{"id":11870,"date":"2010-06-07T00:00:00","date_gmt":"2010-06-07T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-vida-e-feita-de-escolhas-escolha-a-melhor\/"},"modified":"2010-06-07T00:00:00","modified_gmt":"2010-06-07T03:00:00","slug":"a-vida-e-feita-de-escolhas-escolha-a-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cnbb.org.br\/a-vida-e-feita-de-escolhas-escolha-a-melhor\/","title":{"rendered":"A vida \u00e9 feita de escolhas; escolha a melhor!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A exemplo do que faziam antigamente os vovozinhos \u2013 n\u00e3o \u00e9 para menos: j\u00e1 tenho 71 anos! \u2013 o artigo de hoje vai ser&#8230; uma est\u00f3ria para crian\u00e7as. Crian\u00e7as de 7, 20, 40 ou 80 anos! Era uma vez um s\u00e1bio que foi convidado a proferir a aula inaugural numa universidade de renome internacional. Ele apareceu no sal\u00e3o nobre levando um grande e bonito vaso de vidro, no formato de garrafa, que colocou sobre a mesa.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os professores e alunos presentes olharam uns para os outros, se perguntando qual a finali-dade de semelhante objeto para uma palestra t\u00e3o esperada. O assunto que o mestre deveria aprofundar era nada mais nada menos do que o sentido da vida&#8230; e da morte!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o feita pelo reitor da universidade, o convidado, sem dizer nenhuma palavra e com muito cuidado, come\u00e7ou a enfiar no garraf\u00e3o, uma a uma, doze pedras re-dondas, do tamanho das bolas de t\u00eanis. Elas ocuparam todo o recipiente, at\u00e9 o gargalo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em seguida, o mestre perguntou aos presentes: \u201cO vaso est\u00e1 cheio?\u201d \u201cSim\u201d, responderam em coro os alunos. Ele, por\u00e9m, retrucou: \u201cN\u00e3o \u00e9 verdade; h\u00e1 ainda muito espa\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Retirou, ent\u00e3o, de debaixo da mesa, uma caixinha de madeira. Abriu-a e, com uma colher, passou a retirar dela a areia que continha, passando-a para o vaso. Lentamente, ela foi se infiltrando em todas as cavidades, at\u00e9 encher o recipiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O mestre perguntou novamente: \u201cO vaso est\u00e1 cheio?\u201d N\u00e3o todos \u2013 porque alguns j\u00e1 come-\u00e7avam a duvidar \u2013, mas um grande n\u00famero ainda respondeu: \u201cSim!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cN\u00e3o \u00e9 verdade!\u201d, continuou o professor. Pegou, ent\u00e3o, um jarro de \u00e1gua e a jogou no vaso, que ficou embebido at\u00e9 o gargalo. E, olhando para a plateia, perguntou aos alunos: \u201cQual a li\u00e7\u00e3o que voc\u00eas tiram desta demonstra\u00e7\u00e3o para a vida?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um deles, que se julgava mais sabido e inteligente, respondeu logo: \u201cPara mim, a li\u00e7\u00e3o \u00e9 esta: mesmo tendo a agenda cheia de compromissos, se a gente quer, sempre encontra nela um lugarzinho a mais para fazer o que se quer. Ter tempo \u00e9 quest\u00e3o de prefer\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201c\u00d3tima resposta \u2013 retrucou o mestre \u2013, mas h\u00e1 outro ensinamento mais importante: se n\u00e3o se come\u00e7a por colocar no vaso as pedras grandes, jamais se poder\u00e1 faz\u00ea-lo depois de ter jogado a areia e a \u00e1gua. Assim acontece com a nossa vida. Precisamos saber escolher. Quais s\u00e3o as nossas prioridades? A sa\u00fade? A fam\u00edlia? Os amigos? O emprego? O dinhei-ro? Devemos saber distinguir o que \u00e9 essencial do que \u00e9 secund\u00e1rio. N\u00e3o confundir as coi-sas. Antes as pedras, depois a areia e, em seguida, a \u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O s\u00e1bio tinha raz\u00e3o. Quando a aten\u00e7\u00e3o e a vontade s\u00e3o dirigidas a mil coisas diferentes, acaba-se por n\u00e3o ter mais tempo ou condi\u00e7\u00f5es para escolher o que realmente interessa e vale a pena. Se tudo \u00e9 prioridade, nada \u00e9 importante! O apego a ninharias acaba por ofuscar a \u00fanica coisa necess\u00e1ria, como lembrava Jesus a Marta: \u00abMarta, Marta! Tu te preocupas e te inquietas com muitas coisas. Mas uma s\u00f3 \u00e9 necess\u00e1ria. Maria escolheu a melhor parte, que n\u00e3o lhe ser\u00e1 tirada\u00bb (Lc 10,41-42).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Talvez foi pensando nessas palavras que S\u00e3o Paulo, alguns anos mais tarde, escreveu aos crist\u00e3os de Corinto: \u00abN\u00e3o percamos a coragem: se o nosso f\u00edsico vai se desfazendo, o nosso interior vai se renovando dia ap\u00f3s dia. A n\u00f3s, que temos o olhar fixo no invis\u00edvel e n\u00e3o no vis\u00edvel, os sofrimentos presentes s\u00e3o leves e nos produzem uma carga incalcul\u00e1vel de gl\u00f3ria. Pois as coisas vis\u00edveis duram apenas um momento, enquanto as invis\u00edveis permanecem para sempre\u00bb (2Cor 4,16-18).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A vida \u00e9 feita de escolhas. A cada instante, precisamos optar. At\u00e9 mesmo o fato de deixar as coisas acontecerem, sem nada fazer para dar-lhes uma orienta\u00e7\u00e3o e um sentido, \u00e9 uma (triste!) decis\u00e3o&#8230; E cada escolha acarreta consequ\u00eancias imprevis\u00edveis e incalcul\u00e1veis, tanto no bem como no mal: \u00abO que o homem semeia, isso tamb\u00e9m colher\u00e1. Quem semeia no ego-\u00edsmo, colher\u00e1 a morte. Quem semeia no Esp\u00edrito, colher\u00e1 a vida\u00bb (Gl 6,7-8). O dia 31 de dezembro afunda suas ra\u00edzes no dia 1\u00ba de janeiro!<\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\">Dom Redovino Rizzardo<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exemplo do que faziam antigamente os vovozinhos \u2013 n\u00e3o \u00e9 para menos: j\u00e1 tenho 71 anos! \u2013 o artigo de hoje vai ser&#8230; uma est\u00f3ria para crian\u00e7as. Crian\u00e7as de 7, 20, 40 ou 80 anos! Era uma vez um s\u00e1bio que foi convidado a proferir a aula inaugural numa universidade de renome internacional. 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