{"id":11810,"date":"2008-10-01T00:00:00","date_gmt":"2008-10-01T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-humanidade-esta-enlouquecendo\/"},"modified":"2008-10-01T00:00:00","modified_gmt":"2008-10-01T03:00:00","slug":"a-humanidade-esta-enlouquecendo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-humanidade-esta-enlouquecendo\/","title":{"rendered":"A humanidade est\u00e1 enlouquecendo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Comove a opini\u00e3o p\u00fablica a morte de Isabella. A concentra\u00e7\u00e3o dos notici\u00e1rios televisivos na apura\u00e7\u00e3o dos fatos estimula e alimenta a indigna\u00e7\u00e3o das pessoas. Fa\u00e7o duas observa\u00e7\u00f5es sobre o que est\u00e1 acontecendo. A primeira se refere \u00e0 brutalidade do assassinato de Isabella. \u00c9 muito dif\u00edcil crer que os pr\u00f3prios pais sejam os autores de tal crime. A segunda se refere ao poder da m\u00eddia de mobilizar emo\u00e7\u00f5es ao dar cobertura minuciosa ao acontecido. Mas passo agora a narrar o que ouvi de um m\u00e9dico ginecologista.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Procurado por uma jovem senhora decidida a abortar, ele fez ver a ela a gravidade da decis\u00e3o que ela estava a tomar. Mas ela tinha uma raz\u00e3o definitiva: com seu esposo acabara de criar uma empresa e precisava dedicar-se \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o desse projeto. N\u00e3o estava, pois, em condi\u00e7\u00f5es de levar a gravidez at\u00e9 o final e a arcar com os cuidados que um beb\u00ea exige.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Diante da negativa do m\u00e9dico de atender sua solicita\u00e7\u00e3o, ela lhe pediu indicar outro que aceitasse fazer o aborto. Ao que recebeu a resposta: \u201cn\u00e3o conhe\u00e7o e n\u00e3o tenho rela\u00e7\u00f5es com pessoas envolvidas nessa tarefa\u201d. Com muito custo foi convencida a fazer o ultra-som para verificar as condi\u00e7\u00f5es do beb\u00ea. A esperan\u00e7a do m\u00e9dico \u00e9 de que, vendo a imagem do beb\u00ea durante a realiza\u00e7\u00e3o do ultra-som e ouvindo as batidas de seu cora\u00e7\u00e3o, lhe fosse mobilizado o instinto materno, t\u00e3o forte na esp\u00e9cie animal, e, assim, ela viesse a assumir o ser humano que crescia em seu ventre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A jovem senhora, entretanto, recusou-se terminantemente a olhar para o v\u00eddeo onde as imagens da vida em desenvolvimento mostravam sua for\u00e7a bem como recusou-se a ouvir as batidas do pequeno cora\u00e7\u00e3o do beb\u00ea que respondia, com suas batidas apressadas, \u00e0s batidas do pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o da m\u00e3e. A m\u00e3e n\u00e3o voltou mais ao m\u00e9dico a quem havia procurado. Deve ter encontrado um outro qualquer que lhe atendeu o desejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Lembro-me que o primeiro lhe havia dito que o projeto de ter e criar um filho \u00e9 muito mais importante do que consolidar uma empresa. Ela, entretanto, estava inebriada pelo sonho de se tornar uma grande empres\u00e1ria e, firmada no direito de decidir sobre a vida do filho em gesta\u00e7\u00e3o, permitiu sua execu\u00e7\u00e3o. O beb\u00ea foi morto por esquartejamento, sugado aos peda\u00e7os do seio de sua pr\u00f3pria m\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pergunto ao leitor: \u00e9 poss\u00edvel falar em direito ao aborto? Faz poucos dias vi em proje\u00e7\u00e3o de data-show a imagem de um