e9rio de amor e de vida. Ter o pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o entrela\u00e7ado com o de Cristo \u00e9 estar mergulhado no mist\u00e9rio de amor que \u00e9 o pr\u00f3prio Deus. O Batismo introduziu-nos nesse mist\u00e9rio. A eucaristia aprofunda sempre mais nossa comunh\u00e3o com Cristo e, n\u2019Ele, com o Pai e com todos os seres humanos, em primeiro lugar com os que conosco constituem o Corpo M\u00edstico, que \u00e9 a Igreja. A Eucaristia \u00e9, pois, o grande sacramento do encontro de Deus conosco. Prolonga o mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o: o Verbo Encarnado, p\u00e3o descido do c\u00e9u para a vida do mundo (Cf. Jo 6,35), se faz p\u00e3o-alimeto nas mesas-altares de nossas comunidades (Jo 6,51). Corpus Christi \u00e9 a festa em que a Igreja se alegra e proclama publicamente sua f\u00e9 na Eucaristia, presen\u00e7a daquele que doou sua vida para que viv\u00eassemos a plenitude da vida: \u201cComo o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo do Pai, assim viver\u00e1 de mim quem de mim se alimenta&#8230; Quem come deste p\u00e3o viver\u00e1 para sempre\u201d( Jo 6,57-58). A Eucaristia \u00e9 ainda a presen\u00e7a da entrega de Jesus. O ato de amor com que Jesus ofereceu sua vida na Cruz se faz realmente presente na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. Ali est\u00e1 Jesus, por for\u00e7a\u00a0 das santas palavras da consagra\u00e7\u00e3o, entregando-se a n\u00f3s e unindo-nos \u00e0 sua entrega ao Pai, feita na Cruz de uma vez para sempre. Tanto quanto Nossa Senhora, ao p\u00e9 da cruz, n\u00f3s entramos no ato de amor com que Jesus se entregou ao Pai pela nossa salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois comungamos, recebemos o corpo e sangue do Senhor, corpo glorioso, mas dado na Cruz, naquela sexta feira santa, e sangue transfigurado, mas derramado naquele dia para a remiss\u00e3o de nossos pecados, sangue da nova e eterna alian\u00e7a. Na eucaristia o Cora\u00e7\u00e3o de Jesus providenciou um meio de perpetuar sua presen\u00e7a redentora no meio de n\u00f3s. Na despedida &#8211; era preciso que Ele voltasse para o Pai \u2013 Ele quis ficar, disfar\u00e7ado, mas muito realmente, nos sinais do p\u00e3o e do vinho, para que nunca nos esquec\u00eassemos de que Ele morreu por n\u00f3s e de que, ressuscitado, d\u2019Ele e com Ele dever\u00edamos viver, em profunda comunh\u00e3o. M\u00eas de junho, M\u00eas aben\u00e7oado!<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revela\u00e7\u00e3o de Deus se completou com a manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. Ele d\u00e1 testemunho do Pai e do Filho, sendo Ele mesmo pessoa, express\u00e3o pessoal da comunh\u00e3o divina, introduzindo-nos no mist\u00e9rio da Trindade una. 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