beb\u00ea rec\u00e9m-nascido a mamar. Estava como que pregado pelos l\u00e1bios no peito da m\u00e3e. Pensei: seria um crime arranc\u00e1-lo da fonte que o alimenta. S\u00f3 muito lentamente ele vai dispensar aquela fonte. Na mesma proje\u00e7\u00e3o, ao lado, aparecia um embri\u00e3o nidado, agarrado \u00e0 parede do \u00fatero da gestante. H\u00e1 quem julgue ser l\u00edcito arranc\u00e1-lo de sua fonte, como se um carrapato fosse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Curiosa e escandalosamente a lei do aborto interrompe uma l\u00f3gica divina que estabelece ser tanto mais necess\u00e1rio proteger a vida humana quanto mais fr\u00e1gil ela se apresente. Matar uma crian\u00e7a ou dela n\u00e3o cuidar \u00e9 crime, tanto mais grave quanto mais a crian\u00e7a necessita de prote\u00e7\u00e3o. Quanto mais no in\u00edcio tanto mais a sociedade deve cuidar da vida do ser humano. A l\u00f3gica \u00e9 interrompida assim: n\u00e3o se pode destruir a vida come\u00e7ada h\u00e1 12 (11, 10, 9) meses, mas, recuando mais dois, seis, ou 08 meses, quando a vida mais necessita de prote\u00e7\u00e3o, a\u00ed a l\u00f3gica \u00e9 a do ego\u00edsmo, prevalece o pretenso \u201cdireito\u201d da gestante sobre o real direito do feto ou do embri\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se todos os canais de TV colocassem no ar, de vez em quando, o DVD \u201co grito silencioso\u201d, onde est\u00e1 filmada a cena de um abortamento, com certeza haveria de se verificar a mesma como\u00e7\u00e3o produzida pelo assassinato de Isabella.\u00a0 Em outro artigo assim descrevi a cena que vi: \u201cA mulher se colocara na posi\u00e7\u00e3o de dar \u00e0 luz. Depois era necess\u00e1rio perfurar a bolsa amni\u00f3tica. Quando o instrumento &#8211; amni\u00f3tomo\u00a0 &#8211;\u00a0 tocava a bolsa, a crian\u00e7a se movia, em manifesta\u00e7\u00f5es de afli\u00e7\u00e3o. Ela n\u00e3o tinha como expressar seu desespero. Confesso que foi com relut\u00e2ncia que continuei a presenciar a cena: uma mulher em posi\u00e7\u00e3o de dar \u00e0 luz e, colado a seu corpo, em posi\u00e7\u00e3o de quem faz um parto, um m\u00e9dico, ou coisa parecida, a agir como quem vai extirpar um tumor maligno. E dentro um beb\u00ea sem ter onde se esconder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ah! se ele pudesse fugir para dentro do cora\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria m\u00e3e! Ali com certeza n\u00e3o tocariam nele. Perfurada a bolsa, a presa estava \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Foi ent\u00e3o introduzido no \u00fatero da m\u00e3e o aspirador que ligado a uma pequena bomba pneum\u00e1tica tinha a tarefa de sugar, aos peda\u00e7os, o pequeno ser. Ele morreu dando um forte grito. Aqueles que crucificaram Jesus escutaram esse grito quando Jesus morreu (Lc 23,46). Do lado de fora foram caindo os peda\u00e7os sugados. Sobrou a cabe\u00e7a, que logo depois foi arrancada por uma esp\u00e9cie de tenaz. E assim veio para fora a parte mais nobre daquela pobre humanidade. Por fim fez-se a limpeza do abrigo onde cresceu por 12 semanas aquela fr\u00e1gil vida. Que horror!<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comove a opini\u00e3o p\u00fablica a morte de Isabella. A concentra\u00e7\u00e3o dos notici\u00e1rios televisivos na apura\u00e7\u00e3o dos fatos estimula e alimenta a indigna\u00e7\u00e3o das pessoas. Fa\u00e7o duas observa\u00e7\u00f5es sobre o que est\u00e1 acontecendo. 